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Calma que não é arroz – lançamentos de 05.10.2018

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Estamos a acelerar em direcção ao Natal e as editoras estão a disparar a artilharia pesada. A semana passada ficou marcada pelo regresso dos Behemoth aos discos, mas a Roadrunner tem também um trunfo na manga. Um pouco de tudo para todos. Menos arroz.

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Behemoth “I Loved You At Your Darkest”
Género: black/death metal
Origem: Polónia
Editora: Nuclear Blast

É inquestionável a liderança dos Behemoth em termos de black/death metal intrincado, bem produzido e de inspiração anticristã. Desafiando 27 anos de carreira e inúmeros lançamentos que deixaram para trás, os polacos voltam aos discos com um fulgor e inspiração irrepreensíveis. (Review e entrevista publicadas no #18 da Ultraje)*

 

 

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Coheed And Cambria “The Unheavenly Creatures”
Género: rock progressivo
Origem: E.U.A.
Editora: Roadrunner Records

Considerados por muito boa gente a resposta americana ao rock progressivo dos Porcupine Tree, os Coheed And Cambria combinam veterania, mestria técnica e tendência para melodias irresistíveis. “The Unheavenly Creatures” é um daqueles discos que dá para uma vida de descobertas.

 

 

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High On Fire “Electric Messiah”
Género: stoner/sludge/doom metal
Origem: EUA
Editora: eOne

Influentes ao ponto de os próprios Mastodon se terem conhecido num concerto seu, os High On Fire, liderados por Matt Pike (dos Sleep), são uma das mais antigas e competentes bandas a cruzar stoner, sludge e doom metal. O seu novo disco é abrasador, intenso e quase insuportavelmente bom.

 

 

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Infestus “Thrypsis”
Género: black metal
Origem: Alemanha
Editora: Debemur Morti Productions

Longe vai o tempo em que da Alemanha não chegava black metal de qualidade. Numa semana em que os compatriotas Ultha também nos presenteiam com uma boa proposta e os Piah Matter fazem de coelho da cartola, são os Infestus que se destacam com uma espécie de espécie mais melódica e melancólica de Blut Aus Nord. Soberbo. (Review completa AQUI)

 

 

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Monuments “Phronesis”
Género: metal progressivo/djent
Origem: Inglaterra
Editora: Century Media Records

Com elementos de Fellsilent e The Tony Danza Tapdance Extravaganza no seu seio, os ingleses Monuments estavam destinados ao sucesso, fosse qual fosse o estilo de música que praticaram. Optaram pelo djent/metal progressivo e, ao terceiro álbum, ameaçam a liderança de Tesseract e Periphery.

 

 

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Windhand “Eternal Return”
Género: stoner/doom metal
Origem: E.U.A.
Editora: Relapse Records

Poucas bandas se podem orgulhar de equilibrar uma distorção absurda com harmonias vocais e temáticas de ocultismo com a qualidade com que os Windhand o fazem. “Eternal Return” é o quarto álbum da banda e, possivelmente, aquele que definirá os limites do stoner/doom por muito tempo. (Review e entrevista publicadas no #18 da Ultraje)*

 

 

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*A Ultraje é actualmente distribuída gratuitamente em vários pontos especializados, mas podes continuar a recebê-la comodamente em casa ao subscrever o Six-Pack AQUI (apenas são cobrados os portes). O #18 conta com Behemoth na capa.

