Botanist “Collective: The Shape of He to Come” [Nota: 7/10] – Ultraje – Metal & Rock Online
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Botanist “Collective: The Shape of He to Come” [Nota: 7/10]

botanist-capaEditora: Avantgarde Music
Data de lançamento: 01 Setembro 2017
Género: avant-garde

Botanist é um caso complexo. Soa a black metal mas não é, tem trejeitos de prog mas também não chega a ser evidente. Talvez avant-garde seja o rótulo mais certeiro. Mas de uma coisa temos a certeza: “Collective: The Shape of He to Come” é um autêntico filme de terror, só que em música.

As guitarras, que são limpas e maioritariamente interligadas entre notas ao invés de malhas cheias e corridas, até têm a estrutura e a base do black metal mas pela falta de distorção quase nem podemos afirmá-las como metal – contudo, entende-se onde se quer chegar. Já a bateria, essa é detalhada nalguns momentos e mais simples noutros, e tanto estamos num paradigma metal como num ensaio de jazz. Berros há poucos, sendo que a abordagem vocal é mais feita através de vozes limpas e suaves que ajudam à existência de melancolias aqui e rituais acolá. Na sua totalidade, esta proposta dos Botanist deambula por passagens calmas, envolventes e, claro, melancólicas, mas de repente engole-nos por inquietudes que incomodam – passo a redundância – e espirais recessivas que nos afastam de tudo o que é bom na vida.

Botanist é indicado para fãs de Enslaved, Ashenspire, Empyrium e Deine Lakaien.

7/10
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