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Hoofmark: Os 5 álbuns favoritos de Nuno Ramos

Joel Costa

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«“O que é que fariam os Poison?” É uma pergunta que me passa muitas vezes pela cabeça quando me encontro numa encruzilhada artística.»

Hoofmark é um projecto de estúdio de Nuno Ramos, onde o mesmo explora uma sonoridade fortemente influenciada por black metal e country. Fica a conhecer os cinco álbuns favoritos do músico.

TOWNES VAN ZANDT “Our Mother The Mountain” [1969]
«Para Hoofmark, Townes é uma espécie de dieta milagrosa ou aparelho de fitness revolucionário (se estes existissem mesmo, isto é…). Daqueles que, para provar a sua eficácia, usam fotos de “antes” e “depois”, onde no “antes” a pessoa é uma amálgama de partes meio desproporcionadas ou monstruosas (e não de uma forma fixe e punk…) e no “depois” ela já tem as coisas mais no sítio. Por ser essencialmente terreno, o country é para mim mais severo, mesmo deprimente e violento, do que qualquer black metal. Para Hoofmark, Townes é o expoente máximo disso – e este disco em especial o exemplo mais evidente dessa qualidade.»

DAVID ALLAN COE “Requiem For A Harlequin” [1973]
«”Requiem For A Harlequin” foi dos discos que me permitiu ficar mais à vontade para nunca recear experimentar ou, no limite, baloiçar livremente entre o metal (o género nuclear de Hoofmark) e qualquer outro que fosse o género que me levantasse o espírito ou que sentisse fazer sentido gravar. É uma das principais razões pelas quais tenho uma demo fundamentalmente old-metal e depois um single blues/country; é uma das principais razões pelas quais o meu novo single é alt-country e o primeiro LP fundamentalmente old-metal outra vez. O tipo nunca mais fez um disco como este (spoken word, ultra confessório, 100% freestyle). Acho que ninguém fez. Boa sorte em encontrar uma cópia do vinil!»

TORMENTOR “The 7th Day Of The Doom” [1987]
«Aqui era esta ou a segunda demo de ‘86 dos Mefisto. Contas feitas, a dos Tormentor tem mais a ver comigo e com Hoofmark. Se a primeira vaga de black metal fosse uma praia e eu fosse um surfista, não haveria outras ondas que preferisse navegar. Berraria black metal por cima de composições com fortes características NWOBHM sob efeito de speeds e untadas com um exotismo que apenas a música dita extrema saída de países com antigos regimes comunistas costuma ter. Eu não mereço! Além disso, foram bandas como Tormentor, Mefisto (e a minha próxima seleção) que me ensinaram ser possível fazer temas de black metal “à antiga” com carradas de minutos que parecem passar num instantinho de tão bons e soltinhos que são.»

POISON “Into The Abyss” [1993]
«“O que é que fariam os Poison?” É uma pergunta que me passa muitas vezes pela cabeça quando me encontro numa encruzilhada artística. Em 1984 lançaram aquela que é quanto a mim uma das demos mais originais de toda a história da música pesada (e aqui incluo sem pestanejar o noise, o punk e tudo aquilo que bem entenderem como sendo barulhento). Três anos depois consolidaram o conhecimento com a demo “Into The Abyss”, que seria lançada com um som mais arrumado numa versão LP em 1993 pela Midian Creations. A carreira dos Poison foi travada por uma série de infortúnios mas a minha vassalagem perdurará nas eternidades. É assim que eu mais gosto do meu metal: solto, orgânico, simples!»

DARKTHRONE “Panzerfaust” [1995]
«A vantagem do “Panzerfaust” é que citá-lo como influência implica trazer para a conversa toda uma série de outras bandas e projetos importantes. Primeiro, os Darkthrone. Aqueles Darkthrone sem os quais viajar por algumas das paisagens mais sublimes e desesperantes ao alcance da nossa imaginação seria muitíssimo mais difícil. Aqueles Darkthrone cujo trabalho de bastidores, por mérito do seu enciclopedismo contagiante, tem permitido a muitíssimas mais pessoas conhecer outras franjas obscuras do metal. Mas este disco obriga ainda à menção honrosa de Burzum, Motörhead, Hellhammer, Celtic Frost, talvez até Mayhem. Enfim, punk e metal de mãos dadas e garras à mostra. Como deve ser.»

Abaixo poderás ouvir o single “Chunks”, de Hoofmark.

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Fernando Ribeiro: «Gostaria de reassistir ao concerto dos Black Sabbath.»

Joel Costa

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Os Moonspell lançam hoje “Lisboa Under The Spell”, uma edição limitada que contém 1 DVD, 1 Blu-Ray e 3 CD’s ao vivo, onde a banda interpreta os discos “Wolfheart”, “Irreligious” e “Extinct” ao vivo e na íntegra, oferecendo assim mais de três horas de espectáculo.

