Cloven Hoof “Who Mourns For The Morning Star?” [Nota: 8.5/10] | Ultraje – Metal & Rock Online
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Cloven Hoof “Who Mourns For The Morning Star?” [Nota: 8.5/10]

632977Editora: High Roller Records
Data de lançamento: 21 Abril 2017
Género: heavy metal

Cloven Hoof foi uma das muitas bandas a sair da forja da NWOBHM. A história da banda está repleta de mudanças de formação e fins e reinícios de carreira, mas comentar a sua história e evolução não é o que nos traz aqui hoje.

Mantendo apenas um elemento da formação original, o baixista Lee Payne, o motor por detrás da banda, apresentam-nos aqui o seu sétimo álbum de estúdio, “Who Mourns For The Morning Star?”, evolução natural do anterior “Resist Or Serve”. Esta evolução dá-se em vários sentidos: não só o álbum mantém a herança do anterior como sobe a parada de uma forma incrível. Uma das principais razões, e, provavelmente, a mais forte, foi a adição de um vocalista solo, com a saída do guitarrista e vocalista Joe Whelan. A voz do norte-americano George Call trouxe uma dinâmica e um infindável mar de possibilidades que a banda soube aproveitar na composição dos nove temas que definem este trabalho.

Com uma tão longa história, e com raízes tão profundas no heavy metal dos anos oitenta, os Cloven Hoof, neste seu novo trabalho, sabem aproveitar tudo o que de bom esses tempos produziram, tudo aquilo que os influenciou, e fazem isso tudo florescer com um toque de modernidade e frescura inigualável. Apesar de toda esta herança, os Cloven Hoof têm o seu som próprio, e que som, devo dizer. Desde o fantástico “Star Rider” que faz a abertura, passando pelo “Morning Star”, que inicia ao bom estilo de uma balada, para depois crescer de intensidade, não perdendo o feeling inicial, e acabando por se tornar num dos grandes temas do álbum, até aos riffs potentes de “Mindmaster”, e a “Bannockburn”, um tema com um cheirinho de Maiden e um arranjo muito a lembrar os clássicos do rock progressivo dos anos 70, os Cloven Hoof mostram toda a sua mestria num catálogo extremamente ecléctico de temas que cobrem todo o leque do heavy metal tradicional. O alcance vocal de George Call e o extraordinário trabalho de guitarra solo de Luke Hatton são a cereja no topo do bolo deste que é um dos mais competentes lançamentos de heavy metal dos últimos anos.

8.5/10
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