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Ill Niño: prontos para a loucura?

Joel Costa

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Certo: foram os senhores Enrique Iglesias e Ricky Martin que popularizaram a música latina; isto para 99% da população. Aquele orgulhoso 1% que a comunidade metal representa diria que a popularidade da música latina no velho continente chegou pelas mãos dos norte-americanos Ill Niño. Seremos mesmo só 1%? Não faço ideia, inventei agora.

Voltando ao que interessa, sendo o nu-metal um dos géneros de música mais odiados ou não, a verdade é que contribuiu imenso para fazer com que o metal recuperasse a popularidade que perdeu com o aparecimento do grunge, e os Ill Niño, não sendo a banda que mais se destacou dentro do género, deixaram sem dúvida alguma uma marca, marca essa que será celebrada com a vinda da banda a Portugal, onde a mesma irá apresentar-se em duas datas distintas para assinalar os 15 anos do lançamento de “Revolution Revolución”, álbum que será tocado na íntegra.

Apesar do nome, “Revolution Revolución” não foi um álbum revolucionário, contudo apresentava as doses certas de fúria e revolta para ser bem recebido pelo público mais jovem, onde eu estava inserido.

O vocalista Cristian Machado tornou-se um modelo para essa geração, e o guitarrista Marc Rizzo, apesar de nessa altura ainda estar longe de ver o seu valor reconhecido (eventualmente juntar-se-ia aos Soulfly, chegando assim a um novo nível), já dava provas daquilo que tinha para oferecer como criativo nas seis cordas.

Arrisco no entanto dizer que o valor dos Ill Niño e a contribuição que deram à cena metal internacional não será posto em causa. Não nestas duas noites. Assim que os primeiros acordes de “God Save Us” inundarem o RCA Club em Lisboa e o Hard Club no Porto, tudo isso será esquecido e todos aqueles sentimentos que fomos enterrando ao longo dos anos nos confins do nosso ser virão à tona. A agressividade patente na música dos Ill Niño irá comandar a noite, mas não se preocupem: há imensos momentos melódicos e acústicos para recuperar a respiração; mas só por um bocadinho!

A banda liderada por Cristian Machado será acompanhada pelos húngaros Ektomorf, pelos australianos Xtortya, pelos norte-americanos Incite (banda do filho de Max Cavalera) e pelos nacionais The Royal Blasphemy. Os concertos terão lugar no RCA Club e no Hard Club, nos dias 19 e 20 de Abril, respectivamente. A lotação será limitada a 350 bilhetes, com um custo de 23€ (pré-venda) ou 25€ se for comprado no próprio dia.

Os bilhetes para a data na capital encontram-se disponíveis para venda na Carbono, Glam-O-Rama, Abep e RCA Club, enquanto que para o concerto na cidade invicta poderão deslocar-se à Bunker Store, Piranha e ao Hard Club.

Prontos para a loucura?

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Dead (1969-1991): a morte faz 50 anos

Diogo Ferreira

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Consideramos com facilidade que o berço do black metal é a Noruega com todas as suas importantes bandas: Mayhem, Burzum, Immortal, Darkthrone, Satyricon, Gorgoroth… Mas há uma realidade da qual nos esquecemos ingenuamente: 1) Quorthon e os seus Bathory eram suecos, reinando na cena extrema nórdica anos antes das bandas atrás mencionadas; 2) Dead, que foi vocalista dos Mayhem entre 1988 e 1991 e que se tornara no mais infame frontman da época, era sueco. Posto isto, as bases do black metal têm, e muito, de sangue sueco… E de sangue percebia Dead.

Per Yngve Ohlin, mais conhecido por Dead, nasce a 16 de Janeiro de 1969 em Estocolmo, Suécia. Faria hoje 50 anos.

Depois de uma infância conturbada, especialmente por causa de problemas de saúde e alegado bullying, Per, tantas vezes chamado de Pelle, iniciaria a sua vida artística ainda na adolescência ao ajudar a fundar os Scapegoat e depois os Morbid em 1987, banda em que grava as três primeiras demos já como Dead, alcunha que escolhe para relembrar a sua experiência de quase-morte. No ano seguinte ingressava nos noruegueses Mayhem depois de ter entrado em contacto com o baixista Necrobutcher. Na encomenda que enviou para a Noruega, relata-se que constava uma cassete, uma carta com as suas ideias e um animal morto.

