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[Opinião] Conan Osiris e a diferença, ou a necessidade de a defender

Diogo Ferreira

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(Foto: roya_contemporary)

Não gosto muito de Conan Osiris. “Ah, mas tu és do metal, claro que não gostas.” Não, eu sou de tudo o que me sabe bem ouvir. Uma das entrevistas que mais gozo me deu em fazer foi com Sette Sujidade de Scúru Fitchádu e há uns tempos saí de um concerto de Mazgani em Aveiro para apanhar Serrabulho na hora seguinte em Coimbra. Mas deixemos o ‘eu’ e falemos do ‘nós’.

Há muita alínea por onde se começar para falarmos do ódio a Conan Osiris; desde o não termos gostado da morte anunciada do rock e do metal por parte de alguns meios de comunicação (o que é mentira, bastando olhar para a agenda e ver a carrada de concertos/festivais que acontecem ao longo do ano de norte a sul do país) à prática comum do metaleiro no que à fúria contra o popular e o mainstream da rádio e da televisão diz respeito.

Não morro de amores por Conan Osiris. Admito que tem um timbre característico e sedutor a tempos, mas tenho pouco apreço pela maioria do mash-up sonoro, das letras e da forma como o artista se exprime nas entrevistas que dá. No entanto, gosto da diferença e da tolerância pelo simples facto de eu próprio e todos nós pertencermos a um movimento já por si diferente, anti-sistema (não tanto como antes) e tantas vezes ostracizado pela sociedade em geral porque ouvimos berros, vestimos de preto, temos tatuagens e adoramos Satã.

Não serve este texto para nos pormos uns contra os outros dentro da facção que é o metal e o rock, mas antes para considerarmos que a tolerância é uma ponte, para olharmos para as próprias biqueiras de aço e pensar que também somos diferentes e já sofremos com e por isso. Quando o bullied se torna o bully, toda a luta anterior perde efeito, toda a sagacidade por prosperar dá lugar ao ódio gratuito.

Numa época em que a extrema-direita intolerante cresce a olhos vistos com o método populista como maior ferramenta, em que temos polícias contra desajustados e brancos contra pretos, urbanizações de luxo a contrastar com acampamentos de ciganos e patrões milionários a assediar moralmente os seus trabalhadores, o melhor não é, de facto, dar a outra face, mas o ódio tão barato, proveniente por exemplo das redes sociais, também não é um fim justificável. Põe antes um disco de At The Gates ou vai a um concerto punk numa república e deixa a massificação tomar conta dos Conans Osiris desta vida. Nunca fomos, enquanto adeptos de metal, o ideal da sociedade, nunca teremos uma mão-cheia de bandas a apresentarem-se em horário nobre, nem nunca conseguiremos verticalmente mostrar o nosso ponto-de-vista a quem não tem isto no sangue e na alma. É uma luta que perderemos sempre para fora, mas que ganhamos para dentro quando estamos juntos num bar com 20 pessoas ou num festival com 10000.

Sempre quisemos ser distintos – há até quem gostasse que tudo à volta fosse e sentisse como nós – e a nossa missão, se é que podemos apelidar isto assim, não pode ser baseada na intolerância precisamente porque somos diferentes. Vejamos isto por outro prisma mais panorâmico: desejamos antes destoar, ver o mundo doutra forma sem nos importarmos com as massas mesmo que isso implique viver num nicho e criar uma comunidade que rejubila entre si mesma com uma mera malha de guitarra.

Posso não gostar do artista Conan Osiris, mas gosto da diferença e da alternativa. Somos todos freaks e não sabemos. Ou se sabemos, agimos de maneira a que o outro pareça mais freak do que nós para, quem sabe, nos deitarmos um bocadinho menos inquietados com aquilo que realmente somos.

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Sabaton History Channel, ep. 15: o Barão Vermelho

Diogo Ferreira

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No novo episódio do Sabaton History Channel, Joakim Brodén e Indy Neidell escolhem falar do tema “The Red Baron” que pertence ao próximo álbum “The Great War”, a ser lançado a 19 de Julho pela Nuclear Blast.

O Barão Vermelho é um do ícones heróicos da I Guerra Mundial que, simultaneamente, engloba a mecanização e a romantização da guerra moderna com as suas habilidades e heroísmo. Manfred von Richthofen é o nome verdadeiro do piloto que é, então, recordado em mais um episódio do Sabaton History Channel.

