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[Entrevista] Dico: o metal em palavras

Pedro Felix

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Apesar de o metal já ter uns anitos, a sua associação ao formato livro é algo relativamente recente. Então quando falamos em livros sobre metal escritos em Portugal, bem mais recente é essa ligação… Recente e escassa, infelizmente. No entanto, um dos veteranos da cena, Eduardo Almeida, mais conhecido como Dico, tem remado contra esta tendência e apresenta-nos agora o seu terceiro trabalho, “Emigrantes, Imigrantes — Experiências de Vida no Universo Metálico Português (1989 – 2018)”. Para sabermos mais sobre esta obra e sobre o autor por trás dela estivemos à conversa com o Dico.

 «O objectivo do livro é comparar as vivências dos nossos emigrantes nos países de acolhimento e dos imigrantes em Portugal em termos de integração laboral e social.»

Como nasce a ideia de escrever este livro?
É engraçado porque este livro estava para ser o meu segundo e não terceiro. Para teres uma ideia, fiz a primeira entrevista para ele em Junho de 2016, ou seja apenas três meses após lançar a edição revista e aumentada do “Breve História do Metal Português”. Portanto, a ideia deve ter nascido em Maio, na altura do pico da crise migratória e que levava a que se falasse também muito do êxodo de portugueses para outros países, mesmo no pós-troika. Por outro lado, o fluxo de imigrantes também continuou. Em suma, o objectivo do livro é comparar as vivências dos nossos emigrantes nos países de acolhimento e dos imigrantes em Portugal em termos de integração laboral e social. O elo comum é que todos estão ligados ao metal. A maioria é músicos, mas também há produtores, ilustradores e jornalistas. Fui tentar perceber como se integraram, comparar os modos e as condições de vida que encontraram nos diversos países, bem como as cenas underground de cada país, aquilo de mais gostam, e menos, etc..

A pergunta seguinte tem que ser, obviamente, como é que o Mantas (Venom Inc., ex-Venom) entra na equação e acaba por prefaciar a obra?
Acabou por ser muito simples, apesar de um início atribulado. Entrei em contacto com a Nuclear Blast a explicar a ideia e eles demoraram vários dias a responder. Depois engonhavam, com desculpas de merda. Tentei fazer tudo by the book mas, certo dia, fartei-me e pensei: “Vou contactar a banda directamente através da página do Facebook.” E assim foi. Não podia ter sido mais simples. Abri uma janela de chat, expliquei tudo e cinco minutos depois aparece-me precisamente o Mantas online. Fizemos a entrevista logo ali, enquanto ele estava em tour nos EUA. Um gajo impecável. Umas semanas mais tarde lembrei-me que ele seria a pessoa ideal para prefaciar o livro, entrei novamente no chat da página e acho que falei com o Demolition Man, que me deu o mail do Mantas. Contactei-o, perguntei-lhe se não se importava de escrever o prefácio e no dia seguinte, a quatro dias de começar uma tour em Tóquio, enviou-me o prefácio.

Até que ponto foi difícil a realização destas entrevistas e onde encontraste maiores dificuldades? Até que ponto este trabalho te levou a conhecer a personalidade de cada um dos entrevistados?
A maior dificuldade foi tentar entrevistar pessoal que emigrou ainda nos anos 80 e que estão incontactáveis ou não querem já saber para nada do metal, quanto mais dar entrevistas. Simplesmente não querem falar do presente e muito menos do passado.

Obviamente, este tipo de projecto levou-te a encontrar entraves e pessoas que não aceitaram participar. Qual foi a reacção que mais te surpreendeu pela negativa?
Nuno Bettencourt! Andei literalmente atrás dele mais de um ano. Às tantas, entre amigos dele, amigos dos irmãos, familiares, amigos de amigos, já tinha literalmente mais de 10 pessoas a tentar que ele se dispusesse a responder a meia-dúzia de perguntas. Cheguei a contactar o management dele, que nunca me respondeu. Acabei por lhes enviar um mail dizendo “mandem-me um mail a mandar-me para o caralho mas ao menos respondam, é preferível”. Eles entenderam que mandar-me para o caralho era pouco educado e não responderam. Finalmente, um familiar dele disse que “o Nuno anda muitíssimo ocupado”. Certamente que se a entrevista fosse para a Guitar Player ele não estaria tão ocupado e arranjaria logo meia hora que fosse.

