#ChooseUltraje

Features

[Antevisão] HMF Mangualde XXV: 25 anos a arruinar ouvidos

João Correia

Publicado há

-

Decorre no próximo sábado, 12 de Janeiro, mais uma edição do Hard Metal Fest Mangualde (HMF), o festival de heavy metal em continuidade mais antigo em Portugal. Embora a localização geográfica não seja a mais apetecível, pese o facto de ser sempre o primeiro festival do ano e o gelo que se costuma fazer sentir, o que é certo é que, ano após ano, o HMF continua a contar com os seguidores fiéis do costume e cada vez mais público novo, incluindo internacional. Não é de estranhar se reparamos em apenas algumas das bandas de culto que já entraram no cartaz, entre as quais Rotting Christ, Decapitated, Primordial, Desaster, Cancer, Master, Ratos de Porão, Malevolent Creation, Monstrosity, Kampfar, Extreme Noise Terror, Impaled, Behemoth ou Deeds of Flesh, para não dizer que é um sítio de paragem obrigatória para qualquer banda nacional, do heavy metal tradicional ao black metal mais conservador. Tudo junto, o HMF prima por oferecer o que nenhum outro festival nacional consegue: um cartaz com qualidade e diversidade geralmente mais orientado para o público da velha-guarda.

A edição de 2019 prova-o de forma inequívoca com um cartaz que aposta em bandas míticas de tempos passados e em algumas das melhores bandas nacionais actuais. Os destaques terão de ir obrigatoriamente para os projectos Chris Holmes Mean Man (EUA), o agrupamento do lendário guitarrista dos WASP, e Steve Grimmet’s Grim Reaper, a cargo de um dos vocalistas mais reconhecidos dentro do espectro da NWOBHM; mas a maior surpresa do festival foi a confirmação dos speed/death metallers progressivos Agressor (FR), cujo concerto poderá ser bem uma das poucas oportunidades de ver novamente a banda ao vivo em Portugal ou até noutro lado. Os nomes maiores continuam na forma do death melódico clássico dos Night In Gales (ALE) e do thrash meio peculiar, meio retardado dos Gama Bomb (IRL).

Também os black metallers tradicionais Balmog (ESP) marcam presença nesta edição, sendo que as restantes bandas, todas nacionais, acrescentam ainda mais pontos à qualidade e variedade acima referidas: se não são os Analepsy e os Dark Oath (os primeiros com o seu brutal slam death metal e os segundos praticantes de death metal épico melódico), então são os Ironsword ou os Affäire a debitarem o bom e velho heavy metal/rock tradicional, encerrando o cartaz com o stoner monolítico (monolítico por causa das ‘pedras’, bem entendido) dos Basalto.

O ambiente é o expectável num festival de heavy metal: amigável, ponto de encontro anual de muita camaradagem e, acima de tudo (e de forma positiva), com uma população mais velha do que a que se pode encontrar em quase todos os outros certames. Se há festival de romaria do pessoal old-school, esse festival é o HMF. Existem vários espaços de alimentação e bebidas frias, bem como as mesmas e ainda café dentro do bar do certame. Os valores praticados são bastantes aceitáveis, o que ajuda sempre com os mais indecisos. Como não poderia deixar de ser, existem sempre várias bancas com CDs, LPs, tapes e imenso merch no exterior da sala. Em resumo, só lá faltas tu.

O valor dos bilhetes é de 15€ em pré-venda e 20€ à porta. Podem ser adquiridos online em Letsgo, na Ticketeaportugal, Unkind, Más Que Ticket e Ticketline. Para os conservadores do papel, há mais opções distribuídas um pouco por todo o país: Carbono Amadora, Glam-O-Rama, Piranha CD, Bunker Store, Old Skull Bar, Bar A Tribo, Academia Bar, Toky Kay Bar, Impakabel Café e na Papelaria Adrião. Para os mais hardcore, há sempre a possibilidade de obterem o bilhete a um valor muito mais acessível se comprado através dos diversos packs existentes de bilhete + merch do festival (t-shirt, sweat, hoodies, etc.), que podem ser consultados aqui.

Features

Possessed: primeiro episódio de “The Creation of Death Metal”

Diogo Ferreira

Publicado há

-

O novo álbum dos padrinhos do death metal Possessed intitula-se “Revelations Of Oblivion” e será lançado a 10 de Maio pela Nuclear Blast. O primeiro single “No More Room in Hell” já está em rotação.

A banda liderada por Jeff Becerra passará por Portugal para duas datas:

Entretanto, a banda em parceria com a editora disponibilizam a primeira parte de “The Creation of Death Metal”, uma mini-série documental que podes acompanhar com a Ultraje.

 

Continuar a ler

Features

Satyricon: discografia 1994-2017

Diogo Ferreira

Publicado há

-

Dark Medieval Times
1994, Moonfog Productions

A sonoridade aliada ao título é das combinações mais perfeitas do black metal. O primeiro álbum dos Satyricon é gelado, arcaico q.b. e folclórico como os invernos medievais. “Dark Medieval Times” soa a florestas nevoeirentas e castelos abandonados que, pedra a pedra, ruirão. A semente estava assim lançada no ano mais prolífico do black metal.

