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[Reportagem] King Dude (Porto, 01.06.2018)

Diogo Ferreira

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Foto: João Correia

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King Dude
01.06.2018 – Hard Club, Porto

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Pela quinta vez em Portugal, King Dude iniciou mais uma peregrinação portuguesa no Porto (ainda havia Lisboa e Leiria), após já ter passeado pela Invicta em 2013 (no Passos Manuel) e 2015 (no saudoso Cave 45). Mais uma vez a solo, o norte-americano entrou em palco com ar afável para interpretar temas como “Deal With The Devil” e “Jesus In The Courtyard”, esta segunda que definiu de imediato quem eram os fãs recentes e os mais antigos. Seguiram-se interpretações de “Desolate Hour” e “Born In Blood” numa altura que se percebeu que King Dude está outra pessoa em palco. Já se tinha sentido em Beja (2017), mas quem viu King Dude há quatro ou cinco anos saberá que há diferenças: para além de estar mais à-vontade, também segue por incursões humorísticas, compreendendo assim que um músico pode ser bem mais do que apenas um cantor e guitarrista – pode e deve, em razoável e dotado peso e medida, ser um entertainer. King Dude é cada vez mais um Johnny Cash quando se encontra sozinho em palco. Ora, tal aconteceu com a engraçada estória da sua ida ao médico em que não conseguia recordar quanto álcool bebia por ano, encurtando para semanas e depois para dias. Resumindo: bebe meia garrafa de Jack Daniel’s por noite quando está em tour. O final de “Lucifer’s The Light Of The World” constituiu mais um momento de humor com uma espécie de alívio, do tipo ‘desta já me safei’, isto porque é uma canção obrigatória e querida pelos fãs de King Dude.

E porque não só estava bem-disposto como também alegre pelo whisky e cerveja que estava a beber (na última noitada tinha-se deitado às 5 da manhã), TJ, como toda a gente o trata, definiu New Jersey como um sítio de merda, mas que ao mesmo tempo o fazia lembrar de alguém com carinho – falava-se de Glenn Danzig e Bruce Springsteen, com especial foco para o segundo porque naquela sala estava a ouvir-se uma cover de “State Trooper”. «Posso ser um rei, mas boss só há um…», rematou.

Quem já viu King Dude a solo saberá que o homem sobe ao palco sem setlist definida e vai tocando o que sente que deve ser tocado ou o que se encontra na memória que o álcool ainda não apagou. Sem poder tocar músicas de “Sex”, por achar que ficam mal a solo, King Dude tocou “Vision In Black” e “Watching Over Your” a pedido do público, sem esquecer a intimista “Silver Crucifix”, esta surgindo já de sua própria vontade. Antes de ir ao piano, o cantautor anunciara ainda um novo álbum com o título “Music To Make War To” que, conhece-se agora, será lançado a 29 de Agosto pela Ván Records. Abriu assim o apetite dos presentes com duas novas canções que andam muito na linha de álbuns como “Songs Of Flesh & Blood” (2015).

“River Of Gold” voltou a pôr sorrisos nos lábios dos conhecedores natos e “Barbara Ann” marcou o momento em que TJ deixou de esperar pelas sugestões do público, ora porque só se pediam temas recentes – que já tinha dito não poder tocar –, ora porque eram sempre as mesmas pessoas a fazer sugestões. Mais uns goles de whisky e cerveja, mais uma piada aqui e outra ali fizeram caminho até à derradeira “Lord I’m Coming Home” numa noite que se avizinhava longa, até porque a pergunta de TJ é sempre esta: onde é a after-party?

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Texto: Diogo Ferreira
Fotos: João Correia
Agradecimentos: At The Rollercoaster

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Vagos Metal Fest: Resumo da conferência de imprensa

Diogo Ferreira

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A poucas horas de ter início mais uma edição do Vagos Metal Fest, foi realizada uma conferência de imprensa onde Luís Salgado, responsável pela organização, partilhou algumas informações dignas de nota junto dos presentes. Agora com mais opções de lazer e com a existência de dois palcos, o promotor fala em mais volume de trabalho, apontando como aspecto positivo o facto de não haver paragens nas actuações. Foi também comentada a consciência ecológica não só por parte da organização mas também dos festivaleiros, que têm no VMF um festival transgeracional que acolhe pessoas de todas as faixas etárias.

Luís Salgado, que conta ter em 2018 o ano com mais sucesso do festival, avançou que o dia 10 – que recebe nomes como Cradle Of Filth, Moonspell e Ratos de Porão – está próximo de esgotar, com o dia seguinte – onde sobem ao palco bandas como Kamelot ou Enslaved – a estar igualmente próximo disso.

