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[Reportagem] Blame Zeus + Projecto Sem Nome + Nethergod @ Hard Club, Porto

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Blame Zeus – Projecto Sem Nome – Nethergod @ Hard Club, Porto – 04/03/2017

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A noite foi de celebração neste regresso dos Blame Zeus ao Hard Club. Apresentaram o seu novo álbum “Theory of Perception”, facto que levou os fãs da banda rock a irem àquela sala, ansiosos por ouvir pela primeira vez ao vivo os novos temas. Alguns deles, como “More Or Less”, já haviam sido desvendados pela banda através das suas redes sociais para aguçar o apetite de quem queria ouvir mais deste conjunto da Invicta.

A abrir as hostes desta noite especial estiveram os Nethergod. Com o som mais pesado que lá se pôde ouvir, o quinteto mostrou que está de volta em plena força e cheio de garra. Soaram pela sala temas como “Stronghold” e a cover de Frankie Goes To Hollywood, “The Power of Love”. Nesse tema, inclusive, ficou bem explícito o bom humor da banda ao sublinharem que não tinham «temas de amor» e por esse motivo tinham que os ir buscar a «outros gajos».

A assistência tinha fome de mais. Ouviu-se então rock em português pela mão de Projecto Sem Nome. De pés descalços, o vocalista Cristóvão Siano deu voz, corpo e alma aos seus poemas, sendo acompanhando pelos seus companheiros de armas que musicaram as suas palavras. Desde o início dando primazia a cada detalhe, hipnotizaram quem se encontrava naquela sala do Hard Club através de cada música tocada com esmero, como “Identidade” e a “Valsa dos Dentes”. Estava presente um jogo de sentidos com o interessante pormenor do baterista Rui A. Cardoso a aparecer com uma máscara preta, ora com chapéu, dramatizando e dando outra pujança ao que se ia ouvindo. Foi deleite para olhos e ouvidos.

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Era um público um pouco tímido aquele que recebeu por fim Blame Zeus, mas que mesmo assim mostrava óbvio entusiasmo por ver tomar forma ao vivo os seus novos temas. Para muitos, mais uma oportunidade de ouro para os voltar a ver, mas pela primeira vez este novo e bem recebido trabalho, “Theory of Perception”. A fasquia era elevada e a banda mostrou, como desde o início, que estava mais do que preparada para o desafio. O destaque foi para o mais recente trabalho e deste ouviram-se temas como a mexida “Slaughter House” e “Entertainment Clown”. O Hard vestiu-se de vermelho ainda para a contagiante “The Devil” em que a vocalista Sandra Oliveira apareceu com uns devil horns vermelhos luminosos. Um momento também a lembrar o carnaval que acontecera dias antes nessa semana. A contrastar houve também a sentimental “The Rose”. Foram momentos belos e, com o seu desenrolar, o público foi demonstrando a sua raça ao querer ouvir e ver mais. Para terminarem em grande remataram a actuação com a “The Apprentice”, do álbum anterior “Identity”.

Na sala 2 presenciou-se assim a um grande marco na carreira da banda. Era perceptível o quão orgulhosos e agradecidos estavam cada um dos membros pelo que alcançaram. E nós, apreciadores da banda, mais que agradecidos pela excelente experiência que proporcionaram naquela noite. Se há quem mereça tudo isto são os Blame Zeus.

 

 

Texto e fotos: Sílvia Micaelo

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