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Banda do Dia

Banda do Dia: Kabexnuv (EUA – black metal)

Diogo Ferreira

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Banda: Kabexnuv
Última lançamento: “Dzyan” (2017)
País: EUA
Estilo: black metal
Para fãs de: Burzum, Mayhem
Respostas: Myrtroen
Links: Bandcamp

Sobre o lançamento mais recente:
«Quis tirar Kabexnuv das florestas do Ocidente e levá-lo aos reinos cósmicos com este álbum, e as estrofes tibetanas de Dzyan encaixam na aura conceptual das letras. Tenho vindo a estudar os trabalhos de H.P. Blavatsky no Movimento Teosófico e quis prestar tributo às ideias e essência histórica dos ensinamentos do Oculto na forma de recitação musical das Sete Estrofes de Dzyan. Musicalmente, [o álbum] é black metal cru e atmosférico acentuado com sons sintéticos criados na guitarra e atmosferas espaciais profundas, utilizando estruturas mais longas com variações lentas/rápidas e algumas passagens de guitarra limpa. Apontei a criar o sentimento de desolação e extremo isolamento encontrado nos confins do espaço, enquanto simultaneamente se vai numa viagem até à tradição tibetana.  De modo a manter a pureza e o foco do pensamento, todas as faixas foram gravadas em três dias e três noites, maioritariamente ao primeiro take para preservar a performance ritualista. A performance e composição com Kabexnuv abrem espaço à improvisação e experimentação, e estou muito contente com a atmosfera e toque geral do álbum – com as imperfeições e tudo. Estou especialmente agradado com a faixa “Ceaseless Eternal Breath” – penso que possui um bom microcosmos de todo o conceito. Por vezes, o melhor material vem de lugares desconhecidos e através da canalização da música, e não pensá-la. A maioria da música de hoje é demasiado estéril – quis estar próximo de uma gravação ao vivo sem pensar muito ou produzir em demasia. O black metal cósmico e atmosférico de Kabexnuv não é para toda a gente, mas espero que algumas pessoas apreciem esta oferenda.»

Ambições:
«A minha ambição é apenas compor música de que gosto sobre tópicos que me interessam, e se outras pessoas gostarem então isso são boas notícias. Mais aceitação e atenção do mainstream seria bom, mas com um sermão devoto como “Dzyan” não espero por isso.»

Influências/referências:
«Já me disseram muitas vezes que toco a segunda vaga “old-school” do black metal, o que é engraçado porque, para mim, isto é só black metal – acho que estou a ficar velho! Sempre fui influenciado pelas escrituras ocultas e textos ancestrais, e musicalmente por bandas clássicas como Darkthrone, Gorgoroth, Mayhem, Burzum, Immortal, etc.. Como disse, estou velho, por isso estas são as bandas com as quais cresci! Também gosto de muitas bandas novas, especialmente Volahn e o Black Twilight Circle da Califórnia, Sólstafir, Herxsebet e Wolves In The Throne Room, que estão aqui mesmo a sul no Estado de Washington. Acho que a cena do Cascadian Black Metal pode soar um pouco suave, mas mesmo assim considero-me – com Kabexnuv e Avitas – parte da estética do Noroeste do Pacífico.»

Futuro:
«Planeio esconder-me durante um ou dois anos para mergulhar em mais estudos, e talvez inspirar-me para criar outro álbum quando o sentimento atacar. Não há planos actuais para concertos, pois implica recrutar uma banda, e devido aos meus modos misantropos isso nunca funciona bem… Solidão assenta-me melhor.»

Banda do Dia

Banda do Dia: Absentation (Síria / death metal)

Joel Costa

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Os sírios Absentation têm em “Ascending to Desolate” (Fevereiro 2018) o seu mais recente trabalho, que surge 11 anos após o estreante “Mental Battle Resurrection” devido à crise que teve lugar na Síria. Neste disco o duo de Damasco fala-nos de um mundo governado pela falsidade: «As trevas que o ser humano tem dentro de si tornaram-se a regra número um para se integrarem nesta sociedade falsa. Vivemos através de falsas religiões que nos dividiram com os seus mitos supersticiosos, e também damos ênfase a todas as religiões abraâmicas, onde as descrevemos como malignas. Há uma manipulação por parte do governo e uma lavagem cerebral com o nacionalismo para que as pessoas morram pelos seus superiores. Usa-se a democracia como uma ferramenta e isto é válido para todos os países. Temos também uma música contra o racismo, intitulada “Constipated Gene”, pois estamos a presenciar a ascenção dos partidos de direita e das ditaduras. É um álbum que aborda a escuridão que não nos deixa viver juntos como um só.»