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Outros lançamentos:
– Alkymist «Alkymist» (Indisciplinarian) – sludge/doom
– Allegiance «Beyond The Black Wave» (Auto-financiado) – black metal
– Art Against Agony «Shiva Appreciation Society» (Saol) – metal progressivo/fusão
– A Storm Of Light «Anthroscene» (Consouling) – doom/post-rock
– Atlas «Primitive» (Inverse) – metalcore
– Author & Punisher «Beastland» (Relapse) – doom/drone/industrial
– Black Peaks «All That Divides» (Rise) – math rock
– Carpe Noctem «Vitrun» (code666) – black metal
– Chapter V F10 «Pathogenesis» (Ashen Dominion) – black metal
– Deathhammer «Chained To Hell» (Hells Headbangers) – thrash
– Don’t Disturb My Circles «Lower Canopy» EP (Regulator) – metalcore
– Entierro «Entierro» (Auto-financiado) – doom/stoner metal
– Estrons «You Say I’m Too Much, I Say You’re Not Enough» (The Orchard) – punk/rock alternativo
– Fitacola «Contratempo» (Auto-financiado) – punk-rock
– Foaming At The Mouth «Writhing» (Auto-financiado) – death metal
– Fvzz Popvli «Magna Fvzz» (Heavy Psych) – doom/garage rock
– Gridfailure/Megalophobe «Tasukete» (Nefarious) – noise/doom
– Holocausto Em Chamas «לָשׁוֹן הַקֹּדֶשׁ» (Harvest of Death) – black metal
– I Am The Law «Hymn To The Vulture» EP (Auto-financiado) – metalcore
– Ice Nine Kills «The Silver Scream» (Fearless) – metalcore
– Ichor «God Of Thunder Of War» (Seance) – black metal
– Leah «The Quest» (Inner Wound) – power/celtic metal
– Lizzies «On Thin Ice» (The Sign) – heavy metal
– Lucifericon «Al-Khem-Me» (Invictus) – death metal
– Lydia Laska «Ego Death» (Edged Circle) – black pop
– Massive Scar Era «Color blind» EP (Auto-financiado) – metal alternativo
– Menschenfresser «Sterben» (Boersma) – thrash/death metal
– Mongol «The Return» (Sliptrick) – folk/death metal melódico
– Mutilated By Zombies «Mutilated By Zombies» (Redefining Darkness) – death metal
– Neversin «The Outside» (Revalve) – hard rock progressivo
– Piah Mater «The Wandering Daughter» (Code666) – death metal progressivo
– Rear Naked Choke «Rear Naked Choke» (Sliptrick) – southern/groove metal
– Rise To Fall «Into Zero» (Auto-financiado) – death metal melódico
– Serpents Kiss «Dragon Lord» (Auto-financiado) – heavy metal progressivo
– Silver Dust «House 21» (Fastball) – southern/hard rock
– Sons Of Liberty «Aged In Oak» (Auto-financiado) – southern/hard rock
– Sweeping Death «In Lucid» (Auto-financiado) – thrash metal progressivo
– Sylar «Seasons» (Hopeless) – metalcore
– The Brew «Art Of Persuasion» (Napalm) – hard rock
– The Last Band «Hisingen» (Gain) – thrashcore
– The Projectionist «Visits From The NightHag Part 1» (Appalachian Noise) – black metal
– The Space Octopus «The Image Is Gone» (Auto-financiado) – hard rock
– Those Damned Crows «Murder And The Motive» (Earache) – hard rock
– Ultha «The Inextricable Wandering» (Century Media) – black metal
– Unholy Baptism «Volume I: The Bonds Of Servitude» (Auto-financiado) – black metal
– Vcid «Jettatura» (Ladlo) – black’n’roll
– Wrath «Rage» (Combat) – thrash
– Youth Killed It «What’s So Great, Britain?» (Rude) – punk rock

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[Reportagem] Porto Deathfest IV (30.09.2018 + 04.10.2018 – Porto)

Diogo Ferreira

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Fleshcrawl (Foto: Pedro Félix da Costa)

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Dia I – 30 de Setembro
Beyond Carnage + Neocaeser + Burial Invocation + Fleshcrawl

Na passagem de Setembro para Outubro, a Invicta recebeu a quarta edição do Porto Death Fest. Dividido de forma invulgar entre uma tarde de domingo e a noite da quinta-feira, o festival, por esse mesmo motivo, mostrou duas facetas do death metal que, apesar de diferentes, se complementaram.

No mais internacional dos dias, a matiné do dia 30 de Setembro abriu com os lusos Beyond Carnage, que trouxeram ao norte o seu death metal envolto em escuridão. Com uma qualidade de som acima da média do que seria de esperar para o exíguo espaço do Metalpoint, a banda apresentou o seu EP de estreia “Profane Sounds Of The Flesh” e, perante uma sala que ia recebendo público lentamente, demonstrou que, independentemente do número de pessoas presentes, a sua prestação era sempre de entrega total. Apesar de ser uma banda recente, mostraram experiência de palco e deram o mote para uma grande noite de celebração do death metal.

