Em estúdio com Carach Angren | Ultraje – Metal & Rock Online
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Em estúdio com Carach Angren

Carach_Angren-2017-small-NegakinuFoto: Negakinu

“Dance and Laugh Amongst the Rotten” (Season Of Mist, 2017) é o álbum mais recente dos Carach Angren e é precisamente esse trabalho que os holandeses vêm promover – com Rotting Christ e Svart Crown – nos dias 9 (Porto) e 10 (Lisboa) deste mês de Fevereiro.

Recuperando o feature que acompanhou a entrevista integral, presente no #10 da Ultraje (Junho/2017), com o teclista Ardek, releva-se a inclusão de Peter Tägtgren, Jonas Kjellgren e Costin Chioreanu como obreiros extra-banda deste “Dance and Laugh Amongst the Rotten”. Ardek é peremptório a dar-lhes o devido crédito, admitindo: «Gostamos de trabalhar com estas pessoas extraordinárias para alcançarmos o efeito máximo. Penso que os fãs merecem perfeição.» Conta-nos que «o processo de gravação também foi muito coerente», recordando tudo: «O Namtar e eu fomos ao Abyss Studio do Peter Tägtgren, na Suécia, para gravar a bateria. Entretanto, o Patrick Damiani gravou as guitarras no Tidal Wave Studio, na Alemanha. Depois o Peter começou a mistura e gravei as vozes com o Seregor. Uma vez que todas estas coisas se desenrolaram estavelmente ao mesmo tempo, pudemos afinar a produção ao mais alto nível possível.» O compositor holandês elogia Tägtgren ao apontá-lo como «um mestre da produção», frisando de seguida: «Honestamente não creio que muitos produtores cheguem perto daquilo que ele consegue.» Isto porque o sueco «surgiu com um som brutal de guitarras e baixo, e fez uma mistura extraordinariamente clara mas, ao mesmo tempo, in-your-face». Por seu turno, a masterização ficou a cargo de Kjellgren que «encabeça isto com um processo muito equilibrado», levando a banda «a ter uma masterização especial para um lançamento em vinil». Finalmente, mas também importante para o próprio desenrolar da história deste álbum, o romeno Chioreanu ficou responsável pelo artwork: «Entrei em contacto com o Costin muito cedo e perguntei-lhe se podia fazer desenhos para cada parte da história. Não precisou de muitas palavras e surgiu com esta arte insana e terrificante. Tem uma abordagem muito original e encaixou bem naquilo que estávamos a fazer.» Sobre a produção e a própria fórmula composicional, Ardek encerra: «Gostamos de melhorar a cada álbum, significando que a nossa música está sempre a mudar sem perder os elementos principais que se tornaram parte de nós ao longo do tempo. Acho que há sempre um equilíbrio entre ser original e oferecer aquilo que os fãs esperam. Estamos muito contentes.»

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