Elderblood “Messiah” [Nota: 7/10] – Ultraje – Metal & Rock Online
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Elderblood “Messiah” [Nota: 7/10]

rsz_elderblood-messiah-cover1Editora: Osmose Productions
Data de lançamento: 27 Maio 2016
Género: black/death metal sinfónico

Já não é novidade para ninguém que a Ucrânia é uma força motriz na cena extrema europeia – e mencionemos apenas Drudkh ou Khors – e a mais recente proposta desse país é o novo álbum dos Elderblood, que se intitula “Messiah”. A banda até pode ter sido fundada por Astargh em 2011, mas vale a pena lembrar que o baterista dá pelo nome de Odalv, músico que incorpora projectos intensos como KZOHH, Ulvegr ou Ygg.

“Messiah” é uma onda gigante de black e death metal que se eleva a paisagens sonoras épicas devido aos arranjos orquestrais. Se os momentos mais brutos nos fazem lembrar Behemoth com berros vindos do diafragma, as composições de orquestra podem remeter-nos a Vesania – ainda que estes Elderblood tenham a sua própria cunha na música que fazem. Por vezes, as bandas que usam estas orquestrações em demasia tendem a esquecer um pouco o impacto que uma guitarra pode ter, mas, de facto, não deixam esse artefacto de lado e podemos, realmente, encontrar bons e complexos riffs (“Leviathan”). Há tempo para incursões cinematográficas, como em “Devil In The Flesh”, recordando a citação “tell me your six names” do filme “The Exorcism Of Emily Rose”, dando ponto de partida para uma das melhores faixas deste disco em que, claro, as abordagens neoclássicas oferecem um arrepio pelo corpo abaixo, tamanho é o esplendor aqui protagonizado. Nem todos os temas são win-win, já que “In Burning Hands Of God” soa um pouco desinspirado, mas o disco acaba por fechar com chave de ouro através da faixa “Adamas Ater” em que podemos arrojadamente recordar projectos épicos como Two Steps From Hell. As guitarras melódicas unem-se aos instrumentos de sopro para criar soundscapes majestosas e, assim, dizer adeus até ao próximo álbum.

Se formos possuídos por um exército de demónios e se as trevas algum dia assolarem a Terra em definitivo, ao menos que seja ao som de bandas como Elderblood – enegrecemos, mas com estilo.

7/10
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