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Reviews

Reviews avulso: Ekpyrosis | Crurifragium | Diablerie

Ekpyrosis_cover_1000_x_1000Ekpyrosis “Asphyxiating Devotion” [Nota: 6.5/10]
Editora: Memento Mori
Data de lançamento: 23 Janeiro 2017
Género: death metal

A lançar demos e EPs desde 2013, os italianos Ekpyrosis começam 2017 com a estreia em álbuns. Fundados com a intenção de ir ao encontro da camada virulenta e impiedosa do death metal antigo, “Asphyxiating Devotion” é, de facto, feio, malévolo, algo decrépito e muito gutural. As secções velozes com riffs cortantes oscilam com partes mais arrastadas com um pouco de doom à mistura, fazendo disto um bom exercício, mas rapidamente previsível. Outra situação previsível passa pelo constante uso de guitarras a guinchar, o que passado um bocado aborrece. No final de contas, sente-se que os Ekpyrosis não vão com modas e isso até pode ser bom em bandas contemporâneas – é ouvir e tirar também as vossas conclusões.

 

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CrurifragiumCDCrurifragium “Beasts Of The Temple Of Satan” [Nota: 3/10]
Editora: Invictus Productions
Data de lançamento: 30 Janeiro 2017
Género: black/death metal

Isto não é bom, não há outra forma de o dizer. A promoção até enaltece a fineza relativa que se fez evoluir desde os tempos de Warpvomit, mas acaba por ser um elogio irreal. Uma coisa sabe-se: “Beasts Of The Temple Of Satan” é um híbrido de black e death metal desconcertante. A produção é crua e isso nem sempre é propriamente mau – quem ouve este tipo de mistura de estilos já está habituado a isso –, o problema é mesmo a execução e as escolhas. A rapidez imposta desconecta muitas vezes os instrumentos prevendo que haja um descarrilamento a qualquer momento, a inclusão de solos frenéticos e breves é pouco pertinente, e os feedbacks sonoros das guitarras criam ainda mais entropia.

 

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Diablerie-Catalyst1-Control-coverDiablerie “The Catalyst vol. 1: Control” [Nota: 7/10]
Editora: Primitive Reaction
Data de lançamento: 27 Janeiro 2017
Género: metal electrónico/industrial

Dezasseis anos separam o estreante “Seraphyde” deste “The Catalyst vol. 1: Control”, simplesmente porque Diablerie deixou de ser uma prioridade para os seus membros. Revigorados, e com Tomi Ullgrén (Shape Of Despair, Impaled Nazarene) nas fileiras, os finlandeses começam tímidos e muito mecanizados até que passadas as faixas iniciais desafiam finalmente a música extrema com a inclusão de arranjos electrónicos. Se o álbum não parecia lá muito melódico à primeira impressão, a coisa muda então de figura com loops electrónicos que felizmente nunca chegam a ser parolos. É um regresso de louvar e com uma excelente produção, mas há muito trabalho a fazer, especialmente na tarefa de voltar a trazer a banda à ribalta.

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