Também em apresentação do seu trabalho de estreia vieram, da Holanda, os Neocaesar. Com um set inteiramente composto com os nove temas do álbum, excluindo o instrumental “Sigillorum Satanas”, que foram tocados por ordem quase idêntica à que nele constam, os Neocaesar mostraram em palco uma intensidade em energia idêntica à que os Beyond Carnage tinham mostrado em negritude. A forma como tomaram de assalto o palco apanhou de surpresa até mesmo aqueles que já os conheciam bem, sendo, para muitos, a melhor prestação da noite. Curiosamente, a banda é composta por ex-membros de Sinister, mas vários deles não se cruzaram quando engrossavam as suas fileiras. Este passado comum trouxe ao de cima toda a experiência destes músicos em palco e foi o rastilho que incendiou o público.

Da terra do quarto crescente chegaram o Burial Invocation. Senhores de um estilo mais obscuro e bastante agarrado às sonoridades clássicas, estes turcos também mostraram que a forma como aliam a técnica ao seu som, criando temas longos, como os quase dez minutos de “Revival” que abriu a actuação, que lhes confere uma posição interessante dentro do estilo. Com um set composto quase integralmente por temas do seu álbum de estreia, “Abiogenesis”, conseguiram cativar a audiência, não sofrendo em nada com a adrenalina que fora injectada nos presentes pela banda anterior.

Um dos factos que marcaram bem o primeiro dia do festival foi a diversidade dos estilos dentro do estilo. Todas as bandas eram diferentes, todas se complementaram e nunca colidiram. Isto deu ao cartaz um equilíbrio em termos de passagem entre bandas que nem sempre é conseguida na organização de eventos como este. Como é óbvio, não foram estranhos a este facto os cabeças-de-cartaz Fleshcrawl. Da noite foi a banda com mais elementos, ficando o pequeno palco do Metalpoint completamente ocupado com a sua presença. No entanto, isso não foi impedimento para estes alemães mostrarem toda a sua classe e fecharem a noite com uma prestação memorável. As guitarras com sonoridade de influência sueca e as melodias dos riffs encheram por completo a sala com uma qualidade sonora impressionante. De notar a forma muito positiva como interagiram com o público, nomeadamente numa constante troca de brindes com cerveja ao som de um ‘sáúde’ de pronúncia alemã.

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Necrot (Foto: Pedro Félix da Costa)

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Dia II – 4 de Outubro
Aischrolatry + Biolence + Grindead + Necrot

A noite de 4 de Novembro apresentava um cartaz que invertia, na totalidade, o do primeiro dia. Onde o outro apresentava apenas uma banda portuguesa a fazer a abertura, este tinha apenas uma banda estrangeira a fazer o encerramento.

A abertura deste segundo dia, que recebeu tanta ou mais gente como no dia anterior, ficando mais uma vez o Metalpoint bastante bem composto, teve uma toada diferente. Com bateria, baixo e voz, os Aischrolatry foram até aos ossos do grind e fizeram a sala estremecer com a overdose de graves da sua avalanche sonora. Apesar de se considerar que esta simplificação de um estilo, já de si simples, possa ter um resultado desinteressante, este duo conseguiu, de forma peremptória, provar o contrário.

A festejar as duas décadas de carreira, os Biolence aproveitaram o festival para alargar esses festejos a uma mão cheia de convidados, nomeadamente ex-membros da banda que subiram ao palco para recordar tempos idos. Uma celebração que percorreu toda a carreira da banda numa total interactividade com o público.

A experiência de uma banda com vinte anos de carreira deu lugar a uma nova com largos anos de experiência nos seus elementos. Em concerto de estreia, os Grindead são um grupo que conta nas suas fileiras com elementos que passaram por instituições como os Genocide ou os Web, e que agora se uniram para regressar aos palcos e nos presentear com um death metal poderoso que nada fica a dever às suas raízes.

