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1 de Maio de 1994: Ratos de Porão em Almada, Ayrton Senna em Imola

Rui Vieira

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Há ocasiões e dias que jamais esquecemos. O atentado às torres gémeas em 11 de Setembro de 2001 é um deles. Todos sabemos onde estávamos, com quem estávamos, se estava sol ou nublado, frio ou quente. Esses pormenores, gravámos na nossa mente e de lá nunca mais sairão. São os chamados acontecimentos traumáticos. Para além do 9/11, há um outro que me marcou profundamente e que funde uma paixão – Ratos de Porão, que ainda hoje continua, e outra, a Fórmula 1, que já não me consome assim tanto, quase nada. ‘O que têm as duas em comum?’, poderão perguntar, sobretudo, os mais jovens. Pelo menos, duas coisas: velocidade e Brasil.

Domingo, 1 de Maio de 1994. Em mais um Dia Internacional do Trabalhador, a ocasião era especial: Ratos de Porão regressava a Portugal! No auge da sua carreira, e em plena digressão de “Just Another Crime in… Massacreland”, os brasileiros prometiam uma autêntica devastação, sobretudo física. Já tinha ouvido falar dos concertos apocalípticos da banda de João “Gordo” e diria que até fui um bocado a medo. Na Incrível Almadense, os corpos apinhavam-se como podiam, pendurados nos 1º e 2º balcões, colados uns aos outros na plateia – qual sardinha em lata -, num mar de gente que inundaria a Incrível com suor e adrenalina. Na primeira parte, os portugueses W.C. Noise (então a banda com mais andamento live por cá) e os espanhóis Beer Mosh.

Nesta altura, a Fórmula 1 estava também no seu apogeu e o 1.º de Maio de 1994 marcou mesmo – para muita gente – o (triste) final, a morte da emoção que era acompanhar o campeonato e assistir, religiosamente, ao domingo (normalmente pelas 14:00 GMT), a loucura que era o despique entre o francês Alain Prost e o brasileiro Ayrton Senna, naquela que é considerada a maior rivalidade de todos os tempos no desporto motorizado. Ayrton Senna é o maior piloto de F1 de sempre. A sua característica? Rápido, rápido, rápido! Em Imola (Itália), no GP de San Marino, Ayrton perdia a vida no início da 7ª volta ao circuito Enzo & Dino Ferrari num aparatoso acidente contra um muro de betão – na curva Tamburello – e a uma velocidade de +200km/h. As causas ainda hoje são discutidas e discutíveis. O “Rei da Chuva e do Mónaco” estava morto e com ele a F1 deixaria de ter o impacto que teve nos anos anteriores. ‘Nunca mais foi a mesma coisa!’, dirão muitos, eu inclusive.

 

Entretanto, RxDxPx dava show e instalava o caos na sala de Almada. Nunca na minha vida vi ou – estou em crer – voltarei a ver um mosh tão violento como o que presenciei neste fatídico dia. Quando tocaram o clássico “Aids, Pop, Repressão” tive de refugiar-me no bar, tal não era a loucura, socos, pontapés – enfim, pura violência! Havia pessoas a atirarem-se do 2º balcão! O chão era água, o balcão-diving nunca antes visto (as míticas fotos do CM Metálico provam-no), e, no entanto, a maior glória (até hoje) de sempre do Brasil morria.

 

Quando saí do concerto fui a um café nas imediações comer ou beber algo. A meu lado, de pé e também junto ao balcão, estava Miguel Newton dos Mata-Ratos. Ambos assistimos à notícia pela televisão que lá estava, pendurada num qualquer suporte na parede: Ayrton Senna estava… morto! Não havia palavras, não havia forma de assimilar aquilo. Não podia ser verdade… A música de Ratos de Porão é rápida, rápida, rápida, tal como… Senna. Descansa em paz, lenda. Nunca te esqueceremos!

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Nuno Bettencourt, Tom Morello e Scott Ian tocam tema de Game Of Thrones

Diogo Ferreira

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Consagrada como uma das séries mais populares de sempre, Game Of Thrones, que terminou na última madrugada, teve a capacidade de exultar nos seus fiéis seguidores todas as emoções desde o seu início com o genérico criado por Ramin Djawadi.

No clip abaixo, Djawadi é acompanhado por Dan Weiss (criador da série), Tom Morello (Rage Against The Machine), Scott Ian (Anthrax), Nuno Bettencourt (Extreme) e Brad Paisley numa jam session com as novas guitarras Fender em que tocam precisamente o tema principal de Game Of Thrones com muito free-style solista pelo meio.

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Sabaton History Channel, ep. 15: o Barão Vermelho

Diogo Ferreira

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No novo episódio do Sabaton History Channel, Joakim Brodén e Indy Neidell escolhem falar do tema “The Red Baron” que pertence ao próximo álbum “The Great War”, a ser lançado a 19 de Julho pela Nuclear Blast.

O Barão Vermelho é um do ícones heróicos da I Guerra Mundial que, simultaneamente, engloba a mecanização e a romantização da guerra moderna com as suas habilidades e heroísmo. Manfred von Richthofen é o nome verdadeiro do piloto que é, então, recordado em mais um episódio do Sabaton History Channel.

Mais episódios AQUI.

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Jinjer ao vivo no Resurrection 2018 (c/ vídeo)

Diogo Ferreira

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Foto: Veronika Gusieva

Abaixo podes assistir à prestação dos Jinjer no Resurrection de 2018. Recentemente disponibilizado pelo próprio festival, este vídeo servirá para aguçar a vontade que os fãs desta banda têm para os ver no Vagos Metal Fest deste ano. Nos quase 40 minutos de concerto, os Jinjer executaram temas como “Words Of Wisdom”, “I Speak Astronomy”, “Pisces” ou “Captain Clock”.

O EP “Micro”, lançado em Janeiro de 2019 pela Napalm Records, é o registo mais recente dos ucranianos que, como referido, actuarão no Vagos Metal Fest, evento que se realiza entre 8 e 11 de Agosto. Stratovarius, Six Feet Under, Satyricon, Candlemass, Death Angel, Watain e Alestorm são alguns dos nomes do cartaz.

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