A banda de death metal prepara agora o seu terceiro longa-duração, cuja edição está prevista para o início de 2019.

Absentation é recomendado a fãs de Death, Morbid Angel, Suffocation, Nile e Deicide.

Links: Facebook | Bandcamp

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Banda do Dia: Graveshadow (EUA – power/symphonic metal)

Diogo Ferreira

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Banda: Graveshadow
Último lançamento: “Ambition’s Price” (M-Theory, 2018)
País: EUA
Género: power/symphonic metal
Links: Facebook | Bandcamp
Respostas: Roman Anderson (bateria)

Sobre o novo lançamento:
«Para este álbum quisemos focar-nos na produção e tentar captar o nosso som ao vivo. O Armand John Anthony (Night Demon) ajudou-nos a alcançar isso no [estúdio] Captain’s Quarters. As guitarras, o baixo e a bateria soam mais pesadas e a Heather adicionou várias camadas à sua voz, o que contribuiu para o som que queremos. O processo de composição foi um pouco diferente desta vez. O Aaron compôs duas músicas enquanto estávamos na estrada usando o seu iPad para fazer tudo. Duas canções deste álbum até têm alguns anos. Outras foram compostas dois meses antes de entrarmos em estúdio.»

Ambições:
«O nosso objectivo principal é fazer tours o máximo possível! Queremos continuar a mostrar o nosso nome e esperamos que com o lançamento do novo álbum consigamos atrair mais fãs!»

Influências/referências:
«Os membros da banda têm influências diferentes, isso é certo! É o que nos faz ser únicos, porque focamo-nos mesmo em combinar as nossas influências com a nossa própria sonoridade, e assim esperamos criar algo fresco! Adoramos algumas bandas como Iron Maiden, Devin Townsend Project, Led Zeppelin, Eternal Tears of Sorrow e HIM.»

Futuro:
«Agora em Abril damos suporte aos Sirena e aos Threat Signal na digressão pela Costa Oeste [EUA]. Esperamos planear a nossa própria digressão para o próximo Verão e depois no Outono. Também temos mais vídeos em curso, portanto vamos estar muito ocupados e activos!»

 

 

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Banda do Dia: Tengil (Suécia – post-hardcore / shoegaze)

Diogo Ferreira

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Banda: Tengil
Último lançamento: “shouldhavebeens” (Prophecy Productions, 2018)
País: Suécia
Género: post-hardcore / shoegaze
Links: Facebook

Sobre o novo lançamento:
«”shouldhavebeens” foi composto durante 2015 e 2016, e foi gravado em Dezembro de 2016 no Nacksving Studios em Gotemburgo. Com o Anton, o nosso anterior baterista, a sair da banda após o lançamento de “Six” [2015], o Pontus ocupou-se dessa tarefa, tornando os Tengil num trio. Fazer digressões desta forma fez-nos cair no mar das loopstations e muitos dos conceitos para “shouldhavebeens” foram escritos. Depois de um concerto na Suécia, em 2016, o Tobias chegou até nós e quis juntar-se à constelação como baterista, assim uma nova amizade foi formada. Tengil era novamente um quarteto. “shouldhavebeens” conta a história de dois amigos, três passagens de ano e uma ânsia maior do que a vida. O disco aponta a falar sobre nostalgia, saudade, doença mental, decadência, a promessa do amanhã e como a nossa visão colectiva do futuro determina aquilo em que nos tornamos.»

Ambições:
«Queremos tocar ao vivo o máximo possível, ter liberdade criativa e fazer vida da arte.»

Influências/referências:
«Não temos influências para além dos nossos pensamentos e sentimentos sobre a realidade e sobre as coisas que vivemos. É claro que gostamos de diferentes tipos de arte e é possível que isso nos tenha inspirado subconscientemente, mas não é que gostemos de uma canção em particular e queiramos que a nossa música soe exactamente a isso.»

Futuro:
«De 26 de Abril a 5 de Maio vamos estar no Japão com a constelação japonesa Wombscape. De 18 a 30 de Maio vamos andar pela Europa com novos amigos Setsuko e de 15 a 24 de Junho com os nossos amigos Nionde Plågan. Depois do Verão vamos começar a trabalhar em material novo e esperamos juntar-nos a uma digressão como banda de suporte para atingirmos o próximo nível.»

 

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