Corpsia “Genocides In The Name Of God” [Nota: 7.5/10] | Ultraje – Metal & Rock Online
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Corpsia “Genocides In The Name Of God” [Nota: 7.5/10]

coverEditora: Independente
Data de lançamento: Abril 2017
Género: thrash metal

Com passagem por Portugal na sua primeira tour europeia, os brasileiros Corpsia deixaram por cá a sua marca. Na bagagem traziam este “Genocides In The Name Of God”, o álbum de estreia, editado após a demo de 2015, “Order From Chaos”.

O som de Corpsia é fácil de identificar e de definir. É daquelas bandas sem qualquer preconceito nem presunção, onde a humildade e o amor ao género que tocam é algo que exalam, tanto através da música como da personalidade dos seus membros.

Aqui não há que enganar, o thrash puro e duro é que manda. Influências? Slayer, Slayer e todos os outros, principalmente os europeus. Num tema podemos estar a ouvir uma cavalgada no bom estilo dos Destruction dos anos 80 e 90 como passamos para um ritmo midtempo muito ao estilo de Slayer. Não é com isto que esteja a insinuar que a banda seja uma cópia dos grandes do género, apenas que não renegam as suas origens, e, com o seu som, homenageiam essas bandas que, como é quase palpável, têm tanta importância para os elementos da banda.

Ultrapassada que está a questão das influências, passemos para o álbum propriamente dito.

“Purgatory Scum” abre as hostilidades com uma guitarra solitária para aquecer, entra em crescendo e depois dispara naquele registo que vai marcar o resto dos temas. Midtempo e batida rápida revezam-se na verdadeira essência do thrash clássico. Aqui reina a simplicidade, o riff domina, a guitarra ataca, por vezes com a força de um enxame de abelhas assassinas enfurecidas, por outras de forma controlada, equilibrando assim as alterações rítmicas.

Faixas como “Prophecy”, que se segue ao de abertura, como o tema-título, “The Rite” ou “Blood Sacrifice” são pequenas pérolas de thrash simples e puro. “Execution”, por outro lado, já se fica pelo midtempo e é neste tema que se sente mais a influência de Slayer.

No final temos um trabalho recheado de cavalgadas e midtempos, onde a guitarra domina, tanto nos riffs constantes como nos solos que nos vai presenteando. Um bom começo para este trio brasileiro, mas que talvez peque um pouco pelo excesso de simplicidade. A sua principal característica, que o faz genuíno, pode ser o seu calcanhar de Aquiles. Novos sons o ditarão. Tirando este pequeno apontamento, ficamos com dez temas que nos fazem abanar a cabeça e que, para alguém que nasceu para o metal quando este estilo era rei, são uma delícia de ouvir.

7.5/10
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