O fecho da noite veio pela mão dos norte-americanos Necrot, em estreia absoluta no nosso país. Apresentando um death metal de raízes clássicas, este trio, que trazia na bagagem o álbum de estreia “Blood Offerings”, deu o golpe de misericórdia numa noite que acabava de se tornar memorável. Frente-a-frente com um público incansável e sempre sedento de mais, os Necrot descarregaram toda a sua energia numa total sinergia entre banda e público.

No final, e em retrospectiva, o Porto Deathfest, apesar de ainda ir na sua quarta edição, demonstrou ter maturidade, principalmente ao apresentar um cartaz bastante diversificado dentro do estilo, onde houve espaço tanto para bandas conceituadas como estreantes, e onde os nomes nacionais complementaram as excelentes presenças vindas de além-fronteiras.

Texto e fotos: Pedro Félix da Costa

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Calma que não é arroz – lançamentos de 12.10.2018

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O prato de hoje traz-nos sabores exóticos de Taiwan e da Islândia e outros que, pese embora sejam de paragens menos remotas como Suíça, Estados Unidos ou Irlanda do Norte, constituem bons acepipes para o fim-de-semana que se adivinha. É mais uma semana profícua em bons e variados sabores e texturas, para degustar com calma ou à bruta.

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Chthonic “Battlefields Of Asura”
Género: black/death/folk metal
Origem: Taiwan
Editora: Spinefarm Records

“Battlefields Of Asura” pode ser o disco que coloca definitivamente os Chthonic no mainstream metálico depois de duas décadas a pavimentar o caminho. A culpa é de uma mistura irresistível de death, black metal, folk asiático, melodia e temas místicos orientais. Bom demais para deixar passar.

 

 

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Gama Bomb “Speed Between The Lines”
Género: thrash metal
Origem: Irlanda do Norte
Editora: AFM Records

Os Gama Bomb são dos mais mediáticos representantes da última onda de thrash juvenil que varreu o metal há cerca de uma década. A banda norte-irlandesa regressa agora com o sexto álbum de originais e espalha charme Municipal Waste com perfume Overkill onde quer que toque. Nice.

 

 

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Promethee “Convalescence”
Género: metalcore
Origem: Suíça
Editora: Lifeforce Records

Em poucos anos (e apenas três discos), os suíços Promethee mostraram que ainda há ideias válidas e música energética para mostrar no metalcore e, agora, injectam uma nova dose de energia no seu híbrido de death metal melódico, hardcore e djent. E o resultado é, ao mesmo tempo, poderoso e sexy.

 

 

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Skálmöld “Sorgir”
Género: folk/viking metal
Origem: Islândia
Editora: Napalm Records

O viking metal fica logo com uma aura mais autêntica quando vem de um local como a Islândia. No caso dos heróis locais Skálmöld, a atmosfera junta-se a uma abordagem polivocal, a um invulgar sentido rítmico e a uma qualidade de escrita irrepreensível. Os fãs de Týr e Ensiferum sabem do que falamos. (Review completa aqui)

 

 

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Terrorizer “Caustic Attack”
Género: death metal/grindcore
Origem: E.U.A.
Editora: The End Records

Os Terrorizer ganharam um estatuto de culto com um único álbum em 1989, voltaram à actividade em 2006 e “Caustic Attack” é já o terceiro disco desde aí. E é uma valente lição/tareia de death metal seco, rápido, violento e de ADN grindcore. Como se eles precisassem de apresentar uma prova de vida….

 

 

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Verni “Barricade”
Género: thrash/doom/heavy metal
Origem: E.U.A.
Editora: Mighty Music

D.D. Verni, o punk que formou os Overkill há quase 40 anos em Nova Iorque, estreia-se nos discos em nome próprio com uma colecção de temas onde mostra as suas outras influências e em que conta com uma série de convidados de luxo: Jeff Loomis (Arch Enemy), Jeff Waters (Annihilator), Bruce Franklin (Trouble), Mike Romeo (Symphony X), Mike Orlando (Adrenaline Mob), etc..

