Asphodelos “The Five Rivers Of Erebos” [Nota: 6.5/10] | Ultraje – Metal & Rock Online
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Asphodelos “The Five Rivers Of Erebos” [Nota: 6.5/10]

rsz_cover_1511264653549361Editora: Black Sunset / MDD
Data de lançamento: 24 Novembro 2017
Género: death metal melódico

No seu trabalho de estreia, os germânicos Asphodelos apresentam ao mundo a sua versão escolhida de metal extremo: death metal sueco cujas inspirações mais gritantes são Dismember e Entombed cerca de 1993. Como seria de esperar, a banda adiciona toques melódicos a um trabalho extremamente furioso e onde por vezes somos levados a crer que a banda é grega de origem, não pelo nome ou pelos temas tratados, mas pelas semelhanças únicas com o que o metal extremo grego ofereceu ao mundo durante décadas.

“Crowns Are Inherited, Kindoms Are Earned”, a primeira faixa, é um bom cartão de apresentação para o competente quinteto da Turíngia, que mistura o referido som clássico do death metal sueco com nuances de thrash metal e blastbeats, mas que também apresenta os tais toques de metal extremo grego, principalmente ao nível da voz e da bateria, com guturais mais graves do que profundos e andamentos de percussão que por vezes fazem lembrar Nightfall, mesmo que mais lentos. “Carnage”, o tema seguinte, é uma mescla de Dismember e Unleashed com um som contemporâneo, mais técnico e melódico e indubitavelmente um dos melhores trabalhos de todo o registo, sempre com os guitarristas a servirem de bússola aos restantes instrumentistas. Nos temas seguintes (em particular em “Nothingness”, a faixa que encerra o disco), os Asphodelos provam que são bons músicos e exploram a vertente mais técnica da banda com (mais) solos melódicos.

Tudo isto poderia levar a crer que, ao primeiro trabalho, os Asphodelos teriam acertado na fórmula certa para serem dignos de nota. Mas é mais complicado do que apenas isso e há que questionar o porquê. O que levou bandas como os Dismember e os Entombed a figurarem na prateleira intocável do death metal? Certamente que o pioneirismo e um som particular de guitarra ajudaram nesse sentido.  No entanto, os Dismember e os Entombed eram muito menos técnicos do que estes Asphodelos (dos Unleashed, então, nem vale a pena falar). Quererá isso dizer que os Asphodelos se encontram em desvantagem perante esses grupos clássicos? Parece que sim, e as razões são simples: são mais mecânicos do que orgânicos. Ainda que os referidos grupos suecos tivessem tido a vantagem do pioneirismo sobre os Asphodelos, a maior vantagem sobre esta jovem banda é mesmo o factor orgânico, a alma, a intensidade e a naturalidade com que se compõe música.

De forma mais breve, “The Five Rivers Of Erebos” é um trabalho de estreia interessante, acima da média e que dá a crer que os Asphodelos têm um futuro promissor pela frente, conquanto sigam o seu próprio caminho e cresçam enquanto colectivo.

6.5/10
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