Fight The Fight: Os miúdos da luta (entrevista c/ Amok) | Ultraje – Metal & Rock Online
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Fight The Fight: Os miúdos da luta (entrevista c/ Amok)

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Do mais profundo underground norueguês apresentamos os Fight The Fight, um bando de miúdos que mistura (com uma lata quase maior do que o seu talento) black metal, rock’n’roll, punk e elementos progressivos. Assim mesmo. Depois de conquistarem audiências em palcos locais que acabaram incendiados pela energia da música do quinteto, chegou a vez da banda, que até aqui se chamava Faenskap, mostrar o que vale em disco. O registo de estreia homónimo chegou por estes dias aos escaparates e foi sobre ele que conversámos com o guitarrista Amok.

«É aqui que ficamos à altura do desafio e é agora que começamos a nossa conquista.»

Porque decidiram mudar de nome da banda mesmo antes deste disco de estreia?
Decidimos mudar de nome antes do lançamento do disco porque este álbum marca o início de uma nova era para nós. É aqui que ficamos à altura do desafio e é agora que começamos a nossa conquista. Estamos a descobrir a nossa sonoridade, a nossa imagem e o nosso carácter. Por este motivo, pareceu-nos natural mudar o nome da banda. Já não somos a mesma banda. Somos os Fight The Fight.

 Enquanto se chamavam Faenskap as coisas correram bem e conseguiram inclusivamente tocar em grandes palcos na Noruega e no estrangeiro. Por que é que achas que tiveram esse sucesso, mesmo sem nenhum disco editado?
Logo desde o início do projecto ganhámos a reputação de sermos bons ao vivo. As pessoas que nos viram nos primeiros concertos obrigavam outras pessoas a irem ver os nossos espectáculos e os agentes a contratar-nos. Sempre tivemos uma paixão enorme por tocar ao vivo. Fomos lançando algumas canções ao longo dos anos, mas nada profissional. As pessoas tinham um par de músicas para ouvir, pelos vistos gostaram delas e, assim, continuaram a apoiar-nos nos nossos concertos.

Quais consideras serem as vossas principais influências musicais, que estão presentes na sonoridade da banda desde o início, e que podem agora ser detectadas no álbum “Fight The Fight”?
Sou influenciado por tanta música diferente… Oiço literalmente tudo. Gosto de dizer que simplesmente adoro música boa e que não importa o género. Sempre ouvi muitos heróis do rock’n’roll como o Jimmy, o Lemmy, os Beatles e os Stones. Influenciam-me todos os dias, mas sou também muito influenciado pelas rockstars de hoje em dia como os Bring Me The Horizon, Slipknot, In Flames, Avenged Sevenfold, etc.

«As pessoas que nos viram nos primeiros concertos obrigavam outras pessoas a irem ver os nossos espectáculos e os agentes a contratar-nos.»

Quais são as vossas idades e desde quando tocam em bandas?
Eu tenho 21 anos e o resto da banda tem 22. Recebemos sempre algum tipo de feedback sobre a nossa tenra idade. Comecei a tocar na banda quanto tinha à volta de 13 anos. Eu e o HM [baixista] somos os únicos que restamos da formação original dos Faenskap, mas todos os outros elementos pertenceram antes a outros grupos.

Essa rodagem que têm nos concertos faz-vos pensar como a vossa música soará – e como será recebida – ao vivo no momento em que a compõem?
Nunca penso como uma música vai soar enquanto a estou a escrever. Limito-me a compor o que acho porreiro nesse momento. De qualquer modo, nunca sabemos muito bem de que tipo de canção as pessoas vão gostar mais ao vivo. Depois de alguns concertos, no entanto, percebemos claramente aquilo que funciona ao vivo e o que não funciona.

Como funciona a composição no seio da banda? É uma democracia ou existe uma espécie de ditador?
É sempre uma democracia na nossa banda, mas mesmo assim é preciso que alguém esteja no controlo. Por acaso sou eu que tenho esse papel. As canções foram escritas por toda a gente, mas acabei por ter um papel mais preponderante. Acredito que há sempre alguém que escreva porções maiores da música. No entanto, toda a gente tem o seu papel na banda.

Sendo vocês tão novos estão provavelmente a terminar os estudos. Como gerem a vida académica com as exigências da banda?
Nenhum de nós estuda. Estamos todos completamente dedicados à banda e, por isso, tudo o que não seja a nossa carreira de músicos não tem prioridade.

«Enfrentámos alguns problemas, certo, mas tínhamos a mentalidade de lutar esta luta e atingir o nosso objectivo, que é o domínio do mundo.»

Todas as alterações que a formação foi sofrendo e os problemas que enfrentaram fazem-vos encarar a indústria musical com algum cinismo ou ainda estão tão motivados quanto no início?
Enfrentámos alguns problemas, certo, mas tínhamos a mentalidade de lutar esta luta e atingir o nosso objectivo, que é o domínio do mundo. Não é a indústria musical que define os nossos limites. Apenas nós decidimos quão alto queremos chegar e ninguém nos pode parar no caminho para lá. Estamos muito motivados para conquistar o mundo.

Ao mesmo tempo, esta questão da idade começa a irritar-vos, como se pessoas se interessassem pela banda apenas porque são tão novos? Receiam tornar-se os Unlocking The Truth escandinavos?
Acho que a nossa idade é um trunfo neste momento. Somos jovens, novos e estamos cheios de energia. Os sexo, drogas e rock’n’roll estão de volta!

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