“O álbum que mudou a minha vida”, por Nuno Oliveira (Terror Empire) | Ultraje – Metal & Rock Online
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“O álbum que mudou a minha vida”, por Nuno Oliveira (Terror Empire)

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«Através de alguns amigos, ouvi pela primeira vez “Master Of Puppets”, dos Metallica… apenas e só com 18 anos de atraso (risos).»

Prestes a lançar o segunda longa-duração “Obscurity Rising” (cuja edição acontecerá a 23 de Setembro pela Mosher Records), os Terror Empire emprestaram-nos o guitarrista Nuno Oliveira para falar-nos um pouco do álbum que mudou a sua vida: “Master Of Puppets”, dos Metallica.

Banda: Metallica | Lançamento: Master Of Puppets | Ano: 1986

«Foi em 2004, tinha eu dez anos, que descobri esta minha paixão pela guitarra/música mais agressiva. Através de alguns amigos, ouvi pela primeira vez “Master Of Puppets”, dos Metallica… apenas e só com 18 anos de atraso (risos). Esta sonoridade agressiva e rápida com contra-balanços de partes mais melódicas quase a fugir para baladas, foi o que me chamou mais à atenção. Este era um mundo completamente novo para mim.»

«Porquê “Master Of Puppets”? Ao longo do tempo fui aprofundando o meu conhecimento acerca deste género de música mas até hoje não existiu um álbum que tivesse tanto impacto como este. Pode não ser o mais técnico ou pesado de sempre, mas foi o que me introduziu neste mundo da música ao qual pertenço. Falando um pouco do álbum, a primeira faixa, “Battery”, tirou-me logo do sério! Aquela introdução em guitarras acústicas que do nada descamba para riffs do mais puro thrash metal, faz com que seja para mim uma das músicas mais pesadas da banda. “Master Of Puppets”; talvez a faixa mais marcante para mim e para muitos fãs deste género. Cheia de variações incríveis ao longo da música e com aquela melodia entre James [Hetfield] e Kirk [Hammett] que ficou na cabeça logo após a primeira audição. Esta é das poucas músicas de oito minutos que não me consigo fartar de ouvir. Logo de seguida, “The Thing That Should Not Be”; uma música mais arrastada mas com um som bastante sombrio e pesado. Divido “Welcome Home (Sanitarium)” em duas partes: a balada e a parte em que o thrash reina, que me deixa com arrepios na espinha. Tal como “Fade To Black”, esta é uma letra com um conteúdo muito forte.  “Disposable Heroes”; um riff super simples executado, a meu ver, de forma brilhante. Aquela pegada de mão direita do James é simplesmente brilhante. Esta é a minha música preferida do álbum: “Leper Messiah”, com todo o potencial para se ter tornado num hit da banda mas, lá está, num álbum cheio de tanta boa música é praticamente impossível todas levarem a taça. “Orion” é também uma faixa bastante especial para mim. Liderada pelo baixista Cliff Burton, é uma música com uma melodia bastante agradável e com solos de baixo de deixar qualquer um de queixo caído. E para acabar da forma mais violenta possível, temos “Damage Inc”; riff que quando o ouvi só imaginava um mosh cheio de pancadaria. Tive a sorte de ver a banda a tocar esta música ao vivo e confirmei aquilo que pensava… pancada do primeiro ao último minuto. Hoje em dia não é um álbum que ouça com grande frequência mas sempre que o ouço, seja em viagem com a banda ou com amigos, faz-me sempre lembrar aquela altura, que não foi assim há tanto tempo, mas que me marcou bastante.»

Recentemente a Ultraje divulgou um avanço do novo álbum dos conimbricenses Terror Empire. Ouve “Times Of War” abaixo:

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