A Ultraje falou com o vocalista Fernando Ribeiro a respeito deste novo lançamento e quis saber qual seria o concerto que o músico gostaria de voltar a assistir se pudesse regressar a um ponto do passado. Fernando Ribeiro relembra o ano de 1998, quando viu a formação original dos Black Sabbath a actuar no festival Graspop, na Bélgica:

«Vi, juntamente com os Dimmu Borgir, a reunião dos Black Sabbath. Tocaram no Graspop e foi dos poucos concertos que deram com os quatro [membros] originais. Eles não admitiam músicos no palco e nós também queríamos ver cá de fora. Estávamos assim praticamente todos juntos, as bandas todas, e fomos ver de uma grua, a partir do backstage, mas víamos super mal. Não era realmente o que nós imaginávamos pois éramos todos muito novos quando os Black Sabbath começaram a tocar e ninguém os tinha visto. [risos] Gostaria de reassistir a este concerto, sem dúvida, pois vi Black Sabbath outras vezes e não deixou de ser bom, mas não tinha aquela componente histórica de ter os quatro elementos [originais].»

“Lisboa Under the Spell” contém ainda um documentário realizado por Victor Castro (Moonspell, Black Mamba, Richie Campbell) – que assina também a direção do DVD – sobre as semanas que antecederam a subida ao palco. Destaque também para a edição em triplo LP do concerto ao vivo que conta com participações especiais como a da cantora Mariangela DeMurtas e Carolina Torres.

A entrevista poderá ser lida na íntegra na edição de Outubro/Novembro da revista Ultraje, disponível a partir do dia 1 de Outubro.

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Vagos Metal Fest: Resumo da conferência de imprensa

Diogo Ferreira

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A poucas horas de ter início mais uma edição do Vagos Metal Fest, foi realizada uma conferência de imprensa onde Luís Salgado, responsável pela organização, partilhou algumas informações dignas de nota junto dos presentes. Agora com mais opções de lazer e com a existência de dois palcos, o promotor fala em mais volume de trabalho, apontando como aspecto positivo o facto de não haver paragens nas actuações. Foi também comentada a consciência ecológica não só por parte da organização mas também dos festivaleiros, que têm no VMF um festival transgeracional que acolhe pessoas de todas as faixas etárias.

Luís Salgado, que conta ter em 2018 o ano com mais sucesso do festival, avançou que o dia 10 – que recebe nomes como Cradle Of Filth, Moonspell e Ratos de Porão – está próximo de esgotar, com o dia seguinte – onde sobem ao palco bandas como Kamelot ou Enslaved – a estar igualmente próximo disso.

O Vagos Metal Fest decorre entre os dias 9 e 12 de Agosto. Hoje sobem ao palco nomes como Orphaned Land, Dust Bolt e Analepsy.

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Milhões de Festa: Os 3 nomes que não vais querer perder!

Joel Costa

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Depois de dez edições, o Milhões de Festa afasta-se do período tradicional dos festivais de Verão portugueses e escolhe o mês de Setembro para reinventar-se. A Ultraje destaca três nomes do cartaz da edição de 2018 que não vais querer perder:

1. ELECTRIC WIZARD

Estabelecidos em 1993, os doomsters britânicos Electric Wizard têm em “Wizard Bloody Wizard” o seu mais recente trabalho de estúdio. Apontados pelos fãs como os sucessores óbvios dos Black Sabbath, os Electric Wizard passaram por diferentes encarnações ao longo da sua carreira, com esta nova proposta a marcar uma nova era do colectivo.

2. CIRCLE

A veia experimental dos finlandeses Circle exigiu que se tornassem senhores de uma enorme discografia. Explorando sonoridades que vão do jazz ao metal, passando pelos ambientes mais psicadélicos, os Circle mostram desde logo que são capazes de derrubar qualquer barreira que encontrem pelo seu caminho. São mais de 50 os discos editados, justificando o selo de banda de culto que trazem consigo.

3. SCÚRU FITCHÁDU

(Fotografia: António Marinho)

«Scúru Fitchádu representa outra África, eu sou outra África.» Foi assim que o produtor Sette Sujidade descreveu o seu projecto à Ultraje, aquando da passagem da banda pela cidade de Aveiro. Os Scúru Fitchádu levam até ao Milhões a sua mistura de funaná cabo-verdiano, punk, metal e noise.

Os passes gerais do festival (que decorre em Barcelos entre os dias 6 e 9 de Setembro) têm um preço de €60 euros, enquanto que os bilhetes diários saem a €20. O primeiro dia será de acesso livre. Mais informações em www.milhoesdefesta.com

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