 

The Shadowthrone
1994, Moonfog Productions

Ainda que lançado no mesmo ano do debutante, “The Shadowthrone” mostra-se um disco mais maduro e com malhas de guitarra bem mais apelativas. A frieza continua e o lado medieval prossegue com teclados a fazer lembrar Mortiis e Wongraven (projecto ambient de Satyr). Há, por seu turno, uma intenção narrativa por todo o álbum.

 

Nemesis Divina
1996, Moonfog Productions

Para uma enorme parte de adeptos do género, a perfeição do black metal chegou em 1996 com “Nemesis Divina”. É, de facto, um ponto de viragem no estilo em geral e uma influência ainda hoje sentida em bandas de black metal melódico, nomeadamente finlandesas. Deste terceiro disco exalta-se a imortal “Mother North”, um hino autêntico.

 

 

Rebel Extravaganza
1999, Moonfog Productions

Representa a primeira mudança sonora do duo norueguês e, mais uma vez, o nome é indicado para o momento. Com o quarto álbum, tornam-se realmente rebeldes a modificar o género com a inclusão de malhas groovadas antecedendo o que viria num futuro nada distante, ainda que a velocidade do black metal continuasse presente.

 

Volcano
2002, Moonfog Productions

Se em 1999 o groove era uma ferramenta experimental, em 2002 tornou-se uma certeza e os Satyricon começaram também a fugir aos rótulos quadrados. “Volcano” é afinal o quê? Black metal? Groove metal? Rock pesado com vozes furiosas? É isso tudo. O quinto álbum dos nórdicos é, essencialmente, uma oferta de riffs dissonantes e inquietantes.

 

Now, Diabolical
2006, Roadrunner Records

Este seria o momento para se fazer as pazes com alguns fãs, mas Satyr e Frost sempre fizeram o que lhes dá na veneta. Empurraram a sua sonoridade ainda mais em direcção ao metal/rock musculado/groovado, mas desta vez até se saíram melhor. Para a posteridade fica “K.I.N.G.” que hoje em dia encerra concertos.

 

 

The Age Of Nero
2008, Roadrunner Records

Ouvir “The Age Of Nero” é quase como se “Now, Diabolical” tivesse um segundo CD. A receita é praticamente a mesma, ainda que seja um pouco mais rijo e interligado do que o antecessor. Os riffs quase hipnóticos e as estruturas cíclicas criam a atmosfera de um álbum que prometia actuar como um grande regresso.

 

 

Satyricon
2013, Roadrunner Records

Ainda que nem todas as faixas sejam verdadeiros win-win, o álbum homónimo é uma experiência melancólica em quase toda a sua duração. Entre temas crus, melódicos e agressivos, a ‘balada’ “Phoenix” (c/ a voz sedutora de Sivert Høyem) acaba por ser a melhor composição de um disco que dividiu opiniões. Os Satyricon não querem saber.

 

 

Deep calleth upon Deep
2017, Napalm Records

Numa entrevista concedida por Frost aquando do #4 da Ultraje (2016), o baterista reiterou que os Satyricon não são entertainers, mas artistas que fazem aquilo que unicamente ambicionam – prova disso é que tanto tivemos um “Nemesis Divina” (1996) que ajudou a mudar o paradigma do black metal melódico como um álbum homónimo (2013) que muito pouco tinha de metal extremo. Recuperado de um tumor cerebral, Satyr voltou a reunir-se com Frost e 2017 foi um ano em grande para a dupla com este nono álbum. A inaugural “Midnight Serpent” até pode soar a “Now, Diabolical” (2006), mas a seguinte “Blood Cracks Open the Ground” oferece riffs mais trabalhados do que o normal e uma bateria complexa que quase nos atrevemos a classificar como prog (algo que se prolonga pelo disco todo). Com uma produção mais crua do que tem sido comum na última década de Satyricon, tudo aqui soa seco e orgânico em comunhão com a capa arcaica, havendo espaço para uma faixa melancólica em “To Your Brethen in the Dark”, incursões esotéricas/ritualistas no tema-título com a inclusão de cânticos/coros e instrumentos de sopro em “Dissonant”. E quando menos esperamos, “The Ghost of Rome” é post-punk! Começa a ser vago, confuso e erróneo explicar o que é black metal e esta banda já há muito está separada de rótulos, portanto Satyricon é simplesmente Satyricon. Grande regresso!

Continuar a ler

Features

Sabaton History Channel: sétimo episódio dedicado a “Shiroyama” e à rebelião samurai de 1877

Diogo Ferreira

Publicado há

-

No sétimo episódio do Sabaton History Channel, Indy Neidell e Joakim Brodén trazem-nos o tema “Shiroyama”, do álbum “The Last Stand” (2016), que versa sobre a Rebelião Satsuma ocorrida no Japão em 1877.

O que fazer quando o modo de vida tradicional é ameaçado por uma força poderosa dentro de fronteiras? Os samurais não hesitaram e responderam a esta pergunta com a espada. Durante a Rebelião Satsuma, o líder dos samurais, Saigō Takamori, lutou contra o governo imperial em voga e o desfecho teve lugar na Batalha de Shiroyama, o último reduto dos eternos guerreiros da cultura nipónica.

Mais episódios AQUI.

Continuar a ler

Facebook

#UltrajeRadar

Ultraje #20