Aura Noir “Aura Noire” [Nota: 8/10] – Ultraje – Metal & Rock Online
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Aura Noir “Aura Noire” [Nota: 8/10]

382141Editora: Indie Recordings
Data de lançamento:
27 Abril 2018
Género:
thrash/black metal

Dois mil e dezoito será lembrado principalmente pelo ano em que muitos discos lendários e muitas bandas (hoje) lendárias celebraram as suas bodas de prata. Seria redundante nomear temas e agrupamentos quando uma pesquisa breve na Internet revelaria quão importante foi esse ano para o metal mais pesado. Os Aura Noir fazem parte da selecta casta de bandas clássicas que comemoram essa efeméride este ano e fazem-no em grande com “Aura Noire”. Comecemos pelo princípio: “Aura Noire” apresenta rigorosamente nada de novo – a banda continua a insistir na fórmula vencedora de speed metal na linha da melhor tradição dos Slayer, Venom, Agent Steel e (por que não?) Celtic Frost. Outra vez: nada de novo, mas… e depois?

Depois, nada! Por mais entediantes que sejam os esforços retro recentes, há um appeal nos Aura Noir ao qual é impossível ficar indiferente. Se não são as vocalizações a lembrar um híbrido de Peter Steele da época dos Carnivore e de Tom G. Warrior da época dos Celtic Frost, então são os riffs clássicos dos Slayer de “Haunting The Chapel”, tudo isto agregado com uma pasta sólida e de eficácia rápida. “Aura Noire” dá início à tourada com “Dark Lung Of The Storm” e daí em diante nada se altera – são-nos apresentados oito temas + outro viciantes e a transbordar uma energia e atitude típica de outra década que não esta.

A média dos temas é 3:30 minutos, o que nos diz automaticamente que “Aura Noire” consiste em petardo atrás de petardo, com as excepções de “Hells Lost Chambers” e “Mordant Wind”, dois temas lentos e que vão crescendo de intensidade até atingirem a mesma velocidade absurda de faixas mais curtas, com “The Obscuration” e “Shades Ablaze” a mostrarem a coesão precisa do trio norueguês. Junte-se a essa média o delicioso trabalho geral de guitarras do “nosso” sempre presente Blasphemer (Earth Electric, ex-Mayhem) e a cozinha que é a bateria de Apollyon e temos caldo de qualidade.

Voltando ao início, nada mudou nos Aura Noir. É precisamente essa característica que faz deles uma banda que não desilude e que, por mais que soe a 500 outras bandas que os mais rodados já ouviram em determinada época, soarão sempre a Aura Noir e os próprios nem sequer conseguirão evitá-lo. Se tudo isto não vos convencer, isso quer dizer que não merecem este álbum.

 

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