The Charm The Fury “The Sick, Dumb And Happy” [Nota: 7.5/10] | Ultraje – Metal & Rock Online
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The Charm The Fury “The Sick, Dumb And Happy” [Nota: 7.5/10]

charmfurysickcdEditora: Nuclear Blast / Arising Empire
Data de lançamento: 17 Março 2017
Género: metalcore

Os holandeses The Charm The Fury são, alegadamente, uma das forças em ascensão do metal europeu. A atenção mediática dada à estreia de 2013, com “A Shade of My Former Self”, justifica-o, o contrato com a gigante Nuclear Blast justifica-o e a energética mistura de metalcore, death metal melódico e groove que a banda pratica justifica-o. E, se por esta altura estão à espera de um qualquer “mas”, ele não vai aparecer. Não porque as semelhanças dos dois primeiros temas do novo álbum do quinteto com Pantera (era “Vulgar Display Of Power”) não o mereçam, mas porque os The Charm The Fury não prometem nada mais nada menos que isso. A banda liderada pela vocalista Caroline Westendorp é, aliás, muito sincera em cada entrevista que dá, em cada press-release que é escrito sobre si: as influências são óbvias, estão bem à vista de todos e não há como escondê-las. A arte do grupo está em combiná-las de forma coerente e dinâmica. Por isso, quando as referências a Otep e Walls Of Jericho aparecem no tema “The Future Needs Us Not”, já antes identificámos In Flames, Slipknot, Metallica e meia-dúzia de outras bandas em “The Sick, Dumb And Happy”, sempre ali à beira do ripanço mas com destreza e talento na medida certa para combinar tudo num bolo sonoro com sentido.

Absolutamente fulcral em todo este universo sonoro é a versatilidade vocal e energia de Caroline Westendorp, capaz do mais feroz rugido e da placidez honesta demonstrada na balada “Silent War”. Ela é, suspeitamos, a fita-cola que mantém tudo bem preso no universo dos The Charm The Fury, apesar das limitações criativas, apesar do vazio que habita a alma colectiva da banda. Tudo isso vale muito pouco quando o groove gigante, os ritmos poderosos e os refrões de músicas como “Down On The Ropes” ou “Echoes”, plenos de melodia e força metálica bem modernaça, rebentam à nossa frente e nos deixam impotentes para lhes resistir. Os holandeses não prometem mais do que aquilo que conseguem realmente fazer e o que fazem fazem-no bem. E esta mistura de Slipknot, Pantera e Like Moths To Flames entranha-se como um bálsamo que nem sequer se estranha primeiro.

 

7.5/10
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