#ChooseUltraje

Banda do Dia

Banda do Dia: Khost (Reino Unido – experimental industrial metal)

Joel Costa

Publicado há

-

upload

BANDA: Khost
ÚLTIMO LANÇAMENTO: “Governance” [Cold Spring]
PAÍS: Reino Unido
ESTILO: experimental industrial metal
LINKS: Facebook | Bandcamp
RESPOSTAS: Damian B (DB) & Andy Swan (AS)

Sobre o lançamento mais recente:

DB: «”Governance” foi evoluindo ao longo do último ano, em que muitas das músicas já estavam escritas e foram então desenvolvidas ou dizimadas, deixando fragmentos que poderão formar o núcleo do próximo álbum, que já é algo existente. Houve muitos acontecimentos que rodearam “Governance” no passado Inverno, em particular. Muitas coisas que aconteceram tanto no processo de composição como nas realidades do dia-a-dia. Há sempre aquela sensação em que por vezes és ajudado naquilo que fazes, enquanto que noutras alturas existe uma força escondida a trabalhar contra ti, como que a impedir-te. Isto é algo que acaba por permear a música. Foi assim que chegámos à capa; certo dia sentei-me e tentei perceber que tipo de forças eram e fiquei convencido que estava uma figura grande presente, com uma carta ou um livro, rodeada por outras forças que ou não faziam nada ou então o que faziam não era claro. Em suma, foi apenas muito recentemente que ouvi o álbum na íntegra pela primeira vez, pelo que o processo para este disco só agora terminou. É como um enorme comboio de carga que viaja quilómetros e mais quilómetros para depois parar. Está agora parado no meio do nada.»

AS: «Muitos dos temas incluídos em “Governance” parecem ter sido facilitados por uma força desconhecida, à falta de melhor termo. Foi quase como se tivéssemos tido um controlo muito limitado no resultado final. Quando tocamos ao vivo, por vezes ouvimos um ruído, uma voz ou até uma frequência que não é produzida por nós e creio que estas forças externas vieram de “Governance”. Ao ouvir o álbum agora, dou comigo a lutar para me lembrar como é que certos sons foram lá parar.»

Ambições: 

DB: «No que respeita às nossas intenções, queremos ver isto a evoluir. Tocar em todo o lado, incluindo onde vocês estiverem, desde que tenham um sítio para o fazermos.»

AS: «Uma vez mais, resume-se àquela sensação de inércia que pode explodir ou implodir a qualquer momento. Gravamos os nossos temas em casas abandonadas e armazéns pelo que seria bom se pudéssemos tocar neste tipo de ambiente.»

Influências/Referências:

DB: «Quando iniciamos a composição de uma música, tendemos a achar que a mentalidade dos Khost é por si só avassaladora, pelo que os temas parecem evoluir por si próprios, seja através dos ensaios ou dos soundchecks. Isto é a nossa maior influência. Não há grande coisa que possamos fazer a esse respeito. Para ilustrar o procedimento na íntegra, o que percebemos é que se temos necessidade de revisitar uma música, podemos passar 15 minutos a tentar localizar e isolar um determinado som numa faixa, sem qualquer sucesso. Houve um tema que evoluiu a partir de uma voz distinta que se fez ouvir à noite, voz com a qual discuti um ponto específico, de forma perfeitamente natural, apenas para descobrir que eu estava sozinho na sala de gravações. Continuei a trabalhar no tema mesmo assim, pois já é algo normal. Creio que esta música em particular veio a tornar-se a “Depression”.»

AS: «Como o Damian mencionou, temos pouco controlo na forma como as nossas músicas evoluem. Existem muitos sons e frequências subliminares que aconteceram por acaso. Talvez “acaso” não seja a palavra certa pois foi algo intencional ainda que não estivesse nas nossas mãos.»

Futuro:

DB: «Tocamos ao vivo constantemente e espero um dia vir a fazê-lo no local onde vocês, leitores, se encontram. O meu destino de sonho seria Beirute e poder tocar novamente em Coventry. Estamos a discutir a possibilidade de gravar um vídeo para um dos temas de “Governance”. O próximo álbum também está bem encaminhado.»

AS: «Vamos dar um concerto na nossa terra, seguido de um concerto em Londres como cabeças-de-cartaz. Mais para o final do ano, vamos tocar em Manchester, nos antigos escritórios da Factory Records.»

Banda do Dia

Banda do Dia: Absentation (Síria / death metal)

Joel Costa

Publicado há

-

Os sírios Absentation têm em “Ascending to Desolate” (Fevereiro 2018) o seu mais recente trabalho, que surge 11 anos após o estreante “Mental Battle Resurrection” devido à crise que teve lugar na Síria. Neste disco o duo de Damasco fala-nos de um mundo governado pela falsidade: «As trevas que o ser humano tem dentro de si tornaram-se a regra número um para se integrarem nesta sociedade falsa. Vivemos através de falsas religiões que nos dividiram com os seus mitos supersticiosos, e também damos ênfase a todas as religiões abraâmicas, onde as descrevemos como malignas. Há uma manipulação por parte do governo e uma lavagem cerebral com o nacionalismo para que as pessoas morram pelos seus superiores. Usa-se a democracia como uma ferramenta e isto é válido para todos os países. Temos também uma música contra o racismo, intitulada “Constipated Gene”, pois estamos a presenciar a ascenção dos partidos de direita e das ditaduras. É um álbum que aborda a escuridão que não nos deixa viver juntos como um só.»

