Hideous Divinity “Adveniens” [Nota: 9.5/10] | Ultraje – Metal & Rock Online
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Hideous Divinity “Adveniens” [Nota: 9.5/10]

631045Editora: Unique Leader Records
Data de lançamento: 28 Abril 2017
Género: death metal

Depois dos soberbos “Obeisance Rising” e “Cobra Verde”, nada menos do que colossal era exigido aos italianos Hideous Divinity. Com elementos que já fizeram parte das hostes dos conterrâneos Hour Of Penance, consolidam a sua posição neste terceiro álbum e disputam de igual para igual com esses seus conterrâneos, e outros, o trono do death metal brutal & técnico.

“Adveniens” é um portento de violência, acima de tudo. A avalanche sonora que se abate em “Ages Die”, o tema de abertura, logo após um curto intro, dá o mote para o resto do álbum. Assim como acontecera nos álbuns anteriores, este quinteto esmaga-nos com riffs cheios de intensidade e intenção, autênticos “espancamentos” levados a cabo por uma bateria insana que nos arrasa como um terramoto, uma voz monstruosa, mas, no entanto, compreensível, para os padrões do estilo, e uma técnica irrepreensível que é exalada por todos os temas.

“Adveniens” retoma onde “Cobra Verde” parou e aumenta o nível de brutalidade. Os temas, que oscilam entre os 3:29 e os 7:28, apresentam-se complexos, mas sem sacrificarem a fluidez da música, com quebras de ritmo que não quebram o ritmo sonoro. Temas como “Passages”, o mais longo do álbum, com a sua pequena paragem, com toques de jazz, à qual se segue um tsunami de brutalidade, ou “Angel Of Revolution”, votado por mim como o melhor tema do álbum, comprovam que estamos perante um trabalho único de uma banda que, desde cedo, mostrou do que era capaz e tem mantido sempre a palavra e a barra num ponto extremamente alto.

“Adveniens” é, assim, com os seus blasts, os seus ritmos de meio-tempo, os seus riffs complexos e os seus solos afiados como a lâmina de um bisturi, um exercício de brutalidade técnica tão complexo como equilibrado, o que confere uma fluidez ímpar aos temas e nos permite saborear toda a sua brutalidade e genialidade logo desde o primeiro segundo da primeira audição.

“Adveniens” é, numa palavra, colossal… Como se exigia…

9.5/10
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