E pela positiva?
Ui, pela positiva foram demasiados e não queria ser injusto para os outros, mas meramente a título de exemplo, posso falar do Rodrigo Leal (Hot Suff), Marcelo Vieira (Hot Stuff), Mantas (Venom Inc.), Dr. Space (Øresund Space Collective), W. (Göatfukk), Bruno A. (ex-Vertigo Steps), Aires Pereira (Moonspell), V-Kaos, etc..

Este não é o teu primeiro livro, mas sim o terceiro. Estão ainda disponíveis para quem os quiser adquirir?
Julgo que só através das lojas Fnac, da Piranha, da Bunker Store, da Rastilho, da Carbono Amadora ou da Glam-O Rama. É uma questão de tentarem nestas lojas. Na minha posse, já não tenho qualquer exemplar.

Talvez seja algo prematuro falar nisto, mas já tens alguma ideia para um próximo?
Já. Vai ser a minha autobiografia, se não acontecer como antes e tiver outra ideia que me faça adiá-la, como aconteceu com o “Portuguese Rock and Metal Route – The Underground Guide”, que concretizei enquanto fazia entrevistas para a nova obra, mas tive de abrandar significativamente todo o trabalho para o “Emigrantes, Imigrantes — Experiências de Vida no Universo Metálico Português (1989 – 2018)”. Portanto, o “The Underground Guide” meteu-se no caminho do novo livro. [risos] Mas posso dizer-te que já devo ter escrito um terço da autobiografia, que só sairá no ano que vem.

Os músicos e os atletas dizem sempre que a sua arte/actividade faz parte deles próprios, é quase como um vício. Podes dizer o mesmo da escrita ou ainda te sentes livre dessa dependência? Da escrita e, nestes casos em particular, da pesquisa e investigação que os antecede…
Além de uma paixão, a escrita tem-se revelado para mim uma terapia e uma forma de combater a travessia no deserto que tenho feito nos últimos cinco anos. Têm sido anos muitos duros a vários níveis, anos durante os quais desenvolvi uma depressão que se foi sistematicamente agravando, quase até ao limite, apesar de ser acompanhado a nível médico. Só no último mês comecei a ver a luz ao fundo do túnel. Ao mesmo tempo, e, para mim isto é difícil de compreender, esses anos, especialmente os últimos dois e meio, têm sido os mais criativos da minha vida, mas só eu sei com que esforço. Em 2013, quando a depressão se manifestou, escrevi a primeira versão do “Breve História”. Em 2016 saiu a segunda, em 2017 saiu o guia e agora está prestes a sair o novo livro. Como sabes, além de autor, sou eu que trato de tudo relacionado com os livros, até sou eu a enviá-los pelo correio. Se a isto acrescentarmos o facto de em Agosto passado ter aberto um centro de estudos com a minha mulher, não consigo realmente perceber de onde vem toda esta força. Quero deixar um bom legado, poder dizer que contribuí com coisas boas para o mundo, mas que simultaneamente me fizeram bem. Quando um dia partir vou gostar de ter a consciência de deixar algo que me realizou, e também a outras pessoas, como os leitores e os alunos do centro de estudos.