Por obra do destino, Dead chega aos Mayhem logo após “Deathcrush” (1987) e bem antes de “De Mysteriis Dom Sathanas” (1994), mas isso não lhe retira importância na banda numa altura em que o primeiro disco, o tal de 1994, já andava a ser composto. A voz e performance de Dead eterniza-se no icónico “Live in Leipzig” de 1993, álbum ao vivo lançado após a sua morte em 1991.

A 8 de Abril de 1991, Dead suicida-se. Corta os pulsos e a garganta e dá um tiro na cabeça. Deprimido por natureza, Dead possuía ainda um sentido de humor nato ao deixar a nota “desculpem o sangue”, bem como outros pensamentos e a letra de “Life Eternal” que seria incluída em “De Mysteriis Dom Sathanas”. Euronymous (1968-1993), ao encontrar o corpo do amigo e colega, decide então fotografá-lo, dando origem à capa de “The Dawn of the Black Hearts – Live in Sarpsborg, Norway 28/2, 1990”. Esta mórbida decisão levara o baixista Necrobutcher a abandonar os Mayhem e a não participar na formação histórica de “De Mysteriis Dom Sathanas”, retornando  ao grupo só depois deste lançamento. A voz ficava ao cargo do húngaro Attila Csihar.

Quase 30 anos depois de acontecimentos como o suicídio de Dead, o homicídio de Euronymous, a prisão de Varg Vikernes e as igrejas incendiadas, o livro “Lords Of Chaos”, de Michael Moynihan (Blood Axis), lançado em 1998, é a base para o filme com o mesmo título realizado por Jonas Åkerlund (primeiro baterista de Bathory), película em que se contam episódios importantes daqueles poucos, mas intensos, anos vividos no seio do black metal norueguês. Apresentado no Sundance Film Festival em 2018, o filme deverá chegar a mais público durante este ano de 2019.

 

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[Exclusivo] Mastodon: “Sempre que voamos para o outro lado do Atlântico, Portugal tem de estar na lista”, diz Troy Sanders

Diogo Ferreira

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Será a 17 de Fevereiro que os Mastodon passam por Portugal para um concerto em Lisboa e, em conversa com a Ultraje, o baixista/vocalista Troy Sanders só tem coisas boas a dizer sobre o nosso país: «Portugal é um país muito belo e os fãs são dos mais fiéis que temos.» Todavia, a grande revelação do excerto que aqui partilhamos viria a seguir: «Deixa-me pôr isto de forma mais clara – demos a indicação específica ao nosso agente para não confirmar a digressão enquanto Portugal não estivesse confirmado. Sempre que voamos para o outro lado do Atlântico, Portugal tem de estar na lista. Ficámos bastante aliviados quando o nosso agente nos deu a confirmação do concerto em Lisboa, pois esta parte da digressão só aconteceu porque respeitaram a nossa exigência de tocarmos em Portugal, baseámos a digressão em redor de tocarmos aí. Estamos bastante ansiosos por chegar a Lisboa, pois não só o país é muito bonito, como as pessoas são fantásticas.»

Ao lado dos Mastodon actuarão os Kvelertak e os Mutoid Man. Os bilhetes podem ser adquiridos AQUI.

 

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Ghost – Capítulo VI: A Visita

Diogo Ferreira

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Foto: Mikael Eriksson

Numa clara alusão à digressão europeia que se avizinha, Sister Imperator está recuperada do seu acidente e recebe a vista de Cardinal Copia que, com Papa Nihil, sai do hospital rumo a um destino desconhecido. Um desses destinos, que Cardinal Copia não tem conhecimento, passará pelo Estádio do Restelo (Lisboa) onde Ghost, Metallica e Bokassa têm encontro marcado com o público português a 1 de Maio.

O álbum mais recente da banda liderada por Tobias Forge intitula-se “Prequelle” e foi lançado em Junho de 2018 pela Spinefarm Records.

 

 

 

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