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Calma que não é arroz – lançamentos de 28.09.2018

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Esta é uma das semanas mais activas do ano, com muitos lançamentos para todos os gostos. Damos destaque ao black metal, ao death metal melódico, ao power metal ao rock progressivo e a uma vertigem técnica. Mas escolham o vosso veneno.

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Anaal Nathrakh “A New Kind Of Horror”
Género: black/death/industrial/grindcore
Origem: Inglaterra
Editora: Metal Blade Records

É impressionante a quantidade de diferentes estilos de metal, dinâmica, ideias geniais e cagaçal que os Anaal Nathrakh conseguem enfiar em poucos minutos de música. E, ao décimo álbum de originais, a banda não mostra sinais de abrandamento ou esgotamento artístico. (Review publicada no #18 da Ultraje)*

 

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Brainstorm “Midnight Ghost”
Género: power metal
Origem: Alemanha
Editora: AFM Records

Prestes a celebrar três décadas de carreira e a editarem o seu 12º álbum de originais, os Brainstorm confirmam-se como um dos mais sólidos nomes da terra do power metal: a Alemanha. “Midnight Ghost” tem tudo o que um fã de power metal gosta, em doses bem generosas.

 

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Revocation “The Outer Ones”
Género: death/thrash metal
Origem: EUA
Editora: Metal Blade Records

Equilibrando de forma exímia o lado mais técnico do death metal e do thrash, os Revocation construíram uma carreira exemplar e sem pontos fracos. O seu novo álbum de originais é mais um ensaio de extremismo submetido ao poder técnico e a ocasionais ambientes harmónicos. (Review publicada no #18 da Ultraje)*

 

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Riverside “Wasteland”
Género: rock/metal progressivo
Origem: Polónia
Editora: InsideOut Music

Normalmente mencionados nas mesmas frases que incluem Porcupine Tree e Opeth, os polacos Riverside regressam aos lançamentos naquele que é o primeiro disco depois do trágico falecimento do guitarrista Piotr Grudzinski. Melodia, sentimento e guitarras à Pink Floyd em barda.

 

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Vreid “Lifehunger”
Género: black metal
Origem: Noruega
Editora: Season of Mist

Os Vreid encabeçam a nova vaga de black metal melódico oriunda do norte da Europa. Épicos, extremos, intensos e cada vez mais maduros, os noruegueses apresentam um álbum monstruoso em “Lifehunger” e provam que o black metal melódico não está morto. (Review publicada no #18 da Ultraje)*

 

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Wolfheart “Constellation Of The Black Light”
Género: death metal
Origem: Finlândia
Editora: Napalm Records

Nascidos em 2013 da mente incansável de Tuomas Saukkonen (ex-Before The Dawn), os Wolfheart rapidamente se transformaram nos herdeiros da melancolia finlandesa através de um death metal melódico incrivelmente atmosférico e envolvente. O novo disco não desilude. (Review publicada no #18 da Ultraje)*

 

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*A Ultraje é actualmente distribuída gratuitamente em vários pontos especializados, mas podes continuar a recebê-la comodamente em casa ao subscrever o Six-Pack AQUI (apenas são cobrados os portes). O #18 conta com Behemoth na capa.

