“Bora lá, caralho!” Metal — Será que criámos a nossa trademark no mundo metálico? | Ultraje – Metal & Rock Online
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“Bora lá, caralho!” Metal — Será que criámos a nossa trademark no mundo metálico?

Hugo1Foto: Ruído Sonoro

A primeira vez que vi os Switchtense foi em Junho de 2006, no Lotus bar, em Cascais. Nessa noite, fui apanhado de surpresa pelo som fresco, poderoso e, de certo modo, diferente do que se vinha fazendo até então – uma mistura de várias influências, com Pantera à cabeça. Aliado a essa muralha sonora, do quarteto oriundo da vila da Moita, destacava-se o seu frontman, o simpático vocalista Hugo Andrade.

Comunicativo, carismático e boa-onda, também aqui os Switchtense se demarcavam da “concorrência”, graças a um à-vontade fora do normal e que foi cativando muitos jovens metálicos de uma nova geração ao longo dos anos. A sua descontracção entre músicas, aliada à sua voz única, tornou o Hugo num dos mais carismáticos vocalistas do panorama metálico português. Mostrou a muitos (tímidos) vocalistas que não devem ter medo do público e que a melhor forma de o encarar é a boa disposição e não estar com “merdas”.

Uma das suas frases mais emblemáticas é a “Bora lá, caralho!”, num apelo à participação e ao mosh desenfreado mas saudável. Eu gosto de Switchtense, principalmente do seu EP de estreia, “Brainwash Show”, datado de 2006. Tenho acompanhado o percurso da banda (musical e como organizadores do Moita Metal Fest) e é plenamente legítimo atribuir-lhes este epíteto.

Doze anos passaram e podemos considerar os Switchtense como os fundadores de um estilo musical – precisamente o “Bora lá, caralho!” metal! Desenganem-se os tolos, este termo não é pejorativo e este artigo não é nenhum gozo, antes pelo contrário. É carinhoso e inteiramente justo porque a banda moitense criou toda uma legião de fãs, vem influenciando dezenas de bandas ao longo dos anos e isso é um mérito que ninguém lhes pode tirar.

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