 

 

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Outros lançamentos de hoje:
– Aeternus «Heathen» (Dark Essence) – dark/black metal
– Agrypnie «Grenzgænger Pavor Nocturnus» (Supreme Chaos) – pós-black metal
– Alchemy Chamber «Opus I: Subtle Movements From Within» (Auto-financiado) – metal neo-clássico
– Alms «Act One» (Shadow Kingdom) – heavy/doom metal
– Ataraxia «Synchronicity Embraced» (Sleaszy Rider) – neofolk/neo-clássico
– Atreyu «In Our Wake» (Spinefarm) – metalcore
– Bâ’a/Verfallen/Hyrgal «Split» (Bladlo) – black metal
– Benighted «Dogs Always Bite Harder Than Their Masters» (Season of Mist) – death metal/grindcore
– Beyond Creation «Algorythm» (Season of Mist) – death metal progressivo
– Black Mold «Atavism» (Hellprod) – black metal
– City Of Thieves «Beast Reality» (Frontiers) – hard rock
– Credic «Agora» (Green Zone) – death metal melódico
– Creye «Creye» (Frontiers) – hard rock
– Cursus Bellum «Ex Nihilo Nihil Fit» (Downfall) – death metal
– Darkness «First Class Violence» (Massacre) – thrash
– Deadbird «III: The Forest Within The Tree» (20 Buck Spin) – doom/sludge
– DungeönHammer «Infernal Moon» (Me Saco Un Ojo) – black metal/thrash
– Eosphoros «Eosphoros» (Iron Bonehead) – black metal
– Evanescence «Synthesis Live» DVD – rock gótico
– Flares «Allegorhythms» (Barhill) – rock instrumental
– Gathering Darkness «The Inexorable End» 7” EP (Auto-financiado) – death metal
– God’s Army «Demoncracy» (Rock Of Angels) – heavy metal
– Gösta Berlings Saga «Et Ex» (InsideOut) – rock instrumental
– Helsott «Slaves And Gods» (M-Theory) – folk/death metal
– House Of Atreus «From The Madness Of Ixion» (Iron Bonehead) – death metal
– House Of Broken Promises «Twisted» EP (Heavy Psych) – stoner metal
– Impellitteri «The Nature Of The Beast» (Frontiers) – heavy metal
– Ivan «Memory» (Solitude) – doom/death metal
– Kadavar «Live In Copenhagen» (Nuclear Blast) – stoner rock
– Khandra «There Is No Division Outside Existence» (Redefining Darkness/Possession) – black metal
– Loimann «A Voluntary Lack Of Wisdom» (Argonauta) – stoner metal
– London «Call That Girl» (Shrapnel) – hard/glam rock
– Me Against The World «Breaking Apart» (Fastball) – heavy metal
– Nazareth «Tattooed On My Brain» (Frontiers) – hard rock/heavy metal
– Nick Oliveri «N.O. Hits At All Vol. 5» (Heavy Psych) – stoner rock
– Northern Crown «Northern Crown» (Auto-financiado) – doom metal
– Nuclear Holocaust «Grinding Bombing Thrashing» (Selfmadegod) – death metal/grindcore
– One Last Legacy «II» (Black Sunset) – metalcore
– Oracle «Tales Of Pythia» (Auto-financiado) – groove metal/metalcore
– Outer Heaven «Realms Of Eternal Decay» (Relapse) – death/doom metal/hardcore
– Pa Vesh En «Church Of Bones» (Iron Bonehead) – black metal
– Piledriver «Rockwall» (Rockwall) – hard rock
– Polyphia «New Levels New Devils» (Rude/Equal Vision) – rock instrumental/progressivo
– Rodent Epoch «Rodentlord» (Saturnal) – black metal
– Saber Tiger «Obscure Diversity» (Sliptrick) – power metal
– Sargeist «Unbound» (W.T.C.)
– Set And Setting «Tabula Rasa» (PelAgic) – pós-rock instrumental
– Seventh Wonder «Tiara» (Frontiers) – metal progressivo
– Skraeckoedlan «Äppelträdet» (The Sign) – stoner metal/rock
– Solium Fatalis «Genetically Engineered To Enslave» (Auto-financiado) – death metal
– The Rumjacks «Saints Preserve Us!» (Four Four) – punk/folk rock
– Uncle Acid & The Deadbeats «Wasteland» (Rise Above) – doom rock/metal
– Valkyria «Tierra Hostil» (Fighter) – heavy/power metal
– Vanhelgd «Deimos Sanktuarium» (Dark Descent) – death metal
– Vermithrax «Imperium Draconus» (Divebomb) – power/thrash metal

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Heavy Metal Portugal: Fez-se História!