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Outros lançamentos de hoje:
– Abysmal Lord/Crurifragium «Split» 7” EP (Hells Headbangers) – black/death metal
– A Forest Of Stars «Grave Mounds And Grave Mistakes» (Prophecy) – black metal
– Akula «Akula» (Hellmistress) – doom/post metal
– Anti-Flag «American Reckoning» (Spinefarm) – punk/hardcore
– Asylum «3-3-88» (Shadow Kingdom) – doom metal
– Atrament «Scum Sect» (Sentient Ruin) – black metal/crust
– Beartooth «Disease» (Red Bull) – punk/hardcore melódico
– Binah «Phobiate» (Osmose) – death metal
– Black Funeral «The Dust And Darkness» (Iron Bonehead) – black metal/dark ambient
– Bonehunter «Children Of The Atom» (Hells Headbangers) – black/thrash metal/punk
– Cataya «Firn» (Moment Of Collapse) – post-metal
– C Average «III» (Adulta Fantasy/K) – heavy/doom metal
– Dakhma «Hamkar Atonement» (Iron Bonehead) – black/death metal
– Darkenhöld «Memoria Sylvarum» (LADLO) – black metal
– Death Worship «Extermination Mass» (Nuclear War Now!) – black/death metal
– Demande À La Poussière «Demande À La Poussière» (Argonauta) – black metal/post-hardcore
– Dynazty «Firesign» (AFM) – heavy metal/hard rock
– elegiac «Pagan Storm» (De Tenebrarum Principio) – black metal
– Empty «Vacio» (Osmose) – black metal
– Enemy Inside «Phoenix» (Rock of Angels) – thrash
– Entropia «Vacuum» (Arachnophobia) – black/sludge metal
– Evilon «Leviathan» (WormHoleDeath) – death/folk metal
– Evil Scarecrow «Chapter IV: Antartarctica» (Auto-financiado) – black/thrash metal
– Farsot/ColdWorld «Toteninsel» (Prophecy) – black metal
– Hacavitz «Nex Nihil» (Moribund) – black metal
– Hail The Sun «Mental Knife» (Rude) – post-hardcore
– Hangman’s Chair «Banlieue Triste» (Spinefarm) – stoner/doom metal
– Heads For The Dead «Serpent’s Curse» (Transcending Obscurity) – death metal
– Hell In Town «Bones» (Vapocalypse) – groove metal
– Helrunar «Vanitas Vanitatvm» (Prophecy) – black metal
– Horrendous «Idol» (Season of Mist) – death metal progressivo
– Immortal Guardian «Age Of Revolution» (M-Theory) – power metal progressivo
– Lethal Injury «Melancholia» (WormHoleDeath) – thrash
– Malthusian «Across Deaths» (Invictus) – black/death metal
– Morte Incandescente «Somos O Fogo Do Teu Inferno» (War Arts) – black metal
– Necronomicon «Unleashed Bastards» (El Puerto) – thrash
– Noekk «Carol Stones and Elder Rock» (Prophecy) – doom rock
– North Of South «New Latitudes» (Rockshots) – groove metal
– Once Human «Stage Of Evolution» (earMusic) – groove metal
– Onkel Tom «Bier Ernst» (Steamhammer) – thrash
– Pillars «Onward To Nothingness» (Seeing Red) – doom
– Project Silence «Infinity» (Sliptrick) – industrial
– Reinfection «Breeding Hate» (Deformeathing) – death metal/grindcore
– Sacrificial Blood/Traitor «Split 7”» (Horror Pain Gore Death) – thrash/death metal
– Saga «So Good So Far – Live At The Rock Of Ages» (earMusic) – rock progressivo
– Scorched «Ecliptic Butchery» (20 Buck Spin) – death metal
– Stratovarius «Enigma: Intermission 2» (earMusic) – power metal
– Sunflo’er «No Hell» (Salvation) – hardcore experimental
– Terror «Total Retaliation» (Pure Noise) – hardcore
– This Will Destroy You «New Others Part One» (Dark Operative) – post-rock
– Valdrin «Two Carrion Talismans» (Blood Harvest) – black metal
– Vandallus «Bad Disease» (Pure Steel) – heavy metal/hard rock
– Vitja «Mistaken» (Century Media) – groove metal
– Vulcain «Vinyle» (Season of Mist) – heavy metal
– Wang Wen «Invisible City» (PelAgic) – post-rock
– Waxen «Terror Decree» (Moribund) – black metal
– Weapon UK «Rising From The Ashes» (Pure Steel) – NWOBHM
– 偏執症者 «袋小路» (The Sign) – black metal/d-beat

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[Reportagem] Alestorm + Skálmöld (12.12.2018, Lisboa)

Diogo Ferreira

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Alestorm (Foto: João “Speedy” Santos)

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Alestorm + Skálmöld
12.12.2018 – Lisboa Ao Vivo, Lisboa

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A atracar pela segunda vez na costa portuguesa, os islandeses Skálmöld fizeram bom uso de todo o traquejo que as constantes digressões lhes deram e souberam tornear com mestria os problemas sonoros que marcaram o início da actuação. Ainda assim, o som meio embrulhado não os impediu de montarem uma festa viking ao som do folk metal escandinavo que praticam, com boa aderência do público e um espectáculo mexido – para os parâmetros islandeses, note-se. Montados em “Sorgir”, o mais recente dos seus cinco trabalhos de originais, desfilaram um conjunto de temas interessantes, que fazem deles um dos mais sérios casos do viking metal actual.

