Goatwhore “Vengeful Ascension” [Nota: 8.5/10] | Ultraje – Metal & Rock Online
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Goatwhore “Vengeful Ascension” [Nota: 8.5/10]

GOATWHOREEditora: Metal Blade Records
Data de lançamento: 23 Junho 2017
Género: black/death/thrash metal

Ao sétimo registo original qualquer banda que pratique um género tão pouco evolutivo como o death metal tem tendência a lançar mais do mesmo. De facto, conta-se pelos dedos de uma mão o número de bandas que, chegadas a este ponto, conseguem lançar um álbum que não aborreça ou que difira de todos os trabalhos por elas lançados anteriormente. Felizmente, é esse o caso dos Goatwhore que, com “Vengeful Ascension”, conseguem fundir um blackened thrash/death metal com solos memoráveis e melodias atípicas num registo que consegue arrancar “Constricting Rage of the Merciless”, o seu álbum anterior, do trono de melhor trabalho da banda até ao momento.

“Forsaken”, tema de abertura, apresenta-nos uns Goatwhore que finalmente acertaram na equipa técnica perfeita (e que já realizou trabalhos para Cynic, Anacrusis, 1349, Halford, Faith No More e Inquisition, entre muitos outros), tão cristalino é o som presente em todos os instrumentos. Mas não é apenas com a produção que “Vengeful Ascension” convence e cativa – “Under the Flesh Into the Soul” é death n’ roll do mais catchy que por aí anda; “Chaos Arcane” é uma bojarda com um pé no old school e o outro no presente, com um andamento que fustiga os ouvidos sem misericórdia e cujo refrão a distingue de praticamente qualquer outra faixa do álbum:

I am the messenger
Demonic bearer of this madness
Harbinger of desperation
Defiant to this will of god

(…)

I am this chaos
The crawling fear strangling the spine
Architect of all misery
Emptiness of failed belief

Depois há faixas como “Drowned in Grim Rebirth” e “Where the Sun is Silent” que jogam o clássico jogo do “ora rápido, ora lento”, e temas mais agressivos, como “Those Who Denied Gods Will” e “Abandon Indoctrination”, não desapontam os fãs mais trve. Em termos técnicos, os Goatwhore estão a atravessar o seu apogeu, aliando excelentes instrumentistas a letras violentas e a uma sensação geral de alto profissionalismo, e é espantoso que tenham tido disponibilidade para gravar um trabalho tão polido sem se afastarem do género agreste que praticam, tendo em conta que a banda não pára (está sempre em tournées, portanto).

Tudo bem pesado, é um álbum americano que soa a tudo menos, repleto de malhas para agradar a todos os gostos dentro deste género e com a rara característica de possuir um som próprio, tudo servido em doses muito orgânicas e plenas de pujança. Para quem gosta de metal extremo, “Vengeful Ascension” é um trabalho que podemos comprar sem ouvir antes e ficarmos descansados por ter a certeza de que levamos um excelente álbum para casa.

 

8.5/10
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