Banda do Dia: Whyzdom (França – symphonic metal) – Ultraje – Metal & Rock Online
Banda do Dia

Banda do Dia: Whyzdom (França – symphonic metal)

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Banda: Whyzdom
Último lançamento: “As Time Turns to Dust” (Scarlet Records, 2018)
País: França
Estilo: symphonic metal
Links: Facebook | YouTube
Respostas: Vynce Leff

Sobre o novo lançamento:
«O conceito do álbum é bem ilustrado pela sua capa e pelo vídeo para o tema “Armageddon”. É sobre o tempo a passar, o desaparecer para o nada. E enquanto os Humanos lutam orgulhosamente entre si e se matam em nome da religião ou da política, o enredo imenso do universo prossegue, ignorando-nos. Mas mesmo que a música e o conceito sejam negros em Whyzdom, focamo-nos sempre na esperança. Mesmo que a escuridão nos cerque, gostamos de pensar que todos podemos fazer a diferença a nível pessoal. É por isso que canções como “Armageddon” ou “Dust We Are”, que são bastante apocalípticas, têm “Fly Away” e “Follow Your Heart” como vizinhas. Sinfonia e metal são perfeitos para tratar destes tópicos. Metal sinfónico pode, de facto, ser muito negro mas também expressa esperança lindamente.
Como sempre na música de Whyzdom, trabalhar o aspecto orquestral é o centro do processo de composição. Mas não devem acreditar que as partes metal são deixadas para trás. O nosso thrasher Régis Morin assegura que as malhas pesadas estão presentes por toda a música. Mais importantemente, trabalhamos muito para que a orquestra e a guitarra se entrelacem. Em Whyzdom não temos a orquestra de um lado e a banda metal do outro: está tudo junto como uma só orquestra metal. Do lado orquestral vão notar facilmente que as composições são intrincadas e detalhadas, com todos os instrumentos de uma orquestra real. Literalmente, desde o triângulo à trompa, violinos, violas, violoncelos, oboés – é tudo tocado independentemente.
Como habitual, “As Time Turns to Dust” foi produzido no meu estúdio. Juntar tudo, desde bateria às vozes, demorou quase um ano. E misturar tantos instrumentos é um grande desafio, especialmente quando a ideia é manter tudo inteligível, sem sacrificar nada. A orquestração foi feita de uma maneira mais cinemática do que em álbuns anteriores, com mais ambiências e construção de clímax – pensem, por exemplo, em canções como “Armour of Dust”, com o coro calmo na introdução, ou “Fly Away”, com aquele grave instrumento de sopro que dá poder e o sentido de inevitável acção. Foram usados os melhores samples realistas de orquestras. Para os coros, como sempre, gravámos vozes reais. Algo também característico em Whyzdom: não queremos usar falsos cânticos incompreensíveis em latim, como é feito em várias produções e trailers de cinema. O significado é muito importante para nós. E talvez notem que as letras dos coros são em francês. Gostamos de usar francês nos coros porque forma o som de um modo que não consegue ser feito com outras línguas. Aliás, francês é mais teatral do que inglês, por isso encaixa muito bem nas intensas partes dramáticas.»

Ambições:
«“As Time Turns to Dust” é o nosso quarto álbum e, como nos três anteriores, o nosso objectivo principal é tocar o coração do público. Seja ele pequeno ou grande. Ficamos tremendamente felizes e orgulhosos por conhecer pessoas nos nossos concertos que nos dizem que a nossa música lhes é importante. Já tocámos em vários festivais e nalguns países da Europa. Portanto, esperamos que o novo álbum tenha ainda mais sucesso do que os outros e que tenhamos a oportunidade de tocar ao vivo o mais possível em vários sítios e festivais. Escusado será dizer que tocar em Portugal seria muito bom! Ainda não tocámos no vosso país!»

Influências/referências:
«Quando começámos com Whyzdom, todos os músicos vinham do metal e rock progressivo. Portanto facilmente se encontram bandas como Dream Theater e Pink Floyd como parte das nossas influências. Isso é mais aparente em algumas canções do que noutras. Por exemplo, em “Follow Your Heart” a progressão harmónica da introdução é totalmente neoprogressiva, assim como a modulação do refrão. É isso que faz a música de Whyzdom ser difícil de agarrar… e cantar! Do lado sinfónico, compositores clássicos como Wagner, Debussy, Ravel e Berlioz são os meus favoritos. Mas também me inspirei em compositores de filmes modernos, como Hans Zimmer ou Danny Elfman, especialmente porque queremos fazer um álbum muito cinemático. De certa forma, partes desta música podia ser usada num filme de fantasia. Na verdade, estamos a trabalhar na possibilidade de fazer um vídeo de fantasia para uma das faixas de “As Time Turns to Dust”.»

Futuro:
«Vamos estar em tour tanto quanto possível para promover este álbum e conhecer os nossos fãs e amigos, e partilhar bons momentos! Começamos no Reino Unido em Abril, depois Bélgica no Kraken Metal Fest perto de Bruxelas e depois Paris numa sala perto da basílica do Sagrado Coração. As coisas ainda não estão oficializadas para o segundo semestre de 2018. Estamos sempre à procura de promotores para nos ajudar. E também estamos a preparar o lançamento do segundo vídeo para a faixa “The Page”. Foi gravado num castelo medieval em França, por isso temos imagens fantásticas para mostrar! Imagens e vídeos são muito importantes para nós, porque Whyzdom não é sobre música mas todo um universo no qual gostamos de imergir os nossos fãs. É por isso que há muitos aspectos teatrais durante os nossos concertos.
Sei que temos alguns fãs portugueses, e espero que os leitores que não nos conhecem possam ver os nossos vídeos. Espero que nos encontremos no mundo real num dos nossos concertos… Com sorte brevemente em Portugal!»

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