Evil Invaders “Feed Me Violence” [Nota: 8.5/10] | Ultraje – Metal & Rock Online
Reviews

Evil Invaders “Feed Me Violence” [Nota: 8.5/10]

714_EvilInvaders_CMYKEditora: Napalm Records
Data de lançamento: 29 Setembro 2017
Género: thrash metal

O thrash, que desde que surgiu, tem despertado, e sempre despertará, paixão em muitos dos amantes da vertente mais pesada da música. Este fenómeno está patente neste segundo trabalho dos belgas Evil Invaders. Antes, e acima de tudo, é quase palpável a intensidade da paixão com que todos os membros se dedicam a esta particular variante do som eterno. As raízes do som estão bem enterradas na origem do estilo, nos finais dos anos oitenta e inícios dos noventa do século do duplo xis. Está tudo aqui: a pureza, a frontalidade, a simplicidade complexa, e, acima de tudo, a violência saudável que caracteriza o estilo.

É uma estranha sensação estar a ouvir uma banda cujo som nos remete ao passado e onde o estilo do vocalista, com cornucópias agudas na ponta das palavras, nos remete para aquela banda dos tempos da adolescência que, por mais que se procure, o nome da mesma continua ali na ponta língua mas não sai…

Para quem gosta de thrash com velocidade, mas com qualidade, que traga à tona os nomes de todas as pequenas bandas do passado que são as grandes dos dias de hoje, este é um álbum a procurar. Desde Exodus a Forbidden, passando por um cheirinho de Motörhead – uma das grandes influências de muitas bandas thrash do passado –, Dark Angel, Destruction; todos aqueles que fizeram do thrash o que ele é hoje são aqui homenageados nestes nove temas de puro thrash com faixas como “Mental Penitentiary”, “As Life Slowly Fades” ou “Oblivion”, entre outras, onde a velocidade reina suprema suportada por uma autêntica parede de riffs avassaladores apenas amortecidos por algumas (excelentes) passagens – que o diga “Broken Dreams In Isolation” –, e dois pequenos instrumentais, dos quais se destaca “Shades Of Solitude” devido ao solo que enche a quase totalidade dos seus perto de três minutos. “Feed Me Violence” faz isso mesmo, alimenta-nos com uma violência musical que só nos faz querer abanar o capacete.

No entanto, apesar de ser um álbum thrash onde a velocidade toma muitas vezes as rédeas das músicas, as mesmas não são lineares. Há uma grande diversidade dentro da homogeneidade do género, com riffs bem construídos, debitados por guitarras enfurecidas, que também nos oferecem excelentes solos, suportados por uma secção rítmica incansável que alicerça os temas e nos leva numa montanha russa de ritmos, e completado por um trabalho vocal que é a epítome da vocalização thrash. Um trabalho bastante coeso e diversificado, que crava a ferro quente a intemporalidade do estilo… E que se mostra um verdadeiro destruidor de cervicais.

 

8.5/10
Topo