Bloody Times: em busca da destruição (entrevista c/ Simon Pfundstein) | Ultraje – Metal & Rock Online
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Bloody Times: em busca da destruição (entrevista c/ Simon Pfundstein)

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Com um álbum lançado em 2016, que dá pelo título de “The Fire of Immortality”, Simon Pfundstein achou que algumas faixas precisavam de algo mais e, em conjunto com John Greely (ex-Iced Earth), traz-nos o lançamento intitulado “Destructive Singles” com dois temas específicos melhorados. Na entrevista que se segue, o alemão conta tudo sobre esta colaboração.

«Era e sou um grande fã do John e da sua voz, portanto foi prazeroso ele querer fazer parte do meu projecto.»

Pergunta obrigatória: por que é que escolheste o John Greely e como é que esta colaboração aconteceu?
Bem, não escolhi o John, encontrámo-nos um ao outro e chegou-se ao ponto de ambos querermos fazer isto. Adicionei o John no Facebook há algum tempo, eles fez uns comentários, conversámos e partilhámos sobre os nossos projectos musicais. Ele gostou muito do meu material e eu queria umas vozes melhores para as minhas canções, então perguntei-lhe se queria cantar nelas. Era e sou um grande fã do John e da sua voz, portanto foi prazeroso ele querer fazer parte do meu projecto. Para além disso, também o ajudei – de forma passiva – com a sua banda, que se chama Seventh Servant. Actualmente é uma colaboração muito boa e estou optimista por continuar a trabalhar com ele.

As duas faixas do lançamento fazem parte do álbum “The Fire Of Immortality”, portanto quais foram os pontos principais para seleccionar essas duas canções em particular?
Não me sentia pronto para novo material e queria melhorar as canções mais fortes do álbum de estreia, mas não foi fácil escolher as certas e, ainda assim, não sei se escolhemos as canções indicadas. “Pursuit of Destruction” é a  canção mais interessante, complexa e forte que já gravei, então pensei que podíamos trabalhar nela. Estou muito contente com o resultado da nova versão, por isso acho que foi a escolha acertada. Mas é uma canção longa, por isso também escolhi a abertura dessa faixa, que é a “Introduction to War”. Ainda assim, sinto falta da minha favorita, a “Curse of Genevieve”, que é um pouco mais épica e melódica em vez de áspera e maldosa, mas acho que essa canção tem algo mágico nela. Toquei essa canção com um baixo de oito cordas, o que lhe dá um som massivo e épico. Espero, um dia, fazer uma nova versão dela com a voz do John como faixa-bónus.

Não só o John Greely fez parte dos Iced Earth, como o teu som é muito inspirado na banda. Dirias que os Iced Earth são a tua maior influência?
Não esquecer que o baterista Raphael Saini também fez parte dos Iced Earth e trouxe muito talento ao projecto. Para além de incluir dois antigos membros de Iced Earth e de eu ser um grande fã, eles não são a minha influência principal. Fui mais influenciado por Manowar, a minha banda favorita desde a infância. Descobri os Iced Earth por volta dos 15 ou 16 anos e adorei conhecer os lançamentos do passado, dos quais gosto especialmente do “The Glorious Burden” e do “Night of the Stormrider”. Bloody Times não segue a formação de duas guitarras como Iced Earth; usamos só uma, como os Manowar. Ok, admito que em estúdio a situação pode mudar, pois a maioria das bandas grava pelo menos mais uma guitarra. Mas as canções são feitas de modo a poderem ser tocadas com uma só guitarra. Liricamente, sou mais aberto desde que haja bom conteúdo para o heavy metal. No geral, não quero copiar ou ser uma cópia dessas bandas, portanto faço algo próprio, carregando este espírito e estilo heavy metal.

De que forma achas que o Jon Schaffer mudou o heavy metal?
Bem, musicalmente continuou o caminho do heavy metal e, com os seus colegas, ofereceu canções muito boas e melhorou o metal um pouco. Maioritariamente não me sinto atraído por novos estilos de metal, é mais pelo metal clássico, por vezes chamado metal verdadeiro, com bandas como Black Sabbath, Dio e Judas Priest, refinado por Manowar, Iron Maiden e também Iced Earth. Mas não acho que o Jon tenha mudado o heavy metal. A maioria das canções são, para mim, metal clássico, por vezes com um toque mais moderno, mas é só.

Há planos para um longa-duração? E será com o John Greely ou tens mais alguém em mente?
Sim, espero que seja com o John. Estou a escrever algumas canções. Tenham a certeza que nos seguem no Facebook para descobrir mais e não percam quando o momento chegar!

 

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