#ChooseUltraje

Features

Casa Pina: irredutível fortaleza do metal aveirense

Diogo Ferreira

Publicado há

-

734914_330177733753065_536519184_n

Moro na periferia de Aveiro, mas é no coração da cidade que passo os meus dias e uma boa parte das noites. Vivemos num Portugal ainda muito centralizado com Lisboa à cabeça, seguindo-se Porto e Coimbra. Conheço mal Coimbra, em Lisboa sei minimamente mexer-me sozinho e do Porto tanto conheço o seu dia como a sua noite. Porto sempre foi um local próspero para o rock e para o metal devido à pujança natural de quem é do norte (está-lhes no sangue) – há boas bandas do Douro para cima (especialmente black metal), há e houve boas casas onde tudo isto pode funcionar na perfeição e é também por isso, pelas casas, que o Porto tem surgido na imprensa: a queda do Hard Club em Gaia e luta pelo seu ressurgimento no Porto, a manutenção do Metalpoint como alvo de importância muito significativa para a saúde do metal/rock nortenho, o erguer e o cair do Cave 45, o desaparecimento abrupto do Fundo do Poço e o novo refúgio no Barracuda.

Adoro o Porto. Mas respiro Aveiro. Guardo enormes recordações do Clandestino e as suas noites post-punk, tenho saudades do que se passava no topo de um prédio e que dava pelo nome de Performas, ainda peço por um Mercado Negro à moda antiga… Mas há um sítio que existe desde 2007 e que sobrevive à crise, aos bares de música fácil e copos caros, às modas e à normalidade. É o Casa Pina e sobrevive por causa de uma palavra: lealdade. Fica na Rua Antónia Rodrigues, mesmo ao pé da Capela de S. Gonçalinho, e constitui um dos últimos redutos da Praça do Peixe no que a fronteiras terrenas diz respeito.

Este é o bar metal de Aveiro, onde os mais novos são chamados pela variedade de shots e os mais velhos deliciam-se com a boa e fiel amiga cerveja acompanhada por sonoridades que passam pelo blues rock, hardrock, heavy metal, thrash metal, death metal e black metal. Há sempre Motörhead, Slayer, Pantera, Iron Maiden, Opeth, Satyricon, Darkthrone, Mayhem e a lista continua. Não há noites temáticas – o que às vezes é discutido se se valeria a pena fazer ou não –, mas há sempre música pesada e cerveja a rodos – há liberdade. As setas/dardos ganharam destaque nos últimos meses, mas o ex-libris (para além das paredes pintadas por artistas que são ou foram clientes) é a mesa de matraquilhos no cubículo das traseiras onde ferozes confrontos futebolísticos acontecem todas as noites e durante várias horas.

73394_330177793753059_1393570991_n

Apesar de todos os defeitos que podem advir de algum conservadorismo presente na cidade, Aveiro tem muitas pessoas hospitaleiras e o Casa Pina é uma das ferramentas estimulantes nessa tarefa – todas as pessoas são ali bem-vindas. O Sr. Zé é uma espécie de mestre-de-cerimónias com a sua forma educada de falar e cativar, é o mais velho de todos e toda a gente lhe tem um enorme respeito, sempre com uma palavra para quem ultrapassa o hall de entrada. Maioritariamente ao balcão, o Zeca, que é o filho do Sr. Zé e cara presente no Pina desde sempre, comanda o barco e os empregados. O ar de motoqueiro com o casaco preto e as botas da tropa são a imagem de marca de um tipo que quando abre a boca é para fazer rir ou contar uma história engraçada que, em muitos casos, viveu com algum dos clientes.

Numa cidade de estudantes e de canais aquáticos – afinal é a Veneza de Portugal – reina o vaticínio de que Aveiro está morto. Somos masoquistas, só vemos o mal e muitas vezes não se tenta mudar nada esperando que alguém mude, mas há nichos vivos e que valem a pena. O metal não é para todos porque a maioria não quer, porque é “barulho” e “gajos violentos”. Discordo. O metal pode ser de todos e para todos, o Pina pode ser a casa de todos nós. Pelo menos para mim é. Passem por lá.

397399_330177190419786_1385002874_n

Features

Nuno Bettencourt, Tom Morello e Scott Ian tocam tema de Game Of Thrones

Diogo Ferreira

Publicado há

-

Consagrada como uma das séries mais populares de sempre, Game Of Thrones, que terminou na última madrugada, teve a capacidade de exultar nos seus fiéis seguidores todas as emoções desde o seu início com o genérico criado por Ramin Djawadi.

No clip abaixo, Djawadi é acompanhado por Dan Weiss (criador da série), Tom Morello (Rage Against The Machine), Scott Ian (Anthrax), Nuno Bettencourt (Extreme) e Brad Paisley numa jam session com as novas guitarras Fender em que tocam precisamente o tema principal de Game Of Thrones com muito free-style solista pelo meio.

Continuar a ler

Features

Sabaton History Channel, ep. 15: o Barão Vermelho

Diogo Ferreira

Publicado há

-

No novo episódio do Sabaton History Channel, Joakim Brodén e Indy Neidell escolhem falar do tema “The Red Baron” que pertence ao próximo álbum “The Great War”, a ser lançado a 19 de Julho pela Nuclear Blast.

O Barão Vermelho é um do ícones heróicos da I Guerra Mundial que, simultaneamente, engloba a mecanização e a romantização da guerra moderna com as suas habilidades e heroísmo. Manfred von Richthofen é o nome verdadeiro do piloto que é, então, recordado em mais um episódio do Sabaton History Channel.

Mais episódios AQUI.

Continuar a ler

Features

Jinjer ao vivo no Resurrection 2018 (c/ vídeo)

Diogo Ferreira

Publicado há

-

Foto: Veronika Gusieva

Abaixo podes assistir à prestação dos Jinjer no Resurrection de 2018. Recentemente disponibilizado pelo próprio festival, este vídeo servirá para aguçar a vontade que os fãs desta banda têm para os ver no Vagos Metal Fest deste ano. Nos quase 40 minutos de concerto, os Jinjer executaram temas como “Words Of Wisdom”, “I Speak Astronomy”, “Pisces” ou “Captain Clock”.

O EP “Micro”, lançado em Janeiro de 2019 pela Napalm Records, é o registo mais recente dos ucranianos que, como referido, actuarão no Vagos Metal Fest, evento que se realiza entre 8 e 11 de Agosto. Stratovarius, Six Feet Under, Satyricon, Candlemass, Death Angel, Watain e Alestorm são alguns dos nomes do cartaz.

Continuar a ler

Facebook

#UltrajeRadar

Ultraje #21