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Reviews avulso: Geist | Kuudes Silmä | Skein

12inch_3mm_v92012.inddGeist “Disrepair” [Nota: 7/10]
Editora: WOOAAARGH
Data de lançamento: 22 Setembro 2017
Género: hardcore/crust

Geist é aquela banda hardcore/crust que pode ser demasiado punk para os metaleiros e demasiado metal para os punks. E mais: escrever uma review enquanto se ouve isto não é fácil, porque a velocidade e agressividade da música transporta-se aos sentidos e funções motoras de quem escreve para debitar palavras a uma rapidez nada normal. E isso é bom! É sinal que de “Disrepair” saem energias sinceras. Seis faixas a rondar os dois minutos e meio é o suficiente para verificar que o punk e o hardcore estão vivos para os lados do Reino Unido. Para além de sinceridade, caos é outra classificação inerente às fúrias velozes, pesadas e barulhentas que satisfarão o underground.

 

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SVART099_kuudes_silma_pelko_1200x1200Kuudes Silmä “Pelko” [Nota: 7.5/10]
Editora: Svart Records
Data de lançamento: 22 Setembro 2017
Género: post-punk

São finlandeses, mas base que escolheram em Berlim não podia ser a melhor para um post-punk enfurecido. Um pouco na onda daquilo que os visionários Alfahanne têm feito – mas bem mais cru –, os Kuudes Silmä oferecem um post-punk mais digno de mosh do que de danças sensuais e do oculto. Com uma voz sempre mais gritada do que cantada, lá aparecem umas guitarras melódicas e uns sintetizadores típicos do género, mas é claro que é a negritude e a inquietação dissonantes que dominam as 11 faixas de “Pelko”. Numa altura em que o post-punk mais puro está direccionado a nichos, os Kuudes Silmä serão então uma boa descoberta para os melómanos condenados à nostalgia e ao medo do amanhã.

 

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rsz_skein-deadweight-coverSkein “Deadweight” [Nota: 7/10]
Editora: Inverse Records
Data de lançamento: 22 Setembro 2017
Género: metal alternativo

Ao contrário do primeiro álbum, que foi conceptual, as faixas do novo trabalho dos Skein falam por si próprias com dinâmicas que vão do rock mais comercial e atmosférico nas partes calmas ao metal furioso com berros e riffs a fazer lembrar Gojira. Quase que nos sentimos o atrevimento de chamar prog aos Skein, mas não vamos tão longe, porque, de facto, não o é – apenas são dinâmicos e exibem estruturas distintas que obrigam a uma atenção mais fixa para não perdermos o fio à meada de um álbum que, ainda que bem trabalhado, poderá ser o portão escancarado para um futuro muito interessante se o quinteto e a editora estiverem realmente para aí virados.

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