Camerata Mediolanense “Le Vergini Folli” [Nota: 7/10] | Ultraje – Metal & Rock Online
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Camerata Mediolanense “Le Vergini Folli” [Nota: 7/10]

rsz_camerata_mediolanense_-_le_vergini_folli_-_2000x2000_300Editora: Prophecy Productions
Data de lançamento: 27 Outubro 2017
Género: neoclássico

Fundados em 1994 por Elena Previdi, o ensemble Camerata Mediolanense cresceu na cena de nicho e culto através da sua mistura entre darkwave / post-punk e o espírito da música Renascentista / Barroca. Conhecidos também por criarem música que vem mesmo do coração e que se coaduna com algumas tradições do passado, não é de espantar que o grupo chegue a certo momento e sinta a necessidade fazer algo diferente. De facto, este “Le Vergini Folli” é diferente, sendo que a maior evidência é o piano de Elena Previdi como principal fio-condutor e ferramenta de melodia. Mais: os escassos arranjos de fundo são oferecidos por guitarras ecoadas ou instrumentos de cordas e percussão é coisa que não há. Liricamente, “Le Vergini Folli” foca-se em estéticas do passado com grande destaque para a inclusão de seis poemas oriundos da chamada “literatura esquecida” escritos por seis mulheres (nomes não-revelados) e dois sonetos de Petrarca (1304-1374) que funcionam como um apêndice do álbum “Vertute, Honor, Bellezza” que, na altura, lhe tinha sido dedicado.

“Le Vergini Folli” pode muito ser um álbum de música erudita que tanto poderá agradar a fãs dos seus compatriotas Ianva como pode soar bem ao ouvido que gosta de Madredeus, mas não encaremos a classificação erudita como um entrave. Por aqui – e muito à custa das vozes harmoniosas de Chiara Rolando, Carmen D’Onofrio, Desiree Còrapi e 3Vor – seremos encantados e enamorados por ardores e seduções, mas também confrontados com medos e saudades. Apesar de aparentemente simples num casamento de teclas e vozes, o novo disco de Camerata Mediolanense é denso e intenso – é para se ouvir com vontade, respeito e paixão.

7/10
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