Iron Monkey “9-13″ [Nota: 7.5/10] | Ultraje – Metal & Rock Online
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Iron Monkey “9-13″ [Nota: 7.5/10]

ironmonkey913cdEditora: Relapse Records
Data de lançamento: 20 Outubro 2017
Género: sludge metal

O cruzamento entre stoner e doom é algo já mais do que conhecido, mas os Iron Monkey não entram nessa onda e cruzam o seu stoner com hardcore. A mistura é algo explosiva e está bem patente nesta nova proposta que nos apresentam.

Renascidos das cinzas onde a banda tinha ficado em 1999, mas agora em formato trio com dois elementos da formação inicial, Jim Rushby e Steve Watson respectivamente, os Iron Monkey mantêm a sua sonoridade irreverente onde o doom, o sludge e o hardcore se cruzam por vezes e se misturam por outras.

O álbum abre com o tema “Crown Of Electrodes”, o que não se pode definir como uma entrada de pé direito. Com algumas quebras de continuidade, e com a responsabilidade de abrir a porta aos restantes temas, esta música ressente-se e, felizmente, o que prognostica não se revela.

Só após “OmegaMangler”, uma faixa muito centrada na repetição e que leva algum tempo a interiorizar, é que começamos verdadeiramente a encontrar a essência deste trabalho. O tema-título dá o mote com a repetição que caracteriza um pouco todo o trabalho a ser mais bem explorada e os riffs melhor construídos.

Os temas que se seguem, “Toadcrucifier – R.I.P.PER”, “Destroyer” e “Mortarhex”, com a sua sonoridade híbrida sludge/hardcore, enfatizada pela voz rouca, gritada, e, por vezes, algo alucinada que caracteriza todos os temas, são basicamente os mais intensos do conjunto e mostram-nos do que estes britânicos são capazes. “The Rope”, numa toada sludge à força toda, quebra o ímpeto ao ser mais lento e arrastado do que uma lesma às portas da morte. “Doomsday Impulse Multiplier” mostra-nos que o bom stoner também tem aqui espaço e “Moreland St. Hammervortex” fecha com alguma classe ao fazer um bom resumo do conjunto misturando todos os estilos presentes neste lote de nove composições.

“9-13” é um álbum que carrega muito na repetição, custa a entrar de início, mas que, como é normal no stoner e no sludge, se vai entranhando com cada audição. Embora sólido no seu conjunto, e reflectindo a experiência dos elementos da banda, “9-13” acaba por não se destacar do que actualmente se vai fazendo pelo mundo nestas ondas sonoras.

 

7.5/10
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