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[Reportagem] Iron Maiden (13.07.2018 – Lisboa)

Diogo Ferreira

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Iron Maiden
13.07.2018 – Altice Arena, Lisboa

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Com a Altice Arena já completamente cheia (cerca de 18.000 pessoas) após actuações de The Raven Age e Tremonti, começou a soar “Doctor Doctor” (UFO) a um volume sonoro mais alto que o normal se de música de fundo estivermos a falar – era o sinal de que iria dar-se início às celebrações do Legado da Besta. Dito e feito – dentro de breves momentos estávamos a ouvir o emblemático discurso de Winston Churchill para, seguidamente, os gigantes Iron Maiden defenderem Lisboa com os Spitfires de “Aces High” em que até tivemos direito uma réplica insuflável do icónico caça aéreo. Com “Where Eagles Dare” e a famosa “2 Minutes to Midnight” prosseguiu-se a temática bélica que, por mais evidente que estivesse a ser, Bruce Dickinson prostrou-se a explicar o que realmente se estava a passar no único discurso que antecedeu “The Clansman”, assinalando que não nos devemos render à opressão e relembrando os ases aéreos ingleses que, ao serviço da RAF, combateram o nazismo para fazer ponte a um outro confronto secular que opôs os clãs escoceses à coroa inglesa. Gritou-se “FREEDOM!” por toda a Altice Arena, mas esta “The Clansman” provou que as estrelas também são humanas e, que por mais estudado que esteja um espectáculo, as coisas podem correr mal: Dickinson vai buscar uma espada, o adereço está demasiado enrolado num pano e o vocalista olvida completamente parte da segunda estrofe da música – mas tudo continuou como se nada fosse. O balancear da espada deu lugar à bandeira do Reino Unido com “The Trooper”. Para encerrar este capítulo de guerra, entra em cena um soldado Eddie com as históricas fardas de casaco vermelho que, entre alguma comédia típica de Bruce Dickinson, guerreia com o vocalista. Houve ainda tempo para se desfraldar uma bandeira portuguesa em palco.

A guerra deu lugar à religião com “Revelations”, a menos bem-recebida, mas sempre excelente, “For the Greater Good of God”, o ritualismo neopagão de “The Wicker Man”, que recordou o adorado regresso de Dickinson e Smith aos Iron Maiden na altura do álbum “Brave New World”, e à Inquisição relatada em “Sign of the Cross”. A celebração do legado prosseguiu para temáticas mitológicas com “Flight of Icarus” enquanto aquelas 18.000 almas estavam a ser observadas por um Ícaro insuflável, seguindo-se o folclore nocturno de “Fear of the Dark”, que se revelou um dos momentos mais altos da noite como não podia deixar de ser sempre que este êxito ecoa. E se era em relação à noite e ao medo que se estava a orientar o espectáculo, nada melhor do que se continuar com a esperada “The Number of the Beast” e a homónima “Iron Maiden”, que fecharam assim o grosso do concerto. Para o encore estavam destinadas “The Evil That Men Do”, a épica “Hallowed Be Thy Name”, que descreve o caminho percorrido no corredor da morte, e a energética finalizadora “Run to the Hills”.

Num desfile constituído por 16 clássicos, os Iron Maiden não demonstram qualquer fragilidade etária. Bruce Dickinson, que está numa excelente forma física, nem aparenta ter lutado contra um cancro recentemente, Steve Harris, sempre a ostentar cores alusivas ao West Ham neste ou naquele adereço, continua a usar o seu baixo como uma caçadeira visual e sónica, Nicko McBrain, do alto dos seus 66 anos, continua exímio na arte de conjugar tambores e címbalos, Dave Murray ainda é rei e senhor a destilar solos frenéticos, Adrian Smith representa a coesão artística que passa do estúdio para o palco e Janick Gers nunca descura o exercício do improviso nas suas leiais seis cordas electrificadas. Tudo isto suportado por um cenário alterado a cada tema executado através de uma máquina oleada que poucas bandas no seio heavy metal se dão ao luxo de oferecer a fãs tão fiéis como são os de Iron Maiden.

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Vagos Metal Fest: Resumo da conferência de imprensa

Diogo Ferreira

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A poucas horas de ter início mais uma edição do Vagos Metal Fest, foi realizada uma conferência de imprensa onde Luís Salgado, responsável pela organização, partilhou algumas informações dignas de nota junto dos presentes. Agora com mais opções de lazer e com a existência de dois palcos, o promotor fala em mais volume de trabalho, apontando como aspecto positivo o facto de não haver paragens nas actuações. Foi também comentada a consciência ecológica não só por parte da organização mas também dos festivaleiros, que têm no VMF um festival transgeracional que acolhe pessoas de todas as faixas etárias.

