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[Reportagem] Haggard + Sound Storm + Eternal Silence: na caverna dos bardos (31.10.2018 – Graz, Áustria)

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Haggard (Foto: Ágata Serralva)

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Haggard + Sound Storm + Eternal Silence
31.10.2018 – DomImBerg, Graz (Áustria)

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Subimos pelo interior da montanha em busca dos bardos. Literalmente.

Percorremos um trilho de túneis perfurados durante a Segunda Guerra Mundial, para abrigo da população. Enquanto avançamos lado-a-lado com pequenas galerias de abrigo, a temperatura arrefece ao longo dos 17000 m2, prontos para resguardar 50.000 pessoas de raides aéreos. Só pela envergadura desta obra, já vale o esforço da caminhada íngreme para o DomimBerg, a Catedral na Montanha.

É nesta caverna feita catedral que nos preparamos para assistir aos bardos Haggard e aos seus convidados pontuais desta tertúlia de Outono: os italianos Eternal Silence e Sound Storm.

Eternal Silence (Foto: Ágata Serralva)

Ainda com a caverna mais repleta de sombras que corpos, os Eternal Silence iniciaram às 20h em ponto, com o seu metal gótico/sinfónico cheio de energia e descomplexado.

Com um set curto, pelas vozes de Marika Vanni e Alberto Cassina, saltaram e pediram palmas, debitando uma secção rítmica festiva e arranjos vocais criativos, como é apanágio das bandas italianas deste género.

Temas como “Dreambook”, “Unbreakable Wil”l e “Hell on Earth”, do álbum “Chasing Chimer”, ou “Lucifer´s Lair” e “Fighter”, do álbum “Mastermind Tyranny”, mostraram uma alegria trovadoresca de uma banda que é a primeira a chegar, mas também é a última a ir embora da festa.

Sound Storm (Foto: Ágata Serralva)

Os Sound Storm tocaram de seguida e interpretaram o bardo engatatão, meloso, com algum excesso de teatralidade, que canta as ladainhas comuns do power metal sinfónico.

Com dois vocalistas novos no projecto, demonstraram falta de naturalidade em palco, mas com alguns momentos vocais surpreendentes: se a vocalista feminina Chiara Tricario é inconsistente no seu modo operático, Andrea Racco tem um registo agudo inesperado de grande força. Mas é o gutural death metal de Chiara que nos faz erguer o sobrolho e perceber que devia inverter os papéis com o vocalista masculino.

Assentando o setlist no seu álbum “Vertigo”, de 2016, e introduzindo temas de “Immortalia”, foram uma cópia de Epica sem capacidade de composição – embora a solidez da banda surgisse quando a teclista Elena Crolle tomava conta dos arranjos.

O concerto arrancou para o seu final com “To The Stars”, o single de apresentação dos novos membros, e desfilou com “Torquemada” e “The Portrait” até à chuva de palmas… quando chamaram por Haggard.

Haggard (Foto: Ágata Serralva)

Com o último álbum lançado em 2008, vários membros e formatos de banda passados, a curiosidade sobre Haggard era muita. Apresentaram-se com dez membros em palco, com recurso a violino, viola de arco, violoncelo, órgão e flauta transversal, a par da formação metal habitual.

Conduzidos por Asis Nasseri, maestro metódico e minucioso que abriu o concerto com “Midnight Gathering”, a mini-orquestra tocou contos death metal com registo medieval: “Prophecy Fulfilled”, “Tales of Ithiria” ou “Eppur Si Muove” foram interpretados com entusiasmo, onde a força e o balanço vieram das cordas, e a delicadeza do órgão feito cravo e da voz soberba da soprano Janika Gross, sempre acompanhada de forma cristalina pela flauta transversal. A interpretação da vocalista germânica foi tremenda, repleta de confiança e afinação.

Nasseri foi um comunicador erudito e consciencioso do lugar de Haggard no metal, pautando o concerto de momentos mais intimistas de conversa com o público com outros mais inspirados e proféticos.

Com o tríptico “In a Pale Moon´s Shadow”, “Per Aspera Ad Astra” e “Seven From Afar”, o bardo alemão preparou o encore de “Awaking the Centuries”, despedindo-se, ecoando pelas cavernas a sinfonia do seu metal.

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Texto: Daniel Antero
Fotos: Ágata Serralva

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Possessed: terceiro episódio de “The Creation of Death Metal”

Diogo Ferreira

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O novo álbum dos padrinhos do death metal Possessed intitula-se “Revelations Of Oblivion” e será lançado a 10 de Maio pela Nuclear Blast. Os singles “No More Room in Hell” e “Shadowcult” já estão em rotação.

