Crimfall “Amain” [Nota: 7/10] | Ultraje – Metal & Rock Online
Reviews

Crimfall “Amain” [Nota: 7/10]

Crimfall-AmainEditora: Metal Blade Records
Data de lançamento: 25 Agosto 2017
Género: death metal melódico / power metal / symphonic

Tudo começou em 2007 com o multifacetado Jakke Viitala e depressa os Crimfall deram ar de si. O debutante “As the Path Unfolds…” (2009) foi lançado pela Napalm Records e o segundo “The Writ of Sword” (2011) pela Spinefarm Records. No entanto, nada fazia prever uma caminhada no deserto… Seguiu-se uma demo e um single (ambos de forma independente) e só agora, seis anos depois, é que alguém deu a mão aos finlandeses – “Amain” é lançado pela fortíssima Metal Blade Records.

A robusta música dos Crimfall é facilmente explicada: death metal melódico com pitadas de power metal, sem esquecer a imponente veia sinfónica que nos irá remeter ao cinema. Tudo aqui é bélico. Num abrir e fechar de olhos estamos no meio dum campo de batalha, e se em momentos mais pesados podemos ser um cadáver trespassado por lanças ou ficar cercados por exércitos (“Sunder the Seventh Seal”), noutros (como no refrão de “The Last of Stands”) podemos dar por nós a erguer a espada vencedora banhada em sangue. Com influências nórdicas, os Crimfall incluem também algumas soundscapes orientais (“Mother of Unbelievers”), o que só dá diversidade a este portento disco. Atmosférico a toda a largura, “Amain” encontra o maior contraste nas jogadas vocais: de um lado temos o vigor demoníaco de Mikko Häkkinen e do outro aparece uma celestial Helena Haaparanta, algo que talvez não se ouvisse com tanta firmeza desde os tempos de mais sucesso dos seus compatriotas Battlelore, algures entre 2003 e 2007.

Está mais que visto que em “Amain” há espaço para invocar guerra, mas também seguiremos por caminhos melancólicos (“Song of Mourn”) ou por festins (“Wayward Verities”). Em suma, é um terceiro álbum muito bem conseguido e com uma óptima produção que será indicado para fãs de Turisas e Svartsot.

7/10
Topo