O Vagos Metal Fest decorre entre os dias 9 e 12 de Agosto. Hoje sobem ao palco nomes como Orphaned Land, Dust Bolt e Analepsy.

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Milhões de Festa: Os 3 nomes que não vais querer perder!

Joel Costa

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Depois de dez edições, o Milhões de Festa afasta-se do período tradicional dos festivais de Verão portugueses e escolhe o mês de Setembro para reinventar-se. A Ultraje destaca três nomes do cartaz da edição de 2018 que não vais querer perder:

1. ELECTRIC WIZARD

Estabelecidos em 1993, os doomsters britânicos Electric Wizard têm em “Wizard Bloody Wizard” o seu mais recente trabalho de estúdio. Apontados pelos fãs como os sucessores óbvios dos Black Sabbath, os Electric Wizard passaram por diferentes encarnações ao longo da sua carreira, com esta nova proposta a marcar uma nova era do colectivo.

2. CIRCLE

A veia experimental dos finlandeses Circle exigiu que se tornassem senhores de uma enorme discografia. Explorando sonoridades que vão do jazz ao metal, passando pelos ambientes mais psicadélicos, os Circle mostram desde logo que são capazes de derrubar qualquer barreira que encontrem pelo seu caminho. São mais de 50 os discos editados, justificando o selo de banda de culto que trazem consigo.

3. SCÚRU FITCHÁDU

(Fotografia: António Marinho)

«Scúru Fitchádu representa outra África, eu sou outra África.» Foi assim que o produtor Sette Sujidade descreveu o seu projecto à Ultraje, aquando da passagem da banda pela cidade de Aveiro. Os Scúru Fitchádu levam até ao Milhões a sua mistura de funaná cabo-verdiano, punk, metal e noise.

Os passes gerais do festival (que decorre em Barcelos entre os dias 6 e 9 de Setembro) têm um preço de €60 euros, enquanto que os bilhetes diários saem a €20. O primeiro dia será de acesso livre. Mais informações em www.milhoesdefesta.com

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Ultraje #17 já disponível!

Joel Costa

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O número 17 da Ultraje, correspondente aos meses de Agosto e Setembro de 2018, está disponível gratuitamente nos formatos físico e digital!

EDIÇÃO EM PAPEL

Recebe o número 17 e as próximas cinco edições da Ultraje na tua morada através da subscrição do Six-Pack: https://shop.ultraje.pt/ultraje-six-pack

O Six-Pack tem um custo de € 10,00 que corresponde ao valor dos portes de envio de seis edições da Ultraje.

Em alternativa podes levantar este número da Ultraje gratuitamente nos seguintes pontos:

LISBOA | Glamorama Rockshop | Clockwork Store | Unkind | Carbono Amadora | Hail Rock Club
PORTO | Bunker Store | Piranha | Red Ram Tattoo Co (Felgueiras)
AVEIRO | Vagos Metal Fest | Lovecraft Beershop | Ultraje (Ovar)
VILA REAL | Blind & Lost Studios
OUTROS | Rastilho Records | Mosher Clothing

EDIÇÃO DIGITAL

Ler/Download [27 MB]: http://ultraje.pt/digital/ultraje17.pdf
Ler no Issuu: https://issuu.com/ultrajept/docs/ultraje17_issuu

Nas próximas páginas encontrarás algumas das novidades musicais que marcam este Verão, como o novo álbum dos Sinsaenum. Este supergrupo, que tem nas suas fileiras músicos como Joey Jordison (Slipknot) e Frédéric Leclercq (DragonForce), tem em “Repulsion for Humanity” uma nova fornada de um death metal que combina o melhor do estilo old-school com o que de mais notável se tem feito em tempos recentes.

Na estrada a promover “Firepower”, os britânicos Judas Priest estiveram em Portugal juntamente com o lendário Ozzy Osbourne, mas foi em Madrid (Espanha) que nos sentámos com o baixista e fundador Ian Hill para dissecar o disco editado em Março e que deixa a banda comandada por Rob Halford mais perto da marca dos 20 lançamentos.

Numa edição em que ‘estatuto’ é a palavra de ordem, a instituição de black metal que é Immortal está de volta aos discos com “Northern Chaos Gods”, o primeiro desde 2009 e o primeiro também sem Abbath na voz. Demonaz resume os problemas que marcaram a banda nos últimos anos e fala-nos do processo desta nova proposta do agora duo norueguês.

Isto e muito mais para descobrir na edição de Agosto/Setembro da Ultraje. Estaremos de volta em Outubro com mais novidades!

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