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[Reportagem] Bent Knee (Lisboa, 03.05.2018)

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Bent Knee
03.05.2018 – Titanic Sur Mer, Lisboa

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Olimpicamente ignorado pela generalidade da imprensa – geral, especializada, mainstream e underground –, o primeiro concerto dos Bent Knee em Portugal conseguiu juntar cerca de 50 pessoas. Numa quinta-feira à noite, às 23 horas. O que é certo é que aquela assistência, reunida à força de redes sociais e pequenos cartazes espalhados pela cidade, teve direito a um concerto absolutamente genial por parte de uma banda que, se houvesse justiça no mundo, estaria a tocar num qualquer coliseu em vez de no Titanic Sur Mer. No entanto, até a sala teve um papel preponderante na noite perfeita dos Bent Knee. Com o cicerone Manuel João Vieira (Ena Pá 2000, Irmãos Catita) a fazer as honras da “sua” casa à beira do Tejo, a noite no Titanic Sur Mer foi de ambiente familiar, descontraída e pontuada por momentos de magia sonora, porque, como diz a biografia que apresenta o sexteto, os Bent Knee são uma banda como poucas vezes se ouve – misto de rock progressivo, experimental selvagem, pop negra, hip-hop contemplativo e tudo o mais que houver à mão para fazer uma boa música. Com o traquejo de quem passa grande parte do ano em digressão, a banda soube fintar um início de concerto em que o microfone da vocalista Courtney Swain falhou e partiu para duas horas de melodias, ambientes carregados e claros dotes musicais. O set centrou-se naturalmente em temas do último disco – “Land Animal” (“Terror Bird”, “Time Deer”, “Holy Ghost”, “Land Animal”, “The Well” e “Boxes”) –, mas também em momentos obrigatórios dos três lançamentos anteriores, como foram os casos de “In God We Trust”, “Leak Water”, “Black Tar Water”, “Battle Creak” e o catártico “Way Too Long” a encerrar a noite.

Enquanto Vince Welch, responsável pelo “design de som” e sintetizador, se mantinha num registo modesto, o violinista Chris Baun e o baterista Gavin Wallace-Ailsworth eram a imagem da competência. Courtney Swain revelava-se o pólo de atenção que mostra ser nos vídeos ao vivo da banda: uma teclista impecável, uma cantora de alcance invejável, recursos técnicos quase infindáveis e uma intérprete de talento enorme. Depois há o guitarrista Ben Levin e a baixista Jessica Kion, que oscilam entre o selvaticamente pesado e o (quase) insuportavelmente belo, sentindo cada nota, interpretando cada segundo da música dos Bent Knee como se fosse o último segundo das suas vidas. Como numa história de super-heróis, quando estas personagens juntam os seus superpoderes, passa-se algo mais do que apenas superpoderes e os Bravos 50 que assistiram ao concerto da banda numa quinta-feira à noite, já tão tarde, levaram para casa mais do que apenas um concerto. E, secretamente, agradeceram à imprensa – geral, especializada, mainstream e underground – que o primeiro concerto em Portugal dos Bent Knee tenha sido quase exclusivo. Isso tornou-o ainda mais especial.

 

Recorda AQUI a entrevista realizada em Julho de 2017.

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Out Of Sight Fest 2018: Fitacola

Joel Costa

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É já amanhã que arranca o Out Of Sight Fest! A Ultraje teve uma breve conversa com os Fitacola antes de partirem para Faro.

Quais são as vossas expectativas para o Out Of Sight e o que poderá o público esperar do vosso concerto?

É sempre um prazer para nós poder participar em novos festivais. Esperamos um dia cheio de boa música e um público cheio de energia. O nosso concerto vai ter um reportório que passa pelos pontos altos dos 15 anos da banda e, claro, uma ou duas músicas do novo álbum.

Qual é a banda do cartaz que mais têm curiosidade em ver ao vivo e porquê?

Os To All My friends. É uma banda da qual já acompanhamos o trabalho desde o início e temos curiosidade em ver como resulta ao vivo.

Como avaliam o estado actual da cena punk rock em Portugal?

A cena punk rock tem os seus altos e baixos mas nunca morre. Neste momento está a atravessar um bom período com bandas como Viralata, Artigo21, Tara Perdida ou Fonzie a trabalharem em novos álbuns e a mostrarem que o punk rock em Portugal está vivo. Ainda este ano vamos lançar o nosso novo álbum, que baseia-se na aprendizagem e vivências dos 15 anos de banda. A cena está viva e recomenda-se!