A banda de death metal prepara agora o seu terceiro longa-duração, cuja edição está prevista para o início de 2019.

Absentation é recomendado a fãs de Death, Morbid Angel, Suffocation, Nile e Deicide.

Links: Facebook | Bandcamp

Continuar a ler

Banda do Dia

Banda do Dia: Graveshadow (EUA – power/symphonic metal)

Diogo Ferreira

Publicado há

-

8068c5b6-1aef-4cc0-8377-0a442505efaf

Banda: Graveshadow
Último lançamento: “Ambition’s Price” (M-Theory, 2018)
País: EUA
Género: power/symphonic metal
Links: Facebook | Bandcamp
Respostas: Roman Anderson (bateria)

Sobre o novo lançamento:
«Para este álbum quisemos focar-nos na produção e tentar captar o nosso som ao vivo. O Armand John Anthony (Night Demon) ajudou-nos a alcançar isso no [estúdio] Captain’s Quarters. As guitarras, o baixo e a bateria soam mais pesadas e a Heather adicionou várias camadas à sua voz, o que contribuiu para o som que queremos. O processo de composição foi um pouco diferente desta vez. O Aaron compôs duas músicas enquanto estávamos na estrada usando o seu iPad para fazer tudo. Duas canções deste álbum até têm alguns anos. Outras foram compostas dois meses antes de entrarmos em estúdio.»

Ambições:
«O nosso objectivo principal é fazer tours o máximo possível! Queremos continuar a mostrar o nosso nome e esperamos que com o lançamento do novo álbum consigamos atrair mais fãs!»

Influências/referências:
«Os membros da banda têm influências diferentes, isso é certo! É o que nos faz ser únicos, porque focamo-nos mesmo em combinar as nossas influências com a nossa própria sonoridade, e assim esperamos criar algo fresco! Adoramos algumas bandas como Iron Maiden, Devin Townsend Project, Led Zeppelin, Eternal Tears of Sorrow e HIM.»

Futuro:
«Agora em Abril damos suporte aos Sirena e aos Threat Signal na digressão pela Costa Oeste [EUA]. Esperamos planear a nossa própria digressão para o próximo Verão e depois no Outono. Também temos mais vídeos em curso, portanto vamos estar muito ocupados e activos!»

 

 

Continuar a ler

Banda do Dia

Banda do Dia: Tengil (Suécia – post-hardcore / shoegaze)

Diogo Ferreira

Publicado há

-

rsz_tengil5

Banda: Tengil
Último lançamento: “shouldhavebeens” (Prophecy Productions, 2018)
País: Suécia
Género: post-hardcore / shoegaze
Links: Facebook

Sobre o novo lançamento:
«”shouldhavebeens” foi composto durante 2015 e 2016, e foi gravado em Dezembro de 2016 no Nacksving Studios em Gotemburgo. Com o Anton, o nosso anterior baterista, a sair da banda após o lançamento de “Six” [2015], o Pontus ocupou-se dessa tarefa, tornando os Tengil num trio. Fazer digressões desta forma fez-nos cair no mar das loopstations e muitos dos conceitos para “shouldhavebeens” foram escritos. Depois de um concerto na Suécia, em 2016, o Tobias chegou até nós e quis juntar-se à constelação como baterista, assim uma nova amizade foi formada. Tengil era novamente um quarteto. “shouldhavebeens” conta a história de dois amigos, três passagens de ano e uma ânsia maior do que a vida. O disco aponta a falar sobre nostalgia, saudade, doença mental, decadência, a promessa do amanhã e como a nossa visão colectiva do futuro determina aquilo em que nos tornamos.»

Ambições:
«Queremos tocar ao vivo o máximo possível, ter liberdade criativa e fazer vida da arte.»

Influências/referências:
«Não temos influências para além dos nossos pensamentos e sentimentos sobre a realidade e sobre as coisas que vivemos. É claro que gostamos de diferentes tipos de arte e é possível que isso nos tenha inspirado subconscientemente, mas não é que gostemos de uma canção em particular e queiramos que a nossa música soe exactamente a isso.»

Futuro:
«De 26 de Abril a 5 de Maio vamos estar no Japão com a constelação japonesa Wombscape. De 18 a 30 de Maio vamos andar pela Europa com novos amigos Setsuko e de 15 a 24 de Junho com os nossos amigos Nionde Plågan. Depois do Verão vamos começar a trabalhar em material novo e esperamos juntar-nos a uma digressão como banda de suporte para atingirmos o próximo nível.»

 

Continuar a ler

Facebook

#UltrajeRadar

Ultraje #19