Review avulso: Fjoergyn | The Committee | Bathsheba | Ultraje – Metal & Rock Online
Reviews

Review avulso: Fjoergyn | The Committee | Bathsheba

624766Fjoergyn “Lucifer Es” [Nota: 7/10]
Editora: Lifeforce Records
Data de lançamento: 24 Fevereiro 2017
Género: avant-garde metal

Desde 2003 a tentar quebrar barreiras, os alemães Fjoergyn regressam com o quinto álbum “Lucifer Es” em mais uma concepção cheia de crítica social em que atacam o populismo e o oportunismo. Musicalmente, a nova proposta discográfica do grupo classifica-se facilmente como avant-garde metal, não por ser esquisito, mas por ser inteligente e ramificado. A base assenta no black metal moderno e a isso juntamos orquestrações e momentos operáticos que dão a devida glorificação a este álbum. “Lucifer Es” não é propriamente melódico, mas acabamos por encontrar alguns bons segmentos melodiosos que, juntamente com outros factores atrás mencionados, fazem destes Fjoergyn uma banda imprevisível.

 

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627387The Committee “Memorandum Occultus” [Nota: 7.5/10]
Editora: Folter Records
Data de lançamento: 25 Fevereiro 2017
Género: black metal

Imprevisivelmente melódico, o novo álbum do projecto internacional The Committee elabora seis longas faixas que dissertam sobre temáticas de finança, guerra, religião ou história. A corpulência de “Memorandum Occultus” chega mesmo a atingir traços de black metal atmosférico e a voz de Igor Mortis busca um pouco da essência do death metal. Entre passadas médias e rápidas, o grande ponto sonoro deste disco é a harmonia entre instrumentos que incrivelmente torna este grupo em algo melódico e não tão cru ou agreste como se podia pensar previamente. No entanto não se pode deixar de mencionar que a abordagem musical é sempre a mesma durante os 54 minutos de duração. Mesmo assim, as faixas interiorizam-se facilmente e começa-se desde cedo a perceber que a próxima será pelo menos tão boa como a anterior dentro do plano delineado.

 

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BATHSHEBA-SERVUS-AlbumCover-2017Bathsheba “Servus” [Nota: 7/10]
Editora: Svart Records
Data de lançamento: 24 Fevereiro 2017
Género: doom metal

Cheios de doom pesado e compassado, os Bathsheba arrastam-se em distorção e melancolia venenosa que acaba por ser veiculada por algumas partes furiosas e velozes; partes essas que podiam muito bem ser conotadas ao black metal se a distorção das guitarras fosse estridente ao invés da gorda utilizada neste “Servus”. A vocalista Michelle Nocon (que partilha os Death Penalty com Gaz Jennings, ex-Cathedral) pode não ter uma voz carismática ou arriscada, mas vale a pena frisar as breves inclinações guturais que executa. Por outro lado, e num género estagnado e de cópias, o grupo inclui, por exemplo, um saxofone – ora melódico, ora dissonante – na segunda faixa “Ain Soph” que substitui um possível solo de guitarra. Depois de ouvido este “Servus” percebe-se que não há muita mais margem de manobra, mas gozemos o momento.

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