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[Exclusivo] Atrocity revisitam covers pop dos álbuns “Werk” (entrevista c/ Alex Krull e Thorsten Bauer)

Diogo Ferreira

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Os Atrocity são conhecidos por cruzarem estilos como ninguém – do death ao gothic metal, passando pelo industrial. Em 1997 lançavam “Werk 80” e em 2008 era a vez de “Werk 80 II”, dois discos compostos por covers metal de êxitos pop da década de 1980. Claro que o metal moldou estes homens, senão não estariam em bandas do género, mas, e tendo esses dois trabalhos na discografia, temos de saber até que ponto é que a pop também os formou como homens e artistas. «Crescemos com a magia dos 80s – com músicas de Depeche Mode, OMD, Tears For Fears, que eram pop mas que continham uma onda negra», conta Thorsten Bauer, recordando seguidamente a origem de “Werk 80”: «Quando fomos a um festival na Suécia, em 1996, tocar com os Das Ich, ouvíamos muitas dessas canções e tivemos a ideia de que isto podia funcionar muito bem de uma maneira metal. Tenho saudades disso – pelo menos aqui na Alemanha, a pop soa toda igual, está cheia de autotune, não há carácter. O início dos 80s estava cheio de cruzamentos – wave, new wave, punk, pop, synthpop. Foi muito excitante para a música pop. Vivemos nos 80s, por isso temos boas memórias e ao mesmo tempo a música tinha substância, o que a pop moderna não tem.» Antes de tomar palavra, Alex Krull já se estava a rir: «Agora tenho de falar por mim. [risos] Não ouvia nada disso! [risos]Sentia sempre falta das guitarras, mas lembro-me que havia grandes canções, como a “Shout” dos Tears For Fears.» Contudo, o vocalista teve de fazer a sua parte para dar vida aos empreendimentos de 1997 e 2008 ao explicar que «a ideia era temperar tudo e tornar essas músicas em metal».

Estávamos num momento mais saudosista da conversa e Alex prosseguia: «As pessoas dizem que os 80s foram os melhores tempos da pop, mas eu ouvia metal! [risos] Tinha uma amiga do universo punk e new wave. Ela tinha amigos da cena gótica e eu era da malta do metal. Fazíamos festas em casas, e numa sala estava o pessoal do metal e na outra estavam os góticos, que ouviam synthpop e Depeche Mode – nem nos falávamos! [risos] Mais tarde chegou o momento de fazer um crossover enquanto músico, quando tive uma banda. Encontrei essa amiga muitos anos mais tarde, quando ela estava a trabalhar num musical em Estugarda, e perguntei-lhe se ela se lembrava das festas e se tinha ouvido o crossover que tínhamos feito com o “Werk I” e “Werk II”… Ela ficou ‘what the fuck?’. [risos] Não acreditava.» Já na fase derradeira desta entrevista reafirmou-se que as músicas escolhidas para esses dois discos eram já por si negras, ficando ainda mais com o toque metal dos Atrocity. Porém, perguntámos se se imaginavam a fazer covers da pop actual, com temas de Katy Perry ou Lady Gaga, o que provocou risada geral! «Tipo… Não… [risos]», assegura Krull. «Como o Thorsten disse, há uma parte nostálgica e era algo revolucionário na música. Havia a Neu Deutsche Welle, que também abordámos nos álbuns “Werk” – era muito fixe para aquela altura. Mesmo enquanto miúdo do metal, gostava dessas canções em alemão – era uma estranha combinação musical que teve muito sucesso. Tem que haver algum tipo de ligação para se fazer um projecto assim. Não vamos pegar em qualquer música pop e torná-la metal só porque foi um êxito – não era essa a ideia.» [A entrevista integral foi originalmente publicada no #17 da Ultraje (Ago/Set 2018)]

O álbum mais recente dos Atrocity intitula-se “Okkult II” e foi lançado em Julho de 2018 pela Massacre Records. A banda passará pelo Lisboa Ao Vivo a 12 de Maio numa noite partilhada com I Am Morbid, Vital Remains e Saddist.