Mais episódios AQUI.

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Jinjer ao vivo no Resurrection 2018 (c/ vídeo)

Diogo Ferreira

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Foto: Veronika Gusieva

Abaixo podes assistir à prestação dos Jinjer no Resurrection de 2018. Recentemente disponibilizado pelo próprio festival, este vídeo servirá para aguçar a vontade que os fãs desta banda têm para os ver no Vagos Metal Fest deste ano. Nos quase 40 minutos de concerto, os Jinjer executaram temas como “Words Of Wisdom”, “I Speak Astronomy”, “Pisces” ou “Captain Clock”.

O EP “Micro”, lançado em Janeiro de 2019 pela Napalm Records, é o registo mais recente dos ucranianos que, como referido, actuarão no Vagos Metal Fest, evento que se realiza entre 8 e 11 de Agosto. Stratovarius, Six Feet Under, Satyricon, Candlemass, Death Angel, Watain e Alestorm são alguns dos nomes do cartaz.

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[Reportagem] Bad Religion + Mad Caddies + Less Than Jake (15.05.2019 – Lisboa)

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Bad Religion (Foto: Solange Bonifácio)

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Bad Religion + Mad Caddies + Less Than Jake
15.05.2019 – Lisboa

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Após quase 20 anos de terem dado o seu único concerto em Portugal – no festival de Paredes de Coura -, os Bad Religion voltaram finalmente a Portugal. A Sala Tejo da Altice Arena marcou a estreia desta banda lendária em Lisboa, tendo Mad Caddies e Less Than Jake (LTJ) como suporte. 

Os LTJ foram a primeira banda a subir ao palco. É inevitável não associar o nome desta banda à Vans Warped Tour, em que se inserem com uma das bandas-ícone que deste evento itinerante fizeram parte. Durante mais de 20 anos, esse festival atravessou os EUA e Canadá – chegando a passar por Portugal em 1999 – e foi palco não só para bandas consideradas hoje em dia como marcos na história do punk rock, como um local onde se deu a conhecer diversos talentos entre outros subgéneros musicais.
Com mais de 25 anos de carreira, os LTJ são conhecidos pelos seus hinos musicais e pelo bom ambiente que proporcionam em concerto. Antes de tocarem “All My Best Friends Are Metalheads”, convidaram para subir ao palco dois jovens metaleiros que se encontravam no público, sendo constante a interacção entre a banda e a plateia durante todo o concerto. Inclusive, voaram bananas do palco para o público e foram disparados rolos de papel higiénico em modo de canhões de confetis. Tudo isto veio consolidar o ambiente festivo que começava a surgir ainda em início da noite. 

De seguida, os Mad Caddies começaram a tocar para uma multidão que continuava em ambiente de festa. A banda já passou por Portugal diversas vezes e é provavelmente das mais acarinhadas pelo público português dentro do estilo musical que tocam, que vai desde o punk ao ska e até ao reggae. São conhecidos pela boa energia em palco, e o concerto resumiu-se a uma explosão contínua de bom ambiente festivo. 

Após os Mad Caddies terem terminado, os cânticos continuaram até finalmente os headliners desta noite subirem ao palco, onde encontraram um publico eufórico. Além de uma das maiores referências dentro do seu estilo musical, os Bad Religion representam a mais pura essência do punk rock, tanto a nível lírico como instrumental. As letras das suas músicas são conhecidas por aludirem a temas sociais e por abordarem a sua ideologia pelo uso de metáforas. Têm um catálogo discográfico extenso e uma série de músicas que se tornaram grandes sucessos, em que tocados ao vivo não deram qualquer descanso ao público presente e foram constantes as sing-alongs de uma multidão ainda em festa. A banda californiana trouxe consigo o seu mais recente disco “Age Of Unreason”, saído a 3 de Maio e produzido por Carlos de la Garza, embora também tenham revistado parte do seu repertório e clássicos. Havendo ainda espaço de tempo para um encore com os temas “Sorrow”, “You” e “American Jesus”, a Sala Tejo da Altice Arena esteve de casa cheia, com um público entusiasta e em celebração por finalmente receber a banda em Lisboa pela mão da Hell Xis. Esta noite só veio recordar aos presentes que os Bad Religion são uma das maiores instituições do punk rock mundial.

Texto e fotos: Solange Bonifácio

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