Luís Salgado, que conta ter em 2018 o ano com mais sucesso do festival, avançou que o dia 10 – que recebe nomes como Cradle Of Filth, Moonspell e Ratos de Porão – está próximo de esgotar, com o dia seguinte – onde sobem ao palco bandas como Kamelot ou Enslaved – a estar igualmente próximo disso.

O Vagos Metal Fest decorre entre os dias 9 e 12 de Agosto. Hoje sobem ao palco nomes como Orphaned Land, Dust Bolt e Analepsy.

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Milhões de Festa: Os 3 nomes que não vais querer perder!

Joel Costa

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Depois de dez edições, o Milhões de Festa afasta-se do período tradicional dos festivais de Verão portugueses e escolhe o mês de Setembro para reinventar-se. A Ultraje destaca três nomes do cartaz da edição de 2018 que não vais querer perder:

1. ELECTRIC WIZARD

Estabelecidos em 1993, os doomsters britânicos Electric Wizard têm em “Wizard Bloody Wizard” o seu mais recente trabalho de estúdio. Apontados pelos fãs como os sucessores óbvios dos Black Sabbath, os Electric Wizard passaram por diferentes encarnações ao longo da sua carreira, com esta nova proposta a marcar uma nova era do colectivo.

2. CIRCLE

A veia experimental dos finlandeses Circle exigiu que se tornassem senhores de uma enorme discografia. Explorando sonoridades que vão do jazz ao metal, passando pelos ambientes mais psicadélicos, os Circle mostram desde logo que são capazes de derrubar qualquer barreira que encontrem pelo seu caminho. São mais de 50 os discos editados, justificando o selo de banda de culto que trazem consigo.

3. SCÚRU FITCHÁDU

(Fotografia: António Marinho)

«Scúru Fitchádu representa outra África, eu sou outra África.» Foi assim que o produtor Sette Sujidade descreveu o seu projecto à Ultraje, aquando da passagem da banda pela cidade de Aveiro. Os Scúru Fitchádu levam até ao Milhões a sua mistura de funaná cabo-verdiano, punk, metal e noise.

Os passes gerais do festival (que decorre em Barcelos entre os dias 6 e 9 de Setembro) têm um preço de €60 euros, enquanto que os bilhetes diários saem a €20. O primeiro dia será de acesso livre. Mais informações em www.milhoesdefesta.com

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Ultraje #17 já disponível!

Joel Costa

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O número 17 da Ultraje, correspondente aos meses de Agosto e Setembro de 2018, está disponível gratuitamente nos formatos físico e digital!

EDIÇÃO EM PAPEL

Recebe o número 17 e as próximas cinco edições da Ultraje na tua morada através da subscrição do Six-Pack: https://shop.ultraje.pt/ultraje-six-pack

O Six-Pack tem um custo de € 10,00 que corresponde ao valor dos portes de envio de seis edições da Ultraje.

Em alternativa podes levantar este número da Ultraje gratuitamente nos seguintes pontos:

LISBOA | Glamorama Rockshop | Clockwork Store | Unkind | Carbono Amadora | Hail Rock Club
PORTO | Bunker Store | Piranha | Red Ram Tattoo Co (Felgueiras)
AVEIRO | Vagos Metal Fest | Lovecraft Beershop | Ultraje (Ovar)
VILA REAL | Blind & Lost Studios
OUTROS | Rastilho Records | Mosher Clothing

EDIÇÃO DIGITAL

Ler/Download [27 MB]: http://ultraje.pt/digital/ultraje17.pdf
Ler no Issuu: https://issuu.com/ultrajept/docs/ultraje17_issuu

Nas próximas páginas encontrarás algumas das novidades musicais que marcam este Verão, como o novo álbum dos Sinsaenum. Este supergrupo, que tem nas suas fileiras músicos como Joey Jordison (Slipknot) e Frédéric Leclercq (DragonForce), tem em “Repulsion for Humanity” uma nova fornada de um death metal que combina o melhor do estilo old-school com o que de mais notável se tem feito em tempos recentes.

Na estrada a promover “Firepower”, os britânicos Judas Priest estiveram em Portugal juntamente com o lendário Ozzy Osbourne, mas foi em Madrid (Espanha) que nos sentámos com o baixista e fundador Ian Hill para dissecar o disco editado em Março e que deixa a banda comandada por Rob Halford mais perto da marca dos 20 lançamentos.

Numa edição em que ‘estatuto’ é a palavra de ordem, a instituição de black metal que é Immortal está de volta aos discos com “Northern Chaos Gods”, o primeiro desde 2009 e o primeiro também sem Abbath na voz. Demonaz resume os problemas que marcaram a banda nos últimos anos e fala-nos do processo desta nova proposta do agora duo norueguês.

Isto e muito mais para descobrir na edição de Agosto/Setembro da Ultraje. Estaremos de volta em Outubro com mais novidades!

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