Os Fitacola sobem ao palco do Out Of Sight sexta-feira, dia 14 de Setembro.

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Out Of Sight Fest: Em cartaz (Parte 2)

Joel Costa

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Um novo festival nascerá em Faro! Será nos próximos dias 14 e 15 de Setembro que a cidade algarvia recebe o primeiro Out Of Sight Fest, apresentando um cartaz onde são os nomes do punk e do hardcore que saltam à vista mas que oferece também espaço ao death metal e até mesmo ao rock. A Ultraje destaca alguns dos nomes que vão marcar presença nesta primeira edição do festival.

FITACOLA

Os Fitacola cantam em português e têm uma sonoridade que se aproxima de uns Pennywise ou até mesmo de uns The Offspring. Prestes a lançar um novo disco intitulado “Contratempo”, a banda de Coimbra acrescentará no Out Of Sight um novo parágrafo a uma história com 15 anos.

PRIMAL ATTACK

A cena groove/thrash nacional – principalmente a que se vivia para os lados de Lisboa e Setúbal – precisava de encontrar uma banda capaz de reinventar uma receita antiga e algo gasta, e foi precisamente aí que os Primal Attack entraram. Com uma sonoridade que tem como base um thrash moderno, a banda não segue nenhum atalho quando se trata de providenciar peso, complexidade e diversidade. Um dos nomes com mais potencial que temos no nosso Portugal.

GRANKAPO

As bandas que se vão apresentar no palco do Out Of Sight Fest vão ter diante de si um público bem aquecido e sedento por hardcore, pois por essa altura os Grankapo já lá terão passado. Ainda que não tenham grandes novidades no campo discográfico há alguns anos, os lisboetas vão activar o moshpit e fazer com que haja trovoada nessa noite.

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Semana Bizarra Locomotiva: Hip-hop, Jorge Palma e ginásio

Joel Costa

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Numa conversa onde o tema principal foram os discos que fazem parte da vida de Rui Sidónio, a Ultraje quis saber o que o vocalista e letrista dos Bizarra Locomotiva gosta de ouvir em determinadas situações.

Antes e depois de um concerto dos Bizarra Locomotiva: «Antes ou depois de um concerto de Bizarra não sou muito de ouvir coisas pesadas ou mais carregadas. Normalmente a escolha musical nem é minha. Nós vamos na carrinha e o nosso motorista é quase sempre o Alpha [máquinas], então ouvimos coisas mais alternativas, como hip-hop. [risos] Ouvimos muito hip-hop quando vamos para os concertos de Bizarra, ou então uma coisa mais alternativa. Temos que ter plena noção de que o som que fazemos cansa. É uma coisa que tens que reconhecer quando chegas ao fim de um dia. É intenso, faz sentido mas é algo que também cansa um bocado. Não cansa ouvir mas depois de um concerto eu procuro outra paz para depois extravasar tudo o que tenho a extravasar em cima do palco.»

A dada altura o músico menciona Jorge Palma. A Ultraje pediu para que Rui Sidónio tecesse um pequeno comentário: «No Jorge Palma atraiu-me a palavra. Não sei se conheces o disco “Só”, mas é um disco com ele ao piano, com versões de temas que já tinha. Fez em 2016 vinte e cinco anos e eu fui ver um dos concertos comemorativos, no CCB. É um escritor de letras maravilhoso; quem me dera escrever como ele.»

No ginásio: «No ginásio recorro a duas bandas, que são os Iron Maiden e os Suicidal Tendencies. Nunca falham para treinar! Eu ouço tanta coisa… Mas naqueles dias em que mais nada funciona diria que seria um álbum dos Iron Maiden ou dos Suicidal Tendencies, que é algo que me faz treinar. Músicas como “You Can’t Bring Me Down” e aquelas palavras de ordem que o Mike [Muir, vocalista] tem, são mais ou menos inspiradoras para quem está ali a lutar contra o ferro e muitas vezes contra a falta de vontade.»

Visita a loja online da Rastilho para conheceres as últimas novidades discográficas dos Bizarra Locomotiva, entre elas o mais recente longa-duração “Mortuário” e a re-edição do “Álbum Negro”.

 

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