Os Alestorm são um fenómeno de popularidade entre os frequentadores de salas de espectáculos e festivais e, se fosse necessária algum tipo de confirmação disto, os escoceses encarregaram-se de fazer uma demonstração cabal na noite lisboeta da digressão. Com um pato de borracha gigante em palco e o vocalista a usar o habitual outfit de kilt e keytar, a festa ficou montada a partir do momento em que os piratas pisaram o palco e foi sempre a enrijecer até à interpretação de “Fucked With An Anchor”, sensivelmente uma hora e meia depois. O pirate metal dos Alestorm é uma mistura perfeita de refrãos cantáveis, “Eis” e “Oh-oh-ohs” estrategicamente colocados e melodias orelhudas, com ocasionais espaços para bons solos de guitarra. Temas simples e milhões de visualizações no YouTube é uma combinação que não falha, e canções como “Mexico”, “The Sunk’n Norwegian”, “Hangover” (versão de um tema de Taio Cruz), “Shipwrecked” e “Drink” contam-se entre as favoritas do público português que cantou, bebeu cerveja, abriu um moshpit considerável e até brindou a banda com uma wall of death. Em palco, os Alestorm nunca falharam na arte de interpretar os seus temas da forma mais entusiasta possível, puxar pelo público e mantê-lo efectivamente entretido, seja com um solo de keytar de Bowes enquanto bebia uma Super Bock de penalti ou a usar o típico humor britânico quando apresentava as músicas. Lisboa não resistiu ao ataque pirata do quinteto escocês e capitulou, numa noite chuvosa em que a fila se mudou para a casa de banho dos homens e em que andar à chapada no meio do mosh com um fato de elefante era uma coisa perfeitamente normal.

Texto: Fernando Reis
Fotos: João “Speedy” Santos
Edição de fotos: Rute Gonçalves

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Coisas estúpidas que a Ultraje vai tentar difundir em 2019

Diogo Ferreira

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Cave 45 (Porto) reabre portas

Público português pára de insistir na vinda dos Blind Guardian

 

Portugal classifica King Diamond como persona non grata

 

“Curto Circuito” (Sic Radical) reabre telefonemas para se pedirem video-clips de bandas nu-metal

 

Metallica interpretam “Ai Destino” no Olympia de França

 

Mosher passa a vender também na Zara

Ted Nugent diz não às armas

Varg Vikernes acolhe refugiados em casa

Euronymous visto em Cuba

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[Reportagem] Brujeria + Simbiose + Systemik Viølence (09.12.2018 – Lisboa)

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Brujeria (Foto: Solange Bonifácio)

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Brujeria + Simbiose + Systemik Viølence
09.12.2018 – RCA Club, Lisboa

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A noite começou em literal “anarquia violência” musical – nome que se associa por diversas razões aos Systemik Viølence que nos fizeram viajar até ao underground d-beat japonês, onde manifestaram a sua prática musical e atitude punk de desobediência, agressividade e sujidade, onde o frontman Iggy Musashi conseguiu cativar o público de formas variadas. E como já é costume, misturou-se dentro da multidão, com uma performance absolutamente incansável, cativante e esmagadora.

De seguida, os Simbiose – com toda a eficiência a que já nos habituaram também – descarrilaram a sua energia característica. Com o vocalista Jonhie comunicativo e a cumprimentar o público como usual, ecoaram desdém e repulsão de manifesto com o seu punk / crust / grindcore, reforçando mais uma vez que são a grande instituição musical dentro do género a nível nacional.

Não é usual ter a oportunidade de ver ao vivo superbandas e, ainda para mais, uma tão peculiar como Brujeria o é. Poder assistir, no mesmo palco, a artistas gigantes e de culto, como Shane Embury dos Napalm Death ou o Nicholas Barker – um dos bateristas mais rápidos da história do metal, com uma técnica musical absolutamente explosiva – é um grande privilégio, e assim o foi.  Juan Brujo e El Sangron abriram as hostilidades de uma celebração ao death grind em que se revistaram temas clássicos. Os Brujeria são uma força musical absolutamente bruta, divertida, barulhenta e politicamente carregada – elementos que tornaram este concerto memorável. Finalizou-se a noite com parte do público – que foi incansável e envolvente desde o início do concerto – em palco e em ambiente de festa no tema “Marijuana”, que encerrou este grande concerto.

Texto e fotos: Solange Bonifácio

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Ultraje #19