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“Bora lá, caralho!” Metal — Será que criámos a nossa trademark no mundo metálico?

Rui Vieira

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Hugo1Foto: Ruído Sonoro

A primeira vez que vi os Switchtense foi em Junho de 2006, no Lotus bar, em Cascais. Nessa noite, fui apanhado de surpresa pelo som fresco, poderoso e, de certo modo, diferente do que se vinha fazendo até então – uma mistura de várias influências, com Pantera à cabeça. Aliado a essa muralha sonora, do quarteto oriundo da vila da Moita, destacava-se o seu frontman, o simpático vocalista Hugo Andrade.

Comunicativo, carismático e boa-onda, também aqui os Switchtense se demarcavam da “concorrência”, graças a um à-vontade fora do normal e que foi cativando muitos jovens metálicos de uma nova geração ao longo dos anos. A sua descontracção entre músicas, aliada à sua voz única, tornou o Hugo num dos mais carismáticos vocalistas do panorama metálico português. Mostrou a muitos (tímidos) vocalistas que não devem ter medo do público e que a melhor forma de o encarar é a boa disposição e não estar com “merdas”.

Uma das suas frases mais emblemáticas é a “Bora lá, caralho!”, num apelo à participação e ao mosh desenfreado mas saudável. Eu gosto de Switchtense, principalmente do seu EP de estreia, “Brainwash Show”, datado de 2006. Tenho acompanhado o percurso da banda (musical e como organizadores do Moita Metal Fest) e é plenamente legítimo atribuir-lhes este epíteto.

Doze anos passaram e podemos considerar os Switchtense como os fundadores de um estilo musical – precisamente o “Bora lá, caralho!” metal! Desenganem-se os tolos, este termo não é pejorativo e este artigo não é nenhum gozo, antes pelo contrário. É carinhoso e inteiramente justo porque a banda moitense criou toda uma legião de fãs, vem influenciando dezenas de bandas ao longo dos anos e isso é um mérito que ninguém lhes pode tirar.

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[Reportagem] Sick Of It All + Good Riddance + Blowfuse (21.04.2019, Lisboa)

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Sick Ot It All (Foto: Solange Bonifácio)

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Sick Of It All + Good Riddance + Blowfuse
21.04.2019 – Lisboa

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O nome Sick Of It All destaca-se por si mesmo, sendo uma das maiores referências no hardcore de Nova Iorque. A banda formada, em 1986, pelos irmãos Lou e Pete Koller, Rich Cipriano e Armand Majidi ajudou a consolidar este estilo musical e a comunidade existente até aos dias de hoje. Deste modo, esperava-se mais uma noite lendária no RCA Club, em Lisboa – uma sala completamente esgotada.

Os Blowfuse são actualmente uma das bandas de punk-rock/hardcore espanholas mais conhecidas e activas e os escolhidos a abrirem as hostilidades desta noite de concertos. Com recentes passagens por Portugal, a banda tentou cativar um público – ainda um pouco tímido – com a sua atitude energética.

Mal os Good Riddance subiram ao palco, o público perdeu rapidamente a inibição e começou de imediato o circle pit. A banda mostrou-se bastante contente devido ao facto de finalmente voltarem a tocar em Portugal após tantos anos de ausência. São muito conhecidos por temas líricos que vão desde análises de críticas à sociedade americana a lutas pessoais, tendo sempre como base um punk-rock rápido e melodias cativantes. Nada disso faltou no concerto que deram, tocando uma setlist bastante diversificada. O baixista Chuck Platt, sempre com discursos divertidos, chegou inclusive a pedir para vestir uma t-shirt com o símbolo anarquista de um dos fãs com a promessa de a devolver no final do concerto. Houve ainda oportunidade para se cantar os parabéns ao baterista Sean Sellers.

Os Sick Of It All estão na sua terceira década de carreira entre tours e gravações, tendo lançado até à data mais de duas mãos cheias de discos sólidos mais outros tantos EPs, isto com quase nenhuma mudança na sua formação. Com o lançamento de “Scratch the Surface”, em 1994, levaram o hardcore nova-iorquino até ao resto do mundo e, desde então, raramente pararam para respirar. A banda é das poucas lendas dentro do hardcore ainda no activo com formação inicial e de modo consistente. Entre sing-alongs, stage divings e um wall of death, os Sick Of It All tocaram com uma frescura tremenda, evocando tempos antigos, e consolidando novamente o facto de serem umas verdadeiras lendas vivas, reverenciadas por diversos motivos. Mais do que isso, são um exemplo de ideais e raízes, das quais futuras gerações podem ter como base e referência. BLOOD, SWEAT AND NO TEARS – o hardcore mantém-se bem vivo.

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Texto e fotos: Solange Bonifácio

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Possessed: terceiro episódio de “The Creation of Death Metal”

Diogo Ferreira

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O novo álbum dos padrinhos do death metal Possessed intitula-se “Revelations Of Oblivion” e será lançado a 10 de Maio pela Nuclear Blast. Os singles “No More Room in Hell” e “Shadowcult” já estão em rotação.

A banda liderada por Jeff Becerra passará por Portugal para duas datas:

Entretanto, já podes ver o terceiro episódio de “The Creation of Death Metal” em que a banda fala sobre as diferenças regionais da sonoridade death metal nos EUA.

 

 

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Sabaton History Channel, ep. 11: sabotagem da bomba atómica nazi

Diogo Ferreira

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No novo episódio do Sabaton History Channel, Pär Sundström e Indy Neidell escolhem falar do tema “Saboteurs”, do álbum “Coat Of Arms” (2010), que versa sobre as operações de sabotagem que preveniram a Alemanha nazi de chegar primeiro à concepção da bomba atómica.

Um dos produtos especiais para a criação da arma de destruição massiva é água pesada e a Noruega ocupada pelos nazis continha em si uma fábrica que produzia tal ingrediente. Os Aliados, desesperados por atrasarem o progresso do inimigo, decidiram sabotar o processo. Dessa decisão saiu o plano para uma operação arriscada conduzida por britânicos e noruegueses.

Mais episódios AQUI.

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