Battleroar “Codex Epicus” [Nota: 9/10] – Ultraje – Metal & Rock Online
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Battleroar “Codex Epicus” [Nota: 9/10]

Editora: Cruz del Sur
Data de lançamento: 15 Junho 2018
Género: heavy metal

É inquestionável que “épico” é algo que corre nas veias do povo que nos deu a Ilíada e a Odisseia, pelas mãos de Homero. “Épico” é, assim, e também, a palavra de ordem que define os Battleroar. No entanto, é preciso traçar linhas relativamente à definição de épico. Aqui épico tem peso e medida, é refinado ao ponto mais perfeito, bem temperado com um toque de melancolia e não entrando em explosões grandiosas e espampanantes. É o épico das histórias, pequenas e grandes, o épico equilibrado, sério, que não é grandioso, mas sim impregnado de alma e sentimento.

A sonoridade de Battleroar tem evoluído de forma estável desde a estreia com o álbum homónimo, passando por mais três trabalhos para, quinze anos depois, mostrar toda a sua qualidade neste “Codex Epicus”, que supera todos os anteriores.

Contrariamente a muitas outras bandas que abraçaram sonoridades mais épicas, os Battleroar mantêm-se num registo mais próximo do heavy do que do power metal, revelando mesmo influências de Iron Maiden. Temas longos, repletos de força, sentimento e melodia oferecem-nos quase uma hora de música de qualidade. Desde o melancólico “Sword Of The Flame”, que conta com a participação especial de Mark Shelton dos Manilla Road, passando por “Chronicles Of Might”, tema imbuído de uma beleza única onde os coros no refrão nos hipnotizam, terminando no bónus “Stronhold” que fecha em grande estilo o conjunto, “Codex Epicus” tem a capacidade de nos hipnotizar e maravilhar com a sua diversidade sonora e a sua qualidade musical, tanto de composição como de execução. Junto à soberba voz de Gerrit Mutz e aliado ao impecável trabalho das guitarras, que nos presenteiam com solos e riffs memoráveis, temos o baixo de Sverd que marca bem a sua presença e recebe todo o devido mérito de uma produção sem falhas.

“Codex Epicus” é, assim, um trabalho preparado para enfrentar o teste do tempo e que merece, e sempre merecerá, ser revisitado uma e outra vez.

9/10
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