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Immortal: Tudo por Blashyrkh! (c/ Demonaz)

Diogo Ferreira

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«Sempre estive virado para o lado negro da música. Heavy metal, thrash metal, e depois emergiram bandas de black e death metal do underground », relata Demonaz, vocalista e guitarrista dos Immortal que se preparam para lançar o novo álbum “Northern Chaos Gods” em Julho.

Em 1990, Demonaz tinha «um nome e uma visão»: era Immortal. Adorava os primeiros álbuns de Celtic Frost, Venom e Bathory, e foram precisamente essas bandas que, segundo recorda, o inspiraram a criar música fria e negra. O primeiro álbum dos noruegueses foi “Diabolical Fullmoon Mysticism” e remonta ao ano de 1992.

Contudo, a vontade de criar uma banda não surgiu só do fascínio musical, mas também do ambiente que circundava Demonaz: «O Inverno frio, os bosques negros, as montanhas poderosas e os glaciares. Queria algo único para ligar letras e música.» E é aqui que se descobre o esplendor conceptual de Immortal: «Criei Blashyrkh, que significa ‘o reino de toda a escuridão e frio’.» «O lado áspero, gelado e negro da natureza é uma inspiração sem fim», prossegue, «é intemporal, sem regras e vencedores no final», vendo ainda «orgulho, poder e grandeza numa perspectiva negra». Devotado às épocas iniciais do black metal, Demonaz recorda «as noites tardias na floresta enquanto abraçava a escuridão, respirava fogo e sentia obsessão pela Lua de Inverno»«era isso que mantinha o meu espírito vivo», romantiza o norueguês. Retornando às influências sonoras, o artista nórdico refere “Under The Sign Of The Black Mark” e “Blood Fire Death”, ambos discos de Bathory, como «grandes inspirações», afirmando ainda que «Quorthon continua a ser um mestre do riff».

Habituámo-nos a olhar para Abbath como a figura de Immortal e num olhar geral não deixa de ser verdade – afinal era Abbath quem subia ao palco para cantar, tocar e surpreender com o seu crabwalk. Mas o cérebro era e é Demonaz. «Em 1997 foi-me diagnosticada uma tendinite no meu braço esquerdo, o que me impossibilitou de tocar ao vivo, mas nunca deixei de tocar ou compor», sublinha o músico. Foi em 2014 que iniciou a recuperação de uma cirurgia e começou a criar as primeiras malhas para “Northern Chaos Gods” em 2015. «Foi um alívio poder focar-me na música novamente e entrar em estúdio para gravar as guitarras e também para cantar as minhas próprias letras.»

«Nunca comprometeria a minha visão original de encaminhar os fãs pelo gelado domínio de Blashyrkh ao lado de música sombria, fria, negra e intemporal – não importa qual fosse a razão», termina.

“Northern Chaos Gods” sai a 6 de Julho pela Nuclear Blast e as pré-encomendas já podem ser feitas AQUI.

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Sabaton History Channel, ep. 15: o Barão Vermelho

Diogo Ferreira

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No novo episódio do Sabaton History Channel, Joakim Brodén e Indy Neidell escolhem falar do tema “The Red Baron” que pertence ao próximo álbum “The Great War”, a ser lançado a 19 de Julho pela Nuclear Blast.

O Barão Vermelho é um do ícones heróicos da I Guerra Mundial que, simultaneamente, engloba a mecanização e a romantização da guerra moderna com as suas habilidades e heroísmo. Manfred von Richthofen é o nome verdadeiro do piloto que é, então, recordado em mais um episódio do Sabaton History Channel.

Mais episódios AQUI.

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Jinjer ao vivo no Resurrection 2018 (c/ vídeo)

Diogo Ferreira

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Foto: Veronika Gusieva

Abaixo podes assistir à prestação dos Jinjer no Resurrection de 2018. Recentemente disponibilizado pelo próprio festival, este vídeo servirá para aguçar a vontade que os fãs desta banda têm para os ver no Vagos Metal Fest deste ano. Nos quase 40 minutos de concerto, os Jinjer executaram temas como “Words Of Wisdom”, “I Speak Astronomy”, “Pisces” ou “Captain Clock”.