 

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Marduk: a morte é cega (entrevista c/ Morgan)

Diogo Ferreira

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Foi em Junho de 2018, pela Century Media Records, que saiu “Viktoria”, o mais recente álbum dos bélicos Marduk e que será formalmente apresentado em Portugal em dois concertos já marcados para 2019. O primeiro acontece a 3 de Maio no RCA Club de Lisboa e o segundo a 4 de Maio no Hard Club do Porto.

Recordando uma entrevista que o mentor Morgan concedeu à Ultraje pela altura do lançamento de “Viktoria”, o sueco considerava que «todos os álbuns [de Marduk] são uma lição de como metal extremo deve ser feito». «Fazemos aquilo em que acreditamos e o que as pessoas pensam é com elas – é assim que vejo as coisas.» Tal como o recente trabalho, Morgan é um tipo espontâneo e veloz a responder às questões que lhe são impostas, e tudo isso espelha-se na forma directa como “Viktoria” é apresentado através de faixas muitíssimo orientadas à guitarra, sendo que cada riff e cada palavra cuspida por Mortuus são como um murro na cara. Ter uma atitude in-your-face é aquilo que, segundo o nosso entrevistado, a banda almeja sempre que grava um álbum. «Ainda é mais directo do que o anterior [“Frontschwein”]», admite Morgan. «Temos uma guitarra e isto é basicamente compor de uma maneira in-your-face – curto, agressivo e pesado em músicas de três minutos. É directo. É como um álbum extremo deve ser.»

“Frontschwein” data de 2015 e ainda está muito fresco por ser um álbum tão bom em vários anos de carreira, por ser imensamente atmosférico e por ter uma temática tão eficaz como a confrontação perante os horrores da guerra. Se fizermos uma ligação ao título, muitos podem achar que os Marduk viraram-se agora para o lado vitorioso da guerra com “Viktoria”. Nada mais errado. «Toda a gente tenta ver a vitória à sua maneira e acho que, no fim, só há uma personagem que sai vitoriosa: a morte. Queríamos um título frio, que funciona muito bem com o simbolismo da capa: simplista, gelado, duro. Queríamos um título simples e directo que fosse o reflexo da temática do álbum.» A capa de “Viktoria” pode parecer imediatamente descomplicada, mas podemos fazer tantas analogias: da cegueira da justiça ao tiro certeiro da morte, a lista de exemplos pode ser longa. Morgan mostra-se, mais uma vez, instantâneo: «Queríamos algo frio e com um estilo de propaganda. Ficámos presos à imagem e acho que funciona muito bem com o simbolismo do álbum. Acho que as pessoas se vão lembrar [de Marduk] quando virem a capa. Às vezes põe-se muita coisa no artwork, mas desta vez fizemos algo mais relaxado e velha-guarda.»

Se antes falou o artista, agora fala o crítico, o old-schooler, o mentor de uma das bandas mais importantes do black metal – mas uma coisa é certa: papas na língua é coisa que nunca demonstra ter. «Nunca quisemos saber de cenas e do que as outras bandas fazem. Não nos sentamos a discutir o que é popular – sabemos o que queremos fazer, deixamos a energia fluir. As pessoas têm medo de dizer o que pensam porque querem manter-se em grupos específicos. Para nós é sobre ter a liberdade total de se fazer o que se quer – que é o que sempre fizemos. Os limites das outras pessoas não são os meus limites, e não quero saber o que os outros fazem. Fazemos as coisas à nossa maneira.»

Quão longe irá Morgan para defender a sua arte? Não muito longe. Ou melhor, a lado nenhum. «Nunca a defendi, não tenho que a defender. Tenho orgulho no que faço, e se as pessoas têm um problema com isso, por mim tudo bem, estou-me nas tintas para quem tenta boicotar ou censurar. Prefiro passar por cima disso e continuar a fazer aquilo em que acredito. Nunca deixaria alguém dizer o que podemos e não podemos fazer. Se as pessoas têm um problema, está tudo bem – farei sempre aquilo que quero. É assim mesmo: ser verdadeiro e leal comigo mesmo.»

