Goatblood “Veneration of Armageddon” [Nota: 4.5/10] – Ultraje – Metal & Rock Online
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Goatblood “Veneration of Armageddon” [Nota: 4.5/10]

dp065_goatblood__front_1600Editora: Dunkelheit Produktionen
Data de lançamento: 24 Dezembro 2016
Género: black/death metal

“Satan Fucks The Universe” é o nome de um dos 18 temas deste registo e, se tivermos em conta que Satanás falhou o alvo e em vez de acertar no Universo acertou mesmo em cheio neste álbum, então podemos ter uma ideia clara da meia horita de música aqui contida.

A dupla germânica composta por Reverend Slayer e Satanic Death Vulva produz black/death com laivos de grindcore, rico em brutalidade, blasfémias e títulos bastante eruditos como “Sexcraving Witchcunt”, e até aí tudo muito bem: uma derrocada de ódio e destruição tocada a alta velocidade e com toda a intenção de ser porco e feio. Esta crueza que tão bem faz emancipar a aura de registo de underground acaba por ser um dos melhores atributos dos Goatblood, se não for também apenas o único. Temas de dois minutos cujo grande propósito é esmurrar os ouvidos do ouvinte é uma receita utilizada por muitas bandas, especialmente de grind, mas quando os componentes da música nunca chegam a sair do medíocre, ainda pior se torna quando os temas são todos terrivelmente semelhantes uns aos outros, a maioria com mudanças abruptas na estrutura da música que surgem de forma tão pouco natural e onde as grandes distinções entre eles são samples de 5 segundos que aparecem no início de algumas faixas.

Não é que este registo seja uma coisa atroz, ora vamos ver o que de mais giro encontrei: “Necroromantic Lovers” leva a banda a explorar o seu lado mais lento com uma mudança para midtempo que dura 30 segundos até aos Goatblood voltarem ao que se faz ouvir durante o resto do álbum; “Satan Fucks The Universe” e “Last Siege of Jerusalem” resultam bastante bem para aquilo que são – não há dedos a apontar –, assim como “Mary’s Happy Enema” que tem uma vibe muito mais rockeira e é capaz de ser o tema mais diferente e cativante do álbum. Salvo estes apontamentos, o resto é tudo demasiado idêntico e nada memorável, o que acaba por fazer de “Veneration of Armageddon” um disco descartável e tão rápido que se pode dizer que entra a 100 e sai a 500.

4.5/10
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