Decrepit Birth “Axis Mundi” [Nota: 8/10] | Ultraje – Metal & Rock Online
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Decrepit Birth “Axis Mundi” [Nota: 8/10]

650632Editora: Agonia Records
Data de lançamento: 21 Julho 2017
Género: death metal técnico

Um intervalo de sete anos e a alteração de dois elementos da banda, com a saída de Joel Horner (baixo) e KC Howard (bateria) e entrada de Sean Martinez e Sam Paulicelli para os seus lugares respectivamente, separam este “Axis Mundi” de “Polarity”, que fora editado em 2010. Apesar deste interregno e da mudança nas hostes dos Decrepit Birth, a sonoridade deste quarteto norte-americano não sofreu qualquer mudança.

Como o seu antecessor, “Axis Mundi” deambula pelos meandros do universo dos álbuns de brutal death metal na variante mais técnica. Para quem já conheça os trabalhos anteriores, não encontrará aqui surpresa nenhuma, apenas que, comparando com o seu predecessor, este trabalho inclui três covers e não uma, mas já lá chegaremos.

“Axis Mundi” traz-nos a barragem sonora a que o estilo nos habituou, com passagens intensas dominadas pelo blast que, embora de grande qualidade, por vezes acabam quase por pisar o limite da saturação num ou outro tema. Aqui e ali encontramos sons que nos remetem para Cynic e Death, óbvias referências deste grupo, mas sempre dentro do que é habitual nas bandas deste estilo. Todos os elementos do género estão aqui eximiamente incluídos, como as transições de ritmo, que vão desde o ultra-rápido ao arrastado, os breaks de bateria, a complexidade e precisão técnica da guitarra, que tanto debita riffs asfixiantes como nos presenteia com excelentes solos, introduzindo uma camada melódica que contrasta com a intensa brutalidade dos temas, e uma voz gutural e cavernosa que contribui fortemente para dar um tom mais negro ao som. Destaque para o tema “Ascendant” por ser aquele que se mostra mais dentro da linha tradicional do death metal, contribuindo ainda mais para a diversidade sonora apresenta por este trabalho.

Em termos de produção apenas referir que está perfeita, com o som a ter a intensidade e o corpo necessários, mantendo uma clareza que nos permite identificar todos os instrumentos.

O fecho do álbum, a seguir ao instrumental “Embryogenesis”, é feito por três covers: “Orion” de Metallica, “Desperate Cry” de Sepultura e “Infecting the Crypts” de Suffocation. Instrumentalmente, estas covers não fogem aos originais, apenas sendo diferente a aproximação vocal e o som do baixo em “Orion”.

 

8/10
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