O EP “Micro”, lançado em Janeiro de 2019 pela Napalm Records, é o registo mais recente dos ucranianos que, como referido, actuarão no Vagos Metal Fest, evento que se realiza entre 8 e 11 de Agosto. Stratovarius, Six Feet Under, Satyricon, Candlemass, Death Angel, Watain e Alestorm são alguns dos nomes do cartaz.

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[Reportagem] Bad Religion + Mad Caddies + Less Than Jake (15.05.2019 – Lisboa)

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Bad Religion (Foto: Solange Bonifácio)

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Bad Religion + Mad Caddies + Less Than Jake
15.05.2019 – Lisboa

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Após quase 20 anos de terem dado o seu único concerto em Portugal – no festival de Paredes de Coura -, os Bad Religion voltaram finalmente a Portugal. A Sala Tejo da Altice Arena marcou a estreia desta banda lendária em Lisboa, tendo Mad Caddies e Less Than Jake (LTJ) como suporte. 

Os LTJ foram a primeira banda a subir ao palco. É inevitável não associar o nome desta banda à Vans Warped Tour, em que se inserem com uma das bandas-ícone que deste evento itinerante fizeram parte. Durante mais de 20 anos, esse festival atravessou os EUA e Canadá – chegando a passar por Portugal em 1999 – e foi palco não só para bandas consideradas hoje em dia como marcos na história do punk rock, como um local onde se deu a conhecer diversos talentos entre outros subgéneros musicais.
Com mais de 25 anos de carreira, os LTJ são conhecidos pelos seus hinos musicais e pelo bom ambiente que proporcionam em concerto. Antes de tocarem “All My Best Friends Are Metalheads”, convidaram para subir ao palco dois jovens metaleiros que se encontravam no público, sendo constante a interacção entre a banda e a plateia durante todo o concerto. Inclusive, voaram bananas do palco para o público e foram disparados rolos de papel higiénico em modo de canhões de confetis. Tudo isto veio consolidar o ambiente festivo que começava a surgir ainda em início da noite. 

De seguida, os Mad Caddies começaram a tocar para uma multidão que continuava em ambiente de festa. A banda já passou por Portugal diversas vezes e é provavelmente das mais acarinhadas pelo público português dentro do estilo musical que tocam, que vai desde o punk ao ska e até ao reggae. São conhecidos pela boa energia em palco, e o concerto resumiu-se a uma explosão contínua de bom ambiente festivo. 

Após os Mad Caddies terem terminado, os cânticos continuaram até finalmente os headliners desta noite subirem ao palco, onde encontraram um publico eufórico. Além de uma das maiores referências dentro do seu estilo musical, os Bad Religion representam a mais pura essência do punk rock, tanto a nível lírico como instrumental. As letras das suas músicas são conhecidas por aludirem a temas sociais e por abordarem a sua ideologia pelo uso de metáforas. Têm um catálogo discográfico extenso e uma série de músicas que se tornaram grandes sucessos, em que tocados ao vivo não deram qualquer descanso ao público presente e foram constantes as sing-alongs de uma multidão ainda em festa. A banda californiana trouxe consigo o seu mais recente disco “Age Of Unreason”, saído a 3 de Maio e produzido por Carlos de la Garza, embora também tenham revistado parte do seu repertório e clássicos. Havendo ainda espaço de tempo para um encore com os temas “Sorrow”, “You” e “American Jesus”, a Sala Tejo da Altice Arena esteve de casa cheia, com um público entusiasta e em celebração por finalmente receber a banda em Lisboa pela mão da Hell Xis. Esta noite só veio recordar aos presentes que os Bad Religion são uma das maiores instituições do punk rock mundial.

Texto e fotos: Solange Bonifácio

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