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[Exclusivo] Aosoth: MkM fala sobre a cena black metal francesa

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Com membros de bandas influentes da cena francesa – Antaeus, Temple of Baal, The Order Of Apollyon e VI –, os Aosoth pretendem encerrar um capítulo com o quinto álbum “V: The Inside Scriptures”, que foi lançado a 17 de Novembro pela Agonia Records.

Numa conversa com o mentor MkM, que originou a entrevista publicada no #13 da Ultraje, olhou-se para trás, para bandas como Antaeus e Blut Aus Nord, para depois olhar-se em frente, para bandas como Throane e VI. Quão desafiante terá sido criar um som único oriundo de França e que fosse diferente daquele que vinha da Noruega? As bases podem ser semelhantes, mas a abordagem (principalmente a espiritual) sempre foi diferente.
O francês responde: «Pelo menos há algumas identidades francesas específicas. Com Antaeus fomos rejeitados porque não soávamos àquele black metal nórdico verdadeiro e tínhamos muita ‘devastação’ e caos. A cada qual o seu. É bom ver Throane ser mencionado. Acho que o novo álbum [“Plus une main à mordre”, 2017] é maravilhoso; até acho que a combinação das partes mais metal com os elementos industriais e de ambiente podiam ser mais impulsionadas. Do que é recente, penso que [Throane] tenha lançado do que mais gostei do género vindo de França. E numa forma mais tradicional e brutal, Hexen Holocaust, Impure Ziggurat e Nox Irae são grandes bandas francesas que podem ser ouvidas. Também podem investigar Sektarism, Ritualization e Affliction Gates.»

Depois de um momento de descontracção ainda houve tempo para se tentar sacar aquele espinho doloroso que se vê, mas ao qual não se consegue chegar nem com a pinça mais afiada. Estamos a falar do constante confronto entre puristas e novos pensadores que discutem aquilo que o black metal deve ou não ser. MkM encerra sem lamentações ou entraves: «Que se lixe esse assunto, tanto tempo perdido com isso. Agora é simples, não discuto. Ou adequa-se à minha visão e tanto os indivíduos como a música valem a pena ou então nem sequer são dignos de menção. Se virem a minha colecção iriam reparar que tem menos vinis do que antes. Chamem-me mente-fechada, não quero saber. Pelo menos mantenho-me fiel às minhas bases.»

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