Dawn Of Disease “Ascension Gate” [Nota: 8/10] | Ultraje – Metal & Rock Online
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Dawn Of Disease “Ascension Gate” [Nota: 8/10]

DawnOfDisease_AscensionGate_HighRes_CDEditora: Napalm Records
Data de lançamento: 11 Agosto 2017
Género: death metal melódico

Na cena desde 2003, os Dawn of Disease têm, lentamente, mas com segurança, subido a pulso a longa escada que culmina nos lugares cimeiros do death metal internacional. Assim como com outras bandas desse patamar, dedicação e talento não chegaram para chegar ao cume: é necessário possuir um sentido de honestidade que é fundamental para que qualquer banda espete a bandeira com o seu logótipo no tecto do mundo. É nesse ponto que os Dawn of Disease se destacam de tantas outras bandas que têm tudo para resultar à excepção de honestidade e falta de presunção. Todo este aforismo quer dizer que a banda não tenta reinventar a roda e, ao invés, mostra as suas influências (maioritariamente centradas no death metal sueco) sem vergonha e aplica-lhes as suas estéticas e qualidade musical de altíssima qualidade. De facto, não é estranho que os ouvintes captem traços de Bloodbath, At The Gates, Dark Tranquility ou The Everdawn, mas a capacidade que a banda teve de pegar nessas influências antigas e, com a sua criatividade e profissionalismo, dar-lhes um fôlego actual e cuidado é notável. Com “Ascension Gate”, a última oferta do colectivo, vemos uns Dawn of Disease mais melódicos e técnicos do que nunca, ainda que sem perder os seus tiques de death metal extremo tão bem representados nos blast beats e no peso e velocidade desregrada das guitarras (com “Akphalos” a liderar o lado mais animalesco do registo). Junte-se a isto solos repletos de emoção e andamentos épicos (com “Leprous Thoughts” e “Fleshless Journey” a comandar), bem como momentos ambientais que soam à bonança depois da tempestade (tão bem representados por “Lucid”) e obtemos não um álbum de death metal, mas, sim, uma obra diversa onde o género apenas lidera a ofensiva. “Mundus Inversus”, a faixa final, aposta vivamente em acabar o álbum marcando o ouvinte com a mistura omnipresente no disco: mais guitarras épicas e um frenesim de blast beats e double bass raramente tão bem conjugado. Em comparação com os álbuns anteriores, “Ascension Gate” apresenta também o melhor trabalho de produção do colectivo até à data. Acrescente-se a tudo isto a deliciosa capa que pisca o olho descaradamente à arte de clássicos como “Like An Ever Flowing Stream” ou “Penetralia” e obtemos um dos trabalhos de metal extremo mais relevantes de 2017. Na verdade, “Ascension Gate” é o álbum de death metal mais sueco que anda no mercado, o que é dizer muito quando a banda é alemã.

 

8/10
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