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Banda do Dia: Iskalde Morket (Reino Unido – black metal)

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Banda: Iskalde Morket
Último lançamento: “Pathosis” (2017)
País: Reino Unido
Estilo: black metal
Links: Facebook | Bandcamp
Respostas: John Rogers (multi-instrumentista, vocalista)

Sobre o último lançamento:
«O título do meu último lançamento é “Panthosis”. No contexto lírico, o termo panthosis refere-se à condição doente da Terra. Esta doença é causada pela humanidade. O conceito principal do álbum, e sem dúvida de Iskalde Morket em si, é explorar os aspectos mais negativos da humanidade, quer a nível pessoal, como no tema “North Walsham”, ou num espectro planetário mais amplo, em temas como “Eschaton”. Todos os conceitos seguem uma narrativa misantrópica. Quanto às expectativas dos fãs, podem esperar um projecto mais focado, mais ensaiado e um lançamento com maior qualidade em relação aos lançamentos anteriores de Iskalde Morket, contudo mantendo uma produção crua. Nesta altura há uma ênfase maior na técnica, dissonância e transições vertiginosas. Em poucas palavras, este lançamento tem mais tempo investido nele, um cuidado maior na composição dos temas. Como sempre, o objectivo com este álbum é tentar chegar ao máximo de pessoas possível. O meu objectivo era lançar um álbum através de uma editora independente, o que já fiz. Tentei chegar ao maior número de fãs possível deste género musical. Também tento fazer com que a minha música ilumine a cena black metal de Norwich, que tem algumas bandas fantásticas.»

Ambições:
«Iskalde Morket tem duas ambições principais. A primeira é satisfação pessoal. Fazer música é um vício e uma necessidade. Vejo o género de metal extremo um meio poderoso para canalizar toda a minha negatividade, angústia e revolta com o mundo moderno. Fazer música “fodida” é uma libertação saudável para a depressão que se manifesta na mente de uma pessoa. A segunda ambição da música de Iskalde Morket é plantar mensagens alternativas e pontos de vista nas mentes das pessoas. Opiniões tais como talvez a raça humana não ser algo bom ou o aquecimento global estar a sufocar a Terra. Iskalde Morket é uma plataforma para comunicar ideias ecológicas e misantrópicas. Em relação a quanto gostaria de puxar pela banda, ainda não tenho a certeza, o meu plano a longo-prazo é continuar a lançar música e ver o que acontece.»

Influências/referências:
«As influências musicais podem variar. Sou influenciado em grande parte por bandas dissonantes de metal extremo, tais como: Deathspell Omega, Ulcerate, Axis Of Perdition, Gnaw Their Tongues e Gorguts. Esta influência afecta principalmente como escrevo riffs – técnico mas não harmónico e a soar sujo. Geralmente fora de tom. Também aprecio grupos mais melódicos, tais como Watain, Gris e Dimmu Borgir. Gosto de dar contraste a elementos atonais com beleza e instrumentos sinfónicos para contrastar entre os moods. Mas eu gosto da maioria dos géneros do metal, acho que se ouvires uma variedade ecléctica de estilos, muitos deles compartilham momentos das ondas sombrias que adoro. Filosoficamente, encontro a minha música influenciada em grande parte por black metal e punk. Gosto daquele estado de espírito de tocar por sentimento em oposição a perfeição. A minha aproximação à música segue muito isso. Não quero necessariamente saber se os instrumentos estão afinados, não quero saber de um som “perfeito”, só quero saber da atmosfera, som e integridade da minha arte finalizada. Nesta altura, o que eu acho que faz da minha música única é a abordagem imperfeita e pouco polida.»

Futuro:
«Planeio fazer mais música. Sinto que acabei de produzir música mais limpa, no próximo lançamento irei dar grande ênfase à cacofonia. Mais influência de “barulho”. Iskalde Morket vai ser mais sujo, denso e mais horrível do que antes.»

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Banda do Dia: Absentation (Síria / death metal)

Joel Costa

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Os sírios Absentation têm em “Ascending to Desolate” (Fevereiro 2018) o seu mais recente trabalho, que surge 11 anos após o estreante “Mental Battle Resurrection” devido à crise que teve lugar na Síria. Neste disco o duo de Damasco fala-nos de um mundo governado pela falsidade: «As trevas que o ser humano tem dentro de si tornaram-se a regra número um para se integrarem nesta sociedade falsa. Vivemos através de falsas religiões que nos dividiram com os seus mitos supersticiosos, e também damos ênfase a todas as religiões abraâmicas, onde as descrevemos como malignas. Há uma manipulação por parte do governo e uma lavagem cerebral com o nacionalismo para que as pessoas morram pelos seus superiores. Usa-se a democracia como uma ferramenta e isto é válido para todos os países. Temos também uma música contra o racismo, intitulada “Constipated Gene”, pois estamos a presenciar a ascenção dos partidos de direita e das ditaduras. É um álbum que aborda a escuridão que não nos deixa viver juntos como um só.»