A banda liderada por Jeff Becerra passará por Portugal para duas datas:

Entretanto, já podes ver o terceiro episódio de “The Creation of Death Metal” em que a banda fala sobre as diferenças regionais da sonoridade death metal nos EUA.

 

 

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Sabaton History Channel, ep. 11: sabotagem da bomba atómica nazi

Diogo Ferreira

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No novo episódio do Sabaton History Channel, Pär Sundström e Indy Neidell escolhem falar do tema “Saboteurs”, do álbum “Coat Of Arms” (2010), que versa sobre as operações de sabotagem que preveniram a Alemanha nazi de chegar primeiro à concepção da bomba atómica.

Um dos produtos especiais para a criação da arma de destruição massiva é água pesada e a Noruega ocupada pelos nazis continha em si uma fábrica que produzia tal ingrediente. Os Aliados, desesperados por atrasarem o progresso do inimigo, decidiram sabotar o processo. Dessa decisão saiu o plano para uma operação arriscada conduzida por britânicos e noruegueses.

Mais episódios AQUI.

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[Reportagem] Virtuosos da Guitarra: Paul Gilbert (12.04.2019, Coimbra)

João Correia

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Paul Gilbert (Foto: João Correia)

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Paul Gilbert
12.04.2019 – Coimbra

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O que é que nomes como Queen, Kiss, Aerosmith, Black Sabbath, Iron Maiden, Yes, Deep Purple, Led Zeppelin, Billy Joel, Judas Priest, Yngwie Malmsteen, Ronnie James Dio, os blues, o jazz, o funk e tantos outros mais artistas e estilos musicais aparentemente distantes têm que ver uns com os outros? Todos se interceptam no mesmo ponto – foram influências que forjaram o mestre da guitarra Paul Gilbert, um virtuoso reconhecido mundialmente e que fez parte de bandas como Racer X ou Mr. Big, tendo colaborado com artistas tão distintos como Mike Portnoy (Dream Theater), Sean Malone (Cynic), Joe Satriani, Jeff Scott Soto, Matt Sorum (Guns ‘n Roses), etc., etc., etc., e que se apresentou em Coimbra para revelar alguns dos seus segredos. As expectativas não desiludiram, com uma casa pouco abaixo de esgotada para uma prestação à qual compareceram (maioritariamente) bastantes guitarristas que seguem o mestre há tantos e tantos anos.

Gilbert fez-se acompanhar no baixo por Miguel Falcão (M’as Foice, Mortuary) e na bateria por Sérgio Marques, professor de música, todos três músicos profissionais de longa data. Cerca das 21:30, o trio subiu ao palco perante uma recepção efusiva por parte do público. Quem lá estava sabia para o que ia e com o que esperar. Ao longo da actuação, Gilbert explicou conceitos mais ou menos complexos como arpeggios e escalas pentatónicas, do heavy metal ao jazz, referindo exemplos tão famosos quanto “Stranger In A Strange Land” de Iron Maiden, e tocando outros exemplos como “Still I’m Sad” de Dio, “Love Me Do” dos The Beatles ou “Owner Of A Lonely Heart” dos Yes, exemplos esses em que fundia técnica e bastante humor (e até analogias simples) de molde a educar, entreter e passar uma noite divertida entre discípulos na plateia e colegas no palco. Colegas esses que Gilbert congratulou por diversas vezes e que, embora sem falhas (exceptuando um falso arranque), pareciam inicialmente algo tensos e desconfortáveis, o que os levou a prestar bastante atenção ao guitarrista, mas rapidamente entraram no estado de espírito: tocaram, divertiram-se e por várias vezes impressionaram a audiência com a sinergia que conseguiram em palco.

Num auditório em que a qualidade acústica foi um dos grandes momentos da noite, houve ainda lugar para o sorteio de uma guitarra eléctrica atribuída a um felizardo do público, sempre com um ambiente bastante informal e descontraído. O espaço recebeu ainda vários comerciantes e suas bancas, onde se podiam adquirir discos de vinil, CD, cordas, cabeças de microfone, baquetas e demais equipamento musical. Da autoria de Marco Matos, o projecto Virtuosos da Guitarra dinamiza há duas edições a parte mais técnica da guitarra em Coimbra para a comunidade de músicos e até público em geral, colmatando assim uma ausência que há muito fazia falta na cidade. Venha lá essa terceira edição!

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Texto e fotos: João Correia

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