Heart Attack “The Resilience” [Nota: 8/10] | Ultraje – Metal & Rock Online
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Heart Attack “The Resilience” [Nota: 8/10]

Capa The ResilienceEditora: Apathia Records
Data de lançamento: Março 2017
Género: thrash/groove metal

Oriundos de um dos principais países exportadores de música extrema de qualidade, os franceses Heart Attack tocaram no terceiro dia da edição de 2017 do Resurrection Fest. A banda logrou uma maior exposição em grandes festivais ao ganhar um concurso de bandas promovido pela marca de guitarras Gibson, factor que também contribuiu para o burburinho em redor destes copains, e a única forma de a julgar é ouvindo o seu trabalho. Depois, e porque a banda está assinada pela Apathia Records, é fácil de perceber que, na actualidade, não existem acidentes ou golpes de sorte: ou há qualidade e um factor de diferenciação das grandes bandas para as mais pequenas ou estas nunca passarão do mesmo patamar, que é o que os Heart Attack nos fazem crer com “The Resilience”. A proposta recai num thrash/groove moderno influenciado pela nata dos dois mundos, caso de The Haunted e Lamb of God (tão explícitos em temas como “Burn My Flesh” e “Fight To Overcome”, claramente a trilhar o death metal em termos instrumentais) e com os ‘padrinhos’ Pantera e notas de Exodus a darem uma mãozinha (bem patente, por exemplo, em “Dead and Gone”). Se tudo se resumisse a isto, com certeza que os Heart Attack não passariam de uma banda de tributo a (inserir aqui o nome da banda da vossa escolha), mas não é o caso – o colectivo de Cannes redefine o termo “simbiótico”, pois todos os membros proporcionam uma mais-valia para o álbum em análise: o jogo de cintura de guitarras entre os ritmos de Kevin Geyer e os solos simplesmente viciantes de Chris Cesari elevam a banda a um nível invulgar dentro do underground. Cristohpe Icard apresenta uma eficácia alemã ao comando da bateria, conseguindo, por vezes, inovar sem fazer perder o fio à meada, blastbeats incluídos. Já o baixista e vocalista Tony Amato finaliza o quarteto com uma prestação vocal sólida, mas que poderia ser mais explorada em questão de agressividade (vejam o pulo que os Testament deram desde “Low” em diante com os guturais pontuais de Chuck Billy). Não bastasse tudo isto, a vontade de querer sobressair do mar de novas bandas que aparecem como cogumelos é nítida, a começar no packaging e a terminar numa produção simplesmente de luxo, sem um som exageradamente alto, precisamente à medida dos Heart Attack e da sua proposta musical, que cativa e faz dar por nós a bater o pé. Aprovado e recomendado.

8/10
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