Caronte “YONI” [Nota: 7/10] – Ultraje – Metal & Rock Online
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Caronte “YONI” [Nota: 7/10]

rsz_caronte-yoniEditora: Ván Records
Data de lançamento: 25 Agosto 2017
Género: doom/stoner metal

Mais do que nunca, a Ván Records começa a tornar-se sinónimo de qualidade indiscutível, tal é a quantidade de excelentes bandas que teima em contratar – só em 2017 é possível mencionar novos registos de King Dude, Urfaust, The Ruins of Beverast, Dread Sovereign e Venomous Skeleton, entre outros dignos de nota. Assim, não é de estranhar que não só os Caronte façam parte da grelha de bandas da editora, como o resultado final de qualquer um dos seus trabalhos é aguardado com expectativa. Assim, é natural que “YONI”, o último registo da banda, seja mais um álbum pelo qual valeu a pena esperar três anos. Os Caronte são pródigos em criar melodias e a envolvê-las em temas hipnotizantes e algo musculados, sem nunca caírem na tentação de lhes injectar anabolizantes e, assim, estragarem a orgânica da sua música. Bons exemplos disso são temas como “ABRAXAS”, cuja percussão guia os restantes instrumentos e em que a voz de Dorian Bones, em cumplicidade com os solos calmos e suaves de Tony Bones, nos canta uma música de embalar e nos remete a um estado de estupor bem-vindo. Noutros, como em “Ecstasy of Hecate”, carregam mais nas guitarras e aparentam mais parecenças com o doom metal clássico dos Candlemass em todos os sentidos. Fiéis ao doom/stoner metal a que já nos habituaram, os italianos não são os mais originais, nem tão pouco nomes maiores da cena, logo, como é que captaram o interesse da Ván? A resposta é tão simples que se torna num cliché – honestidade. Em vez de inovar e de aspirar a ser algo que não é, a banda foca-se na descomplicação aliada a um sentido de ‘orelhudice’, de melodia e de ritmo invulgar, podendo mesmo dizer-se que deita para fora aquilo que sente e, o resultado, é um trabalho agradável de ouvir, de inspecionar e de se deixar envolver. Não se tratando de um trabalho genial, é cativante, simples, bem-estruturado e nitidamente de qualidade e no qual sobressaem as guitarras ora pesadas, ora melódicas, ora lentas, ora rápidas, mas sempre na mouche.

7/10
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