Deathstorm “Blood Beneath The Crypts” [Nota: 6.5/10] | Ultraje – Metal & Rock Online
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Deathstorm “Blood Beneath The Crypts” [Nota: 6.5/10]

566314Editora: High Roller Records
Data de lançamento: 27 Maio 2016
Género: thrash metal

A possibilidade de viajar no tempo é um sonho do Homem de há muitas décadas. No entanto, para mim, nunca deixou de ser mais do que pura ficção-científica, até ao dia em que ouvi Deathstorm. Podem-me dizer o que quiserem, mas esta banda veio directamente dos anos 80 do século passado. Tudo nesta banda, desde o som ao grafismo, saiu directamente daquela época.

A capa, com uma fotografia de uma campa contra um fundo vermelho, dentro de uma moldura preta, e até mesmo o design do logotipo, levam-me directamente ao “Destined For Extiction”, dos Blessed Death. O som, esse, já tem outra origem. A influência são as bandas thrash de meados de 80, sendo a mais óbvia o “Pleaure To Kill” dos Kreator, embora um pouco de Slayer, ou até mesmo de Dark Angel se faça sentir, entre outros. Uma voz áspera, seca e agressiva, muito na linha da de Mille Petrozza (Kreator) desses tempos, uma barragem de riffs, entrecortados por passagens midtempo e solos rápidos e agudos, dão corpo a este trabalho. Aqui não há qualquer preocupação em evoluir, em partir de uma base e seguir uma direcção própria, apenas a vontade de recriar o som de uma época que, para muitos, se tornou intemporal. Contrariamente à grande vaga de bandas revivalistas de thrash que se vêem actualmente, os Deathstorm não seguem a linha da última fase do boom do thrash, pouco antes do surgimento do death metal. Os ritmos rápidos são mais martelados, caindo quase no caos controlado que caracterizou os primeiros anos do thrash, não sendo a típica batida fluída, que posteriormente seria adoptada por diversos outros estilos.

A vontade destes austríacos de serem verdadeiros ao estilo que recriam está também espelhada na produção do álbum. Apesar de não ser uma produção analógica, o som não é o típico digital, encorpado por graves poderosos. No entanto, não se pense que é seco, nada disso, a definição é excelente, com as guitarras em grande destaque e com um bom equilíbrio entre todos os elementos. O trabalho de produção do álbum está excelente visto o som, apesar de ser fiel ao dos anos 80, ter a qualidade da actualidade.

Sem nada a acrescentar ao que actualmente se faz, esta proposta dos Deathstorm limita-se a descarregar riffs ultra-rápidos e furiosos, entrecortados por passagens em midtempo que nos dão uma vontade irresistível de abanar a cabeça. Para quem gostar do estilo, uma boa oferta que não irá desiludir.

6.5/10
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