Communic “Where Echoes Gather” [Nota: 8.5/10] | Ultraje – Metal & Rock Online
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Communic “Where Echoes Gather” [Nota: 8.5/10]

669120Editora: AFM Records
Data de lançamento: 27 Outubro 2017
Género: heavy/power metal

Após uma ausência de seis anos, os Communic apresentam-nos o seu quinto trabalho de originais, este “Where Echoes Gather”. Com um estilo bem marcado, e patente em todos os álbuns anteriores, este não foge à regra e, para quem já os conhece, será imediatamente reconhecível. O heavy/power de veia americana que os caracteriza, um pouco na onda de uns Nevermore ou uns Brainstorm, aparece aqui mantendo a redução de peso que ficou mais evidente no anterior, “The Bottom Deep”, em comparação com os primeiros dois lançamentos da banda, cabendo a “Payment Of Existence” fazer a ponte entre as duas fases da banda. A complexidade dos temas, as várias camadas sonoras, os arranjos intrincados, os riffs rasgados e os mais técnicos – tudo está aqui bem patente, sem esquecer a fantástica e melodiosa voz de Oddleif Stensland.

Mas este “Where Echoes Gather” não é apenas uma extensão de “The Bottom Deep”, já que vai muito mais além do que isso. Apesar do estilo ser o mesmo, a complexidade das composições incrementou, muito pelo aumento da exigência técnica dos temas, assim como da sua diversidade de estruturas.

Por outro lado, e curiosamente, uma banda caracterizada por faixas longas e de elevada exigência técnica e complexidade, apresenta, quase dá vontade de dizer “finalmente”, temas interligados entre si. O álbum é composto por nove, três independentes e seis agrupados em grupos de dois, compondo estes parte um e dois do respectivo tema.

Pelo exposto anteriormente não será difícil de concluir que este não é um trabalho que entre no ouvido logo na primeira audição, mesmo para um conhecedor de registos anteriores da banda. O som inconfundível está lá, mas na maioria dos temas, é necessária mais do que uma audição para verdadeiramente se conseguir abarcar a sua totalidade. No caso de “Moondance”, embora com uma duração acima dos oito minutos e meio, a sua melodia cheia de melancolia e comparativa simplicidade – características que o tornam quase como a balada do álbum –, a regra anteriormente referida não se aplica. No entanto, “Where History Lives” e “Black Flag Of Hate” já apresentam estruturas de uma complexidade e diversidade elevadíssimas em comparação, e isto sem entrar nos temas interligados.

Quase como uma afirmação da banda, que assume a redução de tom no peso, mas que pretende mostrar toda a sua capacidade composicional e técnica, e, acima de tudo, ser capaz de ser diferente, de se reinventar, mas sem trair o seu passado, a excelência deste trabalho claramente abre portas para propostas interessantes no futuro.

 

 

8.5/10
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