[Entrevista] It Was The Elf: cheers from the mountains! | Ultraje – Metal & Rock Online
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[Entrevista] It Was The Elf: cheers from the mountains!

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Dividem a maior parte do tempo entre a música e a tasca do Manel em Gouveia, de onde são naturais. Os It Was The Elf são donos de uma sonoridade que para uns soa a stoner e para outros ecoa a psicadelismo concentrado em fuzz e distorção.

São das bandas nacionais mais aguardadas para o festival Sonic Blast, a decorrer nos dias 11 e 12 de Agosto em Moledo, mas antes revelaram à Ultraje o que a serra tem de mais inspirador.

Os It Was The Elf são Diogo Ferreira na voz, Edgar Ferrão e Vasco Bicker nas guitarras, Israel Félix na bateria e Emanuel Mareco no baixo. Embora com algumas alterações desde a formação inicial, a banda diz ter surgido «no sentido de combater a monotonia que existe por terras altas e frias».

Contam já com um EP, gravado em 2013, mas foi com “Fire Green”, lançado o ano passado, que chegaram a mais público. Ou não tivessem eles dado cabo do merchandising em três tempos: «Vendemos 100 t-shirts e 150 LPs em menos de um ano, desde que lançámos o “Fire Green” em Março de 2016. Não são números assim tão elevados, mas neste circuito é realmente um bom indicador de que os concertos têm vindo a ser bem recebidos. O pessoal que compra não só nos ajuda financeiramente, como acabam por levar uma recordação dessa noite também.»

Em apenas dois dias, os It Was The Elf gravaram o álbum na íntegra no Villa L´Dourado Resort, em Viseu. O processo de composição tem essencialmente como base as jams no alto da montanha, e quando questionados sobre “Fire Green”, a resposta opôs-se ironicamente à escuridão que se assistia no incêndio de Pedrógão Grande, aquando da nossa entrevista: «“Fire Green” é o verde que nasceu do fogo e das cinzas, batendo na ideia de que não se consegue destruir nem montanha nem natureza. Criamos uma história com conceitos fictícios e acontecimentos reais que acabam por gerar um álbum conceptual.»

Não restam dúvidas quanto à influência que os ares da montanha têm sobre a banda: «Já pensámos em agarrar no material, gerador, uma malta e irmos serra acima! Passamos lá a maior parte do nosso tempo e acaba por ser um refúgio a tudo negativo que se passa a uma altitude mais baixa.»

Os It Was The Elf têm consciência das várias dificuldades a que uma banda está sujeita em Portugal, e nem as viagens mais distantes ou os cachets curtos os intimidam: «O que não tem preço é a música em si, os gigs, as novas conquistas e as amizades que vais fazendo de norte a sul, por isso já vale bem a pena.»

Resta-nos esperar pelo próximo trabalho discográfico da banda, e ao que parece com pré-produção prevista ainda este mês: «O álbum contará com nove músicas que neste momento já estão praticamente definidas, e para quem tiver a oportunidade de estar no Sonic poderá ouvir a “Nature´s Son”, a primeira malha do nosso próximo trabalho.»

Os It Was The Elf actuam no dia 11 de agosto pelas 15h20 no Palco Piscina do festival Sonic Blast em Moledo, e prometem brindar-nos com «mountain rock, headbang, nasty burps e booze». Sim, nasty burps! Na dúvida, perguntem-lhes!

 

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