(Entrevista integral e original aqui.)

Os primeiros 50 bilhetes têm um preço especial de 18€. Depois de esgotados passarão a custar 20€ em venda antecipada e 23€ na semana do evento. Mais informações estão disponibilizadas nas páginas da Larvae e da Notredame.

 

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Mayhem: o novo “Grand Declaration Of War” (entrevista c/ Jaime Gomez Arellano)

Diogo Ferreira

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A 1 de Maio de 2000 era lançado “Grand Declaration Of War”. Era, naquele momento, a prova de fogo para os noruegueses Mayhem. Ainda que em 1997 já tivesse sido lançado o EP “Wolf’s Lair Abyss”, com Blasphemer na guitarra (que substituía assim o assassinado Euronymous) e com o regresso de Maniac à voz, “Grand Declaration Of War” tinha de marcar um novo rumo seis anos depois do histórico “De Mysteriis Dom Sathanas”.  E marcou! Marcou uma nova direcção da banda, mas também de todo o black metal – com este disco de 2000, os Mayhem foram além dos riffs obscuros corridos e transpuseram a barreira daquilo que seria um dogma dentro do estilo ao utilizarem arranjos próximos da electrónica e ao executarem uma estética vocal que ia para além do berro demoníaco, tendo nós um Maniac com cariz de homem que discursa.

“Grand Declaration Of War” – que segundo fonte da Season Of Mist é o álbum mais vendido da história da editora – atingiu a maioridade há poucos meses e com isso veio a intenção de lhe dar uma nova roupagem sonora. Para tal, os Mayhem recrutaram Jaime Gomez Arellano, conhecido produtor de origens colombianas, que tem no seu currículo bandas como Ghost, Paradise Lost, Sólstafir, Primordial ou Ulver. Sobre  o processo para o qual foi convidado, o homem por detrás de tantos álbuns que se tornaram um sucesso concedeu um breve momento da sua atribulada agenda para responder a três perguntas feitas pela Ultraje.

«Acho que o Rune [Eriksen aka Blasphemer] é provavelmente o melhor guitarrista de metal extremo.»

Quanto consideras “Grand Declaration of War” um marco icónico e quão orgulhosos estás por fazer parte desta nova edição?
Acho que o álbum mudou muitas coisas no black metal, e, sim, acho que é uma jóia. Sou fã de Mayhem desde a minha adolescência quando estava na Colômbia, por isso, para mim, foi uma honra trabalhar nisto.

Quão desafiador foi trabalhar com as fitas obsoletas para recriar o som para algo moderno?
Há um equívoco aqui. A ideia NUNCA foi fazer com que [o álbum] soasse mais moderno! A gravação foi feita para um formato digital antigo que nunca soou bem, sempre foi ténue e áspero. Mesmo que o original soasse bem, tinha aquele som fino e crocante. Fiz a remistura com equipamento analógico para fita analógica de modo a dar mais corpo e profundidade, além de dar o meu ‘toque’. A parte principal do trabalho foi tentar fazer com que a bateria soasse mais realista, porque a gravação foi feita com um kit electrónico com pratos reais. Eu e o Hellhammer [baterista] passámos muito tempo a fazer novos samples da bateria e a ajustar tudo manualmente para que soasse mais realista. O Maniac [vocalista] pediu para que a sua voz permanecesse igual à da versão original, por isso, cuidadosamente, combinei todos os efeitos e níveis o mais próximo que pude.

Quais foram os melhores elementos musicais que descobriste ao dar ao álbum um novo som?
O baixo! É quase inaudível no original. Algumas das partes do baixo são muito boas e destaquei-as, assim como reformular o seu som geral. Também foi divertido ouvir as faixas individuais da guitarra; acho que o Rune [Eriksen aka Blasphemer] é provavelmente o melhor guitarrista de metal extremo, tanto em termos de performance como de composição.

O disco será lançado a 7 de Dezembro pela Season Of Mist.

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