A banda de death metal prepara agora o seu terceiro longa-duração, cuja edição está prevista para o início de 2019.

Absentation é recomendado a fãs de Death, Morbid Angel, Suffocation, Nile e Deicide.

Links: Facebook | Bandcamp

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Banda do Dia: Graveshadow (EUA – power/symphonic metal)

Diogo Ferreira

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Banda: Graveshadow
Último lançamento: “Ambition’s Price” (M-Theory, 2018)
País: EUA
Género: power/symphonic metal
Links: Facebook | Bandcamp
Respostas: Roman Anderson (bateria)

Sobre o novo lançamento:
«Para este álbum quisemos focar-nos na produção e tentar captar o nosso som ao vivo. O Armand John Anthony (Night Demon) ajudou-nos a alcançar isso no [estúdio] Captain’s Quarters. As guitarras, o baixo e a bateria soam mais pesadas e a Heather adicionou várias camadas à sua voz, o que contribuiu para o som que queremos. O processo de composição foi um pouco diferente desta vez. O Aaron compôs duas músicas enquanto estávamos na estrada usando o seu iPad para fazer tudo. Duas canções deste álbum até têm alguns anos. Outras foram compostas dois meses antes de entrarmos em estúdio.»

Ambições:
«O nosso objectivo principal é fazer tours o máximo possível! Queremos continuar a mostrar o nosso nome e esperamos que com o lançamento do novo álbum consigamos atrair mais fãs!»

Influências/referências:
«Os membros da banda têm influências diferentes, isso é certo! É o que nos faz ser únicos, porque focamo-nos mesmo em combinar as nossas influências com a nossa própria sonoridade, e assim esperamos criar algo fresco! Adoramos algumas bandas como Iron Maiden, Devin Townsend Project, Led Zeppelin, Eternal Tears of Sorrow e HIM.»

Futuro:
«Agora em Abril damos suporte aos Sirena e aos Threat Signal na digressão pela Costa Oeste [EUA]. Esperamos planear a nossa própria digressão para o próximo Verão e depois no Outono. Também temos mais vídeos em curso, portanto vamos estar muito ocupados e activos!»

 

 

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Banda do Dia: Tengil (Suécia – post-hardcore / shoegaze)

Diogo Ferreira

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Banda: Tengil
Último lançamento: “shouldhavebeens” (Prophecy Productions, 2018)
País: Suécia
Género: post-hardcore / shoegaze
Links: Facebook

Sobre o novo lançamento:
«”shouldhavebeens” foi composto durante 2015 e 2016, e foi gravado em Dezembro de 2016 no Nacksving Studios em Gotemburgo. Com o Anton, o nosso anterior baterista, a sair da banda após o lançamento de “Six” [2015], o Pontus ocupou-se dessa tarefa, tornando os Tengil num trio. Fazer digressões desta forma fez-nos cair no mar das loopstations e muitos dos conceitos para “shouldhavebeens” foram escritos. Depois de um concerto na Suécia, em 2016, o Tobias chegou até nós e quis juntar-se à constelação como baterista, assim uma nova amizade foi formada. Tengil era novamente um quarteto. “shouldhavebeens” conta a história de dois amigos, três passagens de ano e uma ânsia maior do que a vida. O disco aponta a falar sobre nostalgia, saudade, doença mental, decadência, a promessa do amanhã e como a nossa visão colectiva do futuro determina aquilo em que nos tornamos.»

Ambições:
«Queremos tocar ao vivo o máximo possível, ter liberdade criativa e fazer vida da arte.»

Influências/referências:
«Não temos influências para além dos nossos pensamentos e sentimentos sobre a realidade e sobre as coisas que vivemos. É claro que gostamos de diferentes tipos de arte e é possível que isso nos tenha inspirado subconscientemente, mas não é que gostemos de uma canção em particular e queiramos que a nossa música soe exactamente a isso.»

Futuro:
«De 26 de Abril a 5 de Maio vamos estar no Japão com a constelação japonesa Wombscape. De 18 a 30 de Maio vamos andar pela Europa com novos amigos Setsuko e de 15 a 24 de Junho com os nossos amigos Nionde Plågan. Depois do Verão vamos começar a trabalhar em material novo e esperamos juntar-nos a uma digressão como banda de suporte para atingirmos o próximo nível.»

 

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