Joel Costa

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(O realizador João Mendes. Fotografia de Teresa Ribeiro.)

No passado dia 6 de Outubro fez-se história. A cidade de Santo Tirso foi palco da ante-estreia de “Heavy Metal Portugal – O Documentário”, que recebeu uma enchente de fãs e curiosos para testemunhar o primeiro documentário realizado no nosso país sobre este estilo musical. Para contar a história, o realizador João Mendes teve à sua disposição 135 convidados, que entre músicos, locutores de rádio, promotores, editores discográficos e jornalistas, mantiveram o público de olhos fixos no ecrã durante os 100 minutos de duração do documentário.

Foi Phil Mendrix – nome artístico de Filipe Mendes – quem tomou primeiramente a palavra. O guitarrista, que faleceu em Agosto deste ano, fundou os Chinchilas, uma banda de rock psicadélico que esteve activa durante a segunda metade da década de 1960 e que viria o seu fim em 1971. Depois de ter feito parte do alinhamento de nomes como Grupo 5 ou Heavy Band, este herói da guitarra integraria os Roxygénio na década de 1980, com as gerações mais novas a conhecer o trabalho que desempenhou ao lado de Manuel João Vieira, nos Ena Pá 2000, Irmãos Catita e Corações de Atum. A sua participação no documentário foi vista como algo de muito especial por ter sido uma das últimas entrevistas dadas pelo músico, e que ficará agora imortalizada pelo trabalho de João Mendes, que antes de ter iniciado a apresentação do documentário dedicou-o a Phil Mendrix e a outras figuras da cena musical portuguesa já falecidas. A narrativa que se seguiu foi dividida por épocas, com nomes como Paulo Barros (Tarântula), Sérgio Castro (Arte & Ofício, Trabalhadores do Comércio), Dico (escritor/jornalista), Filipe Marta (S.O.S. Heavy Metal Radio Show), Zica (NZZN), João Francês e Rui “Destruction” (Black Cross), Fernando Ribeiro (Moonspell), José Costa (Sacred Sin) e Rui Duarte (Ramp) a assumir um papel maior, sem esquecer de igual forma a participação de outras figuras emblemáticas e de vozes com menos expressão, que como o realizador explicaria no final, foi sua intenção destacar aqueles que nunca tiveram oportunidade de falar.

Entre os episódios relatados, destaca-se a ausência de organização no que aos eventos de música pesada dizia respeito, com alguns dos músicos que estavam no activo na década de 80 a mencionarem duas ocasiões distintas em que fogos deflagraram nos palcos devido ao uso de pirotecnia sem qualquer tipo de supervisão. Entre as curiosidades abordadas, destaque também para os Vasco da Gama, a primeira banda heavy metal a lançar um LP, e para a gravação de um álbum duplo ao vivo no Rock Rendez-Vous (Lisboa), algo inédito até então, que nunca chegou a ser editado e desconhece-se o paradeiro das gravações.

No final da exibição, e após uma ovação do público, o realizador respondeu às questões dos presentes e chamou ainda ao palco Sérgio Castro (Arte & Ofício, Trabalhadores do Comércio), Miguel Inglês (Equaleft), Sandra Oliveira (Blame Zeus), Victor Matos (W.E.B.), que individualmente teceram considerações finais. A festa era concluída umas horas depois no Kraken Rock Pirate Club com as actuações dos Equaleft e Blame Zeus.

Para saber mais, é só adquirir o DVD através do e-mail heavymetalportugalodoc@gmail.com (€15,00 com acréscimo dos portes de envio) e embarcar